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27 de abr. de 2017

Congresso Brasileiro de Custos 2017

A Associação Brasileira de Custos comunica que a XXIV edição do Congresso Brasileiro de Custos será realizada na cidade de Florianópolis - SC, nos dias 15 a 17 de novembro de 2017. 

O período para submissão de artigos será do dia 17/07 ao dia 14/08/2017. 

Maiores detalhes podem ser obtidos no site do congresso: http://cbc2017.abcustos.org.br/

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27 de dez. de 2016

Contabilidade por Partidas Dobradas

Estou assistindo no Netflix a série The Borgias.

A série é baseada na história da Família Bórgia, uma dinastia italiana de origem espanhola, que tornou-se proeminente durante o Renascimento e que geralmente é lembrada pelo governo corrupto e pela acusação de ter cometido vários crimes, incluindo adultérios, roubos, estupros, corrupção, incestos e assassinatos. A série retrata a ascensão da dinastia Bórgia ao alto clero da Igreja Católica Romana e seus esforços para manter-se no poder, o que culminou com o pontificado do Papa Alexandre VI.

Como sou daquelas que vê Contabilidade em tudo, quando assisti o segundo episódio da segunda temporada, não pude evitar a captura das seguintes falas:






Será que a contabilidade por partidas dobradas ainda é uma ferramenta valiosa para encontrar dinheiro sumido?

23 de set. de 2015

Mercado Contábil

Sobre o mercado de firmas e escritórios de Contabilidade, para reflexão junto às comemorações pelo Dia do Contador

Economia brasileira atrai escritórios estrangeiros

A contabilidade brasileira vem passando por uma transformação. A implementação do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e do e-Social (unificação do envio de informações trabalhistas e previdenciárias), além das 30 normas tributárias que são editadas diariamente no País, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), contribuem para o cenário de expansão do setor contábil.

“Está ocorrendo uma transformação na metodologia de trabalho dos contadores, principalmente para os escritórios que atendem às pequenas e médias empresas, porque as grandes companhias, que também são afetadas com os novos controles governamentais, estão mais preparadas para as novidades”, de acordo com Zulmir Breda, vice-presidente de desenvolvimento profissional e institucional do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Esse mercado em ebulição está despertando o interesse de escritórios estrangeiros de contabilidade. “As empresas estrangeiras estão com grande apetite em relação aos escritórios de contabilidade nacionais”, considera Carlos Meni, CEO da WoLters Kluwer Prosoft.

Em maio de 2013, o grupo holandês adquiriu a Prosoft. “No Brasil, o trabalho do contador sempre foi marginalizado, como se tivesse apenas a função de entregar informações ao Fisco. Com isso, os honorários eram baixos e a especialização dos profissionais também”, comenta Meni, ao lembrar que aos poucos isso foi mudando, muito influenciado pelo Sped, que iniciou com o projeto-piloto em 2008 e que levou a toda a transformação do mercado.

Mas essa não foi a única parceria multinacional que ocorreu no mercado contábil nacional nos últimos anos. No início de 2011, a RCS Consultores, fundada por Raul Corrêa da Silva, se juntou à BDO formando a BDO RCS Consultores Independentes, comandada no Brasil por Raul Corrêa e que conta com cerca de mil profissionais nas 21 filiais.

Raul Corrêa considera que para acompanhar todas as mudanças demanda muito investimento e treinamento de equipe. “De uma forma ou de outra, a tendência será para escritórios butiques e para médios e grandes escritórios. Os pequenos não terão condições de competir, assim como em todos os outros mercados. É uma tendência mundial.”

Não são apenas os grandes escritórios que estão na mira dos estrangeiros. Firmas de menor porte também sentem o assédio. A Direto Contabilidade, Gestão e Consultoria, já foi sondada por grupos estrangeiros. “Tem havido bastante movimentação nesse sentido, pois a Contabilidade é um serviço essencial, ou seja, ao abrir uma empresa é preciso contratar um contador para fazer a contabilidade e cuidar das obrigações tributárias e trabalhistas” [Considero que esta visão permanece a ‘darfista’ de sempre!], destaca Silvinei Toffanin, diretor da Direto.

Outra firma que está sentindo o assédio estrangeiro é a JJA Assessoria Fisco Contábil. “Já recebemos pelo menos duas propostas de estrangeiros”, destaca Aédi Cordeiro, diretor da JJA.

