17 de dez. de 2012

Congresso USP 2013

Submissões abertas para o 13º Congresso USP de Controladoria e Contabilidade e 10º Congresso USP de Iniciação Científica em Contabilidade.

Data final para submissão: 28/02/2013

Os Congressos de 2013 ocorrerão nos dias 25 e 26 de julho de 2013.

Tema: Desafios e Tendências da Normatização Contábil.
Maiores informações: www.congressousp.fipecafi.org

Congressos 2013


Como em 2013 minha meta de participação em congressos é zero, resta submeter a periódicos os trabalhos apresentados em 2012. Espero que os artigos sejam enviados a bons pareceristas!
Por falar em congresso, aos que têm metas diferentes: Já estão abertas as submissões para o VII Congresso ANPCONT ( 02 a 05 de junho de 2013 - Fortaleza - CE)


Prazo final de submissão de trabalhos: 15/02/2012
Página de submissão: http://www.furb.br/web/3319/congresso-anpcont/o-congresso

16 de dez. de 2012

Uma tese é uma tese


Partilhando um texto muito legal! 
Na minha opinião de autora de uma tese em curso, nem tudo é exatamente assim. Mas talvez minha opinião não seja livre de viés! Fiz alguns destaques no textos e algumas inserções em vermelho. Quem tem experiência de acompanhar algum louco fazendo uma tese, partilha aqui ;)

UMA TESE É UMA TESE

Autoria: Mario Prata (O Estado de S. Paulo, 7 de outubro de 1998 - Caderno 2)

Sabe tese, de faculdade? Aquela que defendem? Com unhas e dentes? É dessa tese que eu estou falando. Você deve conhecer pelo menos uma pessoa que já defendeu uma tese. Ou esteja defendendo. Sim, uma tese é defendida. Ela é feita para ser atacada pela banca, que são aquelas pessoas que gostam de botar banca.
As teses são todas maravilhosas. Em tese. Você acompanha uma pessoa meses, anos, séculos, defendendo uma tese. Palpitantes assuntos. Tem tese que não acaba nunca, que acompanha o elemento para a velhice. Tem até teses pós-morte.
O mais interessante na tese é que, quando nos contam, são maravilhosas, intrigantes. A gente fica curiosa, acompanha o sofrimento do autor, anos a fio. Aí ele publica, te dá uma cópia e é sempre - sempre - uma decepção. Em tese. Impossível ler uma tese de cabo a rabo. [Exceto para o autor, que a considera uma obra prima]
São chatíssimas. É uma pena que as teses sejam escritas apenas para o julgamento da banca circunspecta, sisuda e compenetrada em si mesma. E nós?
Sim, porque os assuntos, já disse, são maravilhosos, cativantes, as pessoas são inteligentíssimas. Temas do arco-da-velha. Mas toda tese fica no rodapé da história. Pra que tanto sic e tanto apud? Sic me lembra o Pasquim e apud não parece candidato do PFL para vereador? Apud Neto.
Escrever uma tese é quase um voto de pobreza que a pessoa se autodecreta. [Com isso eu concordo. Pura verdade!] O mundo pára, o dinheiro entra apertado, os filhos são abandonados, o marido que se vire. Estou acabando a tese. Essa frase significa que a pessoa vai sair do mundo. Não por alguns dias, mas anos. Tem gente que nunca mais volta.[É verdade, também, infelizmente!!]
E, depois de terminada a tese, tem a revisão da tese, depois tem a defesa da tese. E, depois da defesa, tem a publicação. E, é claro, intelectual que se preze, logo em seguida embarca noutra tese. São os profissionais, em tese. O pior é quando convidam a gente para assistir à defesa. Meu Deus, que sono. Não em tese, na prática mesmo.
Orientados e orientandos (que nomes atuais!) são unânimes em afirmar que toda tese tem de ser - tem de ser! - daquele jeito. É pra não entender, mesmo. [Eu vou me esforçar para ser exceção, eu juro! Alguém, além de mim e da banca, vai entender a tese, eu espero!] Tem de ser formatada assim. Que na Sorbonne é assim, que em Coimbra também. Na Sorbonne, desde 1257. Em Coimbra, mais moderna, desde 1290. Em tese (e na prática) são 700 anos de muita tese e pouca prática.
Acho que, nas teses, tinha de ter uma norma em que, além da tese, o elemento teria de fazer também uma tesão (tese grande). Ou seja, uma versão para nós, pobres teóricos ignorantes que não votamos no Apud Neto.
Ou seja, o elemento (ou a elementa) passa a vida a estudar um assunto que nos interessa e nada. Pra quê? Pra virar mestre, doutor? E daí? Se ele estudou tanto aquilo, acho impossível que ele não queira que a gente saiba a que conclusões chegou. Mas jamais saberemos onde fica o bicho da goiaba quando não é tempo de goiaba. No bolso do Apud Neto?
Tem gente que vai para os Estados Unidos, para a Europa, para terminar a tese. Vão lá nas fontes. Descobrem maravilhas. E a gente não fica sabendo de nada. Só aqueles sisudos da banca. E o cara dá logo um dez com louvor. Louvor para quem? Que exaltação, que encômio é isso?
E tem mais: as bolsas para os que defendem as teses são uma pobreza. Tem viagens, compra de livros caros, horas na Internet da vida, separações, pensão para os filhos que a mulher levou embora. É, defender uma tese é mesmo um voto de pobreza, já diria São Francisco de Assis. Em tese.
Tenho um casal de amigos que há uns dez anos prepara suas teses. Cada um, uma. Dia desses a filha, de 10 anos, no café da manhã, ameaçou:
- Não vou mais estudar! Não vou mais na escola.
Os dois pararam - momentaneamente - de pensar nas teses.
- O quê? Pirou?
- Quero estudar mais, não. Olha vocês dois. Não fazem mais nada na vida. É só a tese, a tese, a tese. Não pode comprar bicicleta por causa da tese. A gente não pode ir para a praia por causa da tese. Tudo é pra quando acabar a tese. Até trocar o pano do sofá. Se eu estudar vou acabar numa tese. Quero estudar mais, não. Não me deixam nem mexer mais no computador. Vocês acham mesmo que eu vou deletar a tese de vocês?
Pensando bem, até que não é uma má ideia!
Quando é que alguém vai ter a prática ideia de escrever uma tese sobre a tese? Ou uma outra sobre a vida nos rodapés da história?
Acho que seria uma tesão.


A Tese do Coelho

No clima da minha principal meta para 2013 e aproveitando o ensejo do meu balanço do segundo ano de doutorado:

Confiança no Judiciário

Judiciário é pouco ou nada confiável


O Poder Judiciário segue como uma das instituições que têm a menor confiança da população no Brasil, conforme mostra o Índice de Confiança na Justiça (ICJBrasil), que analisou o segundo e terceiro trimestres de 2012.
Feito pela Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, a Direito GV, o estudo mostra que a população brasileira considera o Judiciário só é mais confiável que as emissoras de TV, os vizinhos, o Congresso Nacional e que os partidos políticos.

Confiança nas Instituições

De acordo com a pesquisa — feita com 3,3 mil pessoas —, 90% dos brasileiros consideram a Justiça morosa e 82% a consideram cara. Outros 64% dos entrevistados acreditam que o Judiciário é desonesto e 61% o enxergam como nada ou pouco independente. Além disso, 64% dos ouvidos acham a Justiça “difícil” ou “muito difícil” de acessar.

O ICJBrasil também atribui notas para o desempenho do Judiciário. Numa escala de 0 a 10, a nota geral foi 5,5.A pontuação é baseada em dois subíndices: o de comportamento, que analisa se os cidadãos, quando enfrentam problemas, procuram soluções na Justiça, e o de percepção, que apura o sentimento da população em relação a celeridade, honestidade, neutralidade e custos. No primeiro requisito, a nota foi 8,7. No segundo, 4,1.