Vale ressaltar que há restrições legais para o exercício da profissão por estrangeiros no Brasil, com a necessidade de revalidação de diploma e registro no órgão de classe.
Apesar das aquisições que ocorreram nos últimos anos e do assédio a alguns escritórios, o vice-presidente do CFC considera que não haverá consolidação deste movimento. De acordo com Zulmir Breda, “Temos profissionais suficientes para atender ao mercado nacional. Com a adoção das normas contábeis internacionais pelo Brasil, houve uma grande reciclagem dos profissionais”. [Essa informação não condiz com pesquisas que apontam dificuldades de contratar profissionais contábeis com formação de alto nível...]

Fonte: DCI - Gilmara Santos

4 de abr. de 2015

Morte e vida severina, vida e morte contabilina

Reproduzimos a seguir o texto Morte e vida severina, vida e morte contabilina, do Prof. Eliseu Martins, publicado na Revista Capital Aberto (13/03/2015). O texto fala do papel da moeda na relevância da informação contábil. Esse texto me fez voltar a 2011 para as aulas de Teorias do Lucro e da Avaliação Patrimonial com o inesquecível prof. Eliseu. Vale a pena a leitura.


Relembrando Severino em João Cabral de Melo Neto, 60 anos depois, e forçando a barra - não tão pouco, concordo -, faço uma constatação épica também: a força da criação da contabilidade e provavelmente de sua morte. Que força é essa? Que razão é essa? 
A contabilidade nasceu quando a capacidade do ser humano conseguiu criar um denominador comum para todos os bens econômicos e dívidas: a moeda. Da criação da moeda física de prata, ouro, concha ou o que for à abstrata, virtual, conseguiu-se algo absolutamente inacreditável e impensável: ser capaz de somar tijolos com direitos a receber, com intangíveis, com caixa, com despesas pagas antecipadamente, com participações societárias, com depreciação (contida no custo dos estoques manufaturados), etc. E dessa soma nonsense ainda se consegue deduzir o que se deve e obter-se um saldo com nome atribuído: patrimônio líquido. 
Que saldo é esse? Você já parou para pensar no que ele significa? O que uma Petrobras - já que ninguém fala nela ultimamente… - tem no lado do ativo do seu balanço é, na verdade, um conjunto enorme de equipamentos, navios, prédios, patentes, tecnologia, direitos, etc. que, no fundo, são coisas que absolutamente não se somam. Mas a moeda permite que tudo seja convertido nesse denominador comum e, após isso, somado, utilizado para subtrações (cuidado com o duplo sentido) de dívidas etc. Parece um milagre! 
Sem a moeda não há, absolutamente, contabilidade. Ela é o milagre que permite as demonstrações contábeis. É claro que a moeda pode ser o real, o dólar, o ouro, a UFIR, uma arroba de carne, um barril de petróleo, uma cesta de moedas, um sanduíche bauru etc. Ou seja, pode ser, com o uso da nossa capacidade criativa e abstrativa, uma moeda de curso legal ou qualquer outro denominador que tenha essa capacidade de servir para transformar tangíveis e intangíveis num único padrão somável e subtraível. 
Mas, se a existência de uma moeda parece ser a salvação da contabilidade, a existência de várias provoca situações aparentemente esdrúxulas. Quem investiu 1 milhão de libras esterlinas num imóvel londrino, gastando R$ 3 milhões, e o vende depois por 900 mil libras com a libra a R$ 4, terá tido a sensação de ganho, um lucro de R$ 600 mil reais, se trouxer o dinheiro para o Brasil e continuar a viver aqui normalmente. Se tiver vendido o imóvel pelas 900 mil libras por um aperto financeiro, porém mantendo residência só em Londres, sentirá uma perda: prejuízo de 100 mil libras esterlinas. Qual é a verdade? Lucro ou prejuízo? E qual a visão de um americano, que pensa e age somente em dólar, querendo avaliar o desempenho desses investidores? Como decidir para quem emprestar ou em quem investir? 
A criação da moeda permitiu a contabilidade. Mas as contabilidades em libra, em real ou em dólar colocam dúvida sobre qual é a “verdadeira”. E a dúvida é atroz a ponto de fazer perder credibilidade. 
E se uma empresa no Brasil, vivendo seus sócios só aqui, tiver investido R$ 1 milhão há um ano e ganhado, em renda fixa, o valor bruto de R$ 100 mil, pagando 34% de tributos sobre o lucro? Terá tido lucro ou prejuízo, considerando 7% de inflação nesse período? A contabilidade nossa, formal, legal, normatizada, internacionalizada, dirá que terá havido um lucro de R$ 66 mil. Mas a lógica econômica dirá que não só não terá havido lucro como um pedaço do capital original terá sido perdido. Afinal, deveriam existir R$ 1.070.000 agora para comprar, na média, o que R$ 1 milhão comprava um ano — ou 7% de inflação — atrás. E, no entanto, só existem R$ 1.066.000 hoje. A inflação matou a verdade contábil e o que a demonstração contábil diz ser lucro é, na verdade, prejuízo. Isso sem considerar o custo de oportunidade do dinheiro aplicado. 
Noutro exemplo, alguém tomou R$ 10 milhões do BNDES a 5% ao ano e investiu num terreno que tenha se valorizado 10% e acaba de ser vendido, sob os mesmos 7% de inflação. O resultado mostrará lucro ou prejuízo? Esqueçamos os tributos sobre o resultado. Sabidamente mostrará um lucro de R$ 1 milhão na venda do terreno, e despesas de juros de R$ 500 mil, com o lucro de R$ 500 mil. Ganho no ativo e despesa por causa do passivo. Ou deveria mostrar um lucro na venda do terreno só de R$ 300 mil, considerando a inflação (R$ 11 milhões de venda menos o custo corrigido de R$ 10.700.000), e um ganho na dívida de R$ 200 mil porque pagou-se R$ 10.500.000 ao banco ao final quando o empréstimo original corrigido pela inflação seria R$ 10.700.000? Pagou-se menos do que se recebeu ou não? Em outras palavras, o lucro é formado de um grande ganho no imóvel e uma despesa de juro ou de um módico ganho no imóvel e um lucro por conta do financiamento privilegiado? 
A moeda nominal, desconsiderando olimpicamente os efeitos da inflação, é um início da morte da credibilidade da informação contábil. Poderíamos continuar a filosofar sobre contabilidade e moeda. No entanto, parece muito clara a conclusão: a moeda é a vida da contabilidade, mas pode significar sua morte também se não tivermos um desenvolvimento conceitual à altura de sua definição e de seu significado para fins contábeis.