Para Luciana Gross Cunha, professora da Direito GV e coordenadora do estudo, os dados seguem a mesma tendência que sempre tiveram, “de má avaliação do Judiciário como prestador de serviços públicos”. Foram entrevistadas pessoas em oito estados brasileiros, que responderam por 55% da população nacional (Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo).
Polícia
O ICJBrasil também mostrou que a população não está satisfeita com o trabalho da polícia. A instituição foi apontada como confiável pelos mesmos 39% que o Judiciário.
Muito Satisfeito -  26%
Um pouco satisfeito  - 10%
Um pouco insatisfeito - 27%
Muito insatisfeito - 36%
Indiferente - 1%

Contando juntos os “insatisfeitos” e os “pouco satisfeitos”, a cifra chega a 63%. Considerando a camada mais pobre da população, o índice pula para 65%. Na camada mais rica, cai para 62%.“É um dado alarmante, principalmente se considerarmos os últimos acontecimentos envolvendo o assassinato de policiais e diversas pessoas na periferia”, analisa Luciana Gross Cunha.

15 de dez. de 2012

Balanço do segundo ano de Doutorado


Pessoal, 
Vou partilhar com vocês um pouco do que vivi nesse segundo ano do Doutorado em Controladoria e Contabilidade na FEA/USP.
Quando terminei o primeiro ano já tinha cumprido os créditos das disciplinas obrigatórias e eletivas, mas optei por cursar uma disciplina da área de Econometria, para complementar a formação em métodos quantitativos.
Cursei a disciplina Econometria III, oferecida pelo Departamento de Economia da FEA/USP, com o professor Naércio Menezes Filho, o melhor professor de Econometria que eu poderia ter! E entre variáveis instrumentais, endógenas, exógenas, sistemas de equações, Probit, Logit, SUR, POLS, SOLS, SGLS, FGLS, SIV, GMM, efeitos fixos (FE) e aleatórios (RE), modelos multinomiais e hierárquicos, variâncias robustas, matrizes e um diversidade de símbolos que expressam relações entre variáveis, consegui concluir a disciplina com aproveitamento no primeiro semestre de 2012.
No segundo semestre fiz a disciplina Seminário de Tese, a qual consiste em encontros mensais, presididos por dois professores da área de Metodologia e Pesquisa, em que nossos projetos de tese são discutidos e aperfeiçoados.
Na verdade no início de 2012, tinha planos de cursar essa disciplina no primeiro semestre, mas o meu orientar “recomendou” cursá-la no segundo semestre, após uma reflexão maior e mais leitura para o projeto de tese. E “recomendação” de orientador não se discute!
Enfim... Fiz o Seminário de tese! Essa disciplina culmina com uma pré-qualificação do projeto, que lá na FEA/USP costumamos chamar de “banquinha”. Nessa banquinha, composta de três professores, recebemos críticas e contribuições para melhoria no projeto de tese. E, se aprovado, o candidato está pré-qualificado e pode seguir em frente com o projeto.
Resultado: Estou pré-qualificada, posso continuar com o projeto! 2013, estou chegando! Minha tese, minha vida!!!

Revisões em Pronunciamentos CPC


CVM divulga atualizações do texto das regras contábeis

Fonte: Valor Econômico, por Luciana Bruno (13/12/2012)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou três atualizações do texto referente às regras de concepção e publicação de balanços das companhias, de forma a seguir o padrão contábil internacional.

A primeira deliberação foi a de nº 696/12, que revisa o texto da regra de investimentos em coligada, controlada e empreendimento controlado em conjunto (joint venture). Trata-se de uma atualização do pronunciamento CPC 18 (R2), do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), entidade criada para adaptar as normas brasileiras aos padrões do International Accounting Standards Board (Iasb). O IASB é a organização internacional sem fins lucrativos que publica e atualiza as regras contábeis internacionais (IFRS) em língua inglesa.

"A revisão do CPC 18 contempla substancialmente as alterações no texto da IAS 28 - Investments in Associates, emitida pelo IASB, cuja vigência para fins das IFRS é requerida a partir de 2013", informou a autarquia.

"O objetivo do CPC 18 é prescrever a contabilização de investimentos em coligadas e em controladas, além de definir os requisitos para a aplicação do método da equivalência patrimonial quando da contabilização de investimentos em coligadas, em controladas e em joint ventures", completou.

Outra atualização aprovada, a deliberação nº 695/12, refere-se ao pronunciamento CPC 33 (R1), que trata da contabilização de benefícios a empregados. A regra estabelece que a empresa reconheça um passivo quando o empregado presta serviço em troca de benefícios a serem pagos no futuro; e uma despesa quando a entidade se utiliza do benefício econômico proveniente do serviço em troca de benefícios a esse empregado.

Novo Pronunciamento CPC


CVM edita Deliberação que aprova o Pronunciamento Técnico CPC 45 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis
 Fonte: Assessoria de Comunicação – CVM (13 Dez. 2012)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) editou a Deliberação nº 697/2012, que aprova o Pronunciamento Técnico CPC 45 - Divulgação de Participações em Outras Entidades emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).
O Pronunciamento Técnico CPC 45 contempla substancialmente a convergência com o texto da IFRS 12 - Disclosure of Interests in Other Entities, emitida pelo IASB - International Accounting Standards Board , cuja vigência para fins das IFRS é requerida a partir de 2013.
O objetivo do Pronunciamento Técnico CPC 45 é orientar a entidade quanto à forma de divulgação de informações sobre sua participação em outras entidades. Dessa forma, permite-se aos usuários das demonstrações contábeis avaliar os riscos inerentes a essas participações e seus efeitos sobre sua a posição patrimonial e financeira, o seu desempenho financeiro e seus respectivos fluxos de caixa.

14 de dez. de 2012

Pesquisa sobre Uso do Tempo


Hoje participei do 12º Fórum do Sistema Integrado de Pesquisas Domiciliares por Amostragem. Muito boa oportunidade de conhecer a dinâmica e metodologia das pesquisas realizadas pelo IBGE no Brasil. Uma que achei muito interessante foi a pequisa sobre Uso do Tempo.
Dois dados que me chamaram a atenção, entre outros: 
- Participação em atividades culturais e esportivas aumenta com anos de estudo :)
- Horas dedicadas para dormir diminuem drasticamente quando aumentam os anos de estudo :(

13 de dez. de 2012

Publicação de balanços na Internet


Comissão aprova publicação de balanços de grandes empresas só na internet


A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou em 05/12/2012, o Projeto de Lei nº 7553/2010, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que permite a publicação de balanços de empresas de grande porte na internet. Atualmente, os balanços são publicados em jornais de grande circulação. [Atualmente os balanços não são publicados, não é isso? Pelo menos não de forma compulsória.]
A proposta muda a Lei nº 11.638/2007, que, por sua vez, alterou a Lei das Sociedades Anônimas (S/A) e estendeu às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações financeiras.
O relator na comissão, deputado Vinicius Gurgel (PR-AP), modificou a proposta a fim de fixar com clareza sua aplicação às sociedades de grande porte de responsabilidade limitada, evitando a ambiguidade de que a regra poderia valer para as S/A, que têm outras obrigações legais de publicidade para seus acionistas.
Gurgel acatou uma emenda do deputado Antônio Andrade (PMDB-MG), para que as S/A sejam obrigadas a publicar suas demonstrações financeiras simultaneamente na internet, e não como forma alternativa de divulgação em jornal de grande circulação, como previa a proposta.
Considera-se de grande porte, para efeito da lei, a sociedade ou o conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões.

Tramitação
O projeto ainda será analisado, de forma conclusiva, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Comentários:
ZPB: O projeto é um absurdo pois pretende obrigar tais sociedades a publicarem seus balanços, o que a Lei 11.638/2007 não fez. O artigo 3º da citada lei apenas obriga tais sociedades a escriturar e elaborar balanços como as S.A. Nada fala sobre publicação. Observe-se que a obrigação de publicação de balanços para as S.A. não está nas regras sobre sua escrituração e elaboração e sim nas condições para realização das assembleias ordinárias. O autor quer dar a essas sociedades um custo enorme, inútil e desnecessário!

Meu comentário:
Não concordo com você, ZPB! Uma das falhas da Lei nº 11.638/2007 foi retirar essa determinação do texto, por lobby dos que não querem publicar seus relatórios. Para que elaborar e auditar balanços se não publicá-los? Custo enorme, inútil e desnecessário? Como assim? A proposta é publicação na Internet. É só gerar um PDF e hospedar no site. Caro é o processo de elaborar relatório, a auditoria "independente" e a publicação nos jornais de Diário Oficial.
“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)