27 de ago. de 2014

Anais dos Congressos Brasileiros de Custos

A Associação Brasileira de Custos (ABC) está disponibilizando os Anais dos Congressos Brasileiros de Custos (CBC) em base eletrônica a partir desta edição do Congresso. Os Anais de TODAS as 20 edições do CBC encontram-se disponíveis no seguinte endereço: http://anaiscbc.emnuvens.com.br/anais/index.
No menu superior, os anais das edições anteriores podem ser acessados, na opção "ANTERIORES".
Antes dessa iniciativa, os artigos publicados nos anais do CBC só podiam ser acessados a membros associados à ABC com anuidade paga e por meio de senha.
Com a disponibilização dessa base, com os artigos de 20 anos de Congressos de Custos, certamente pesquisadores das áreas de Contabilidade de Custos, Contabilidade Gerencial e afins terão mais uma base de pesquisa para aperfeiçoar suas pesquisas e futuras publicações.

7 de jun. de 2014

Congresso Brasileiro de Custos 2014

Divulgamos a realização da XXI edição do Congresso Brasileiro de Custos
Onde: Natal - RN
Quando: 17 a 19 de novembro de 2014
Prazo para submissão de artigos: 01/08/14 - 17/08/14.
Maiores informações: http://cbc2014.emnuvens.com.br

8 de mai. de 2014

Empresas familiares

Para quem gosta de estudar empresas familiares:

No fim dos anos 50, a catarinense Adelina Hess de Souza decidiu trilhar um caminho pouquíssimo usual. Aos 31 anos, abriu a própria empresa, uma confecção de camisas que ela costurava em casa.
Na hora de batizá-la, uniu seu nome ao do marido, Rodolfo Francisco de Souza Filho, o Duda. Nascia, ali, a Dudalina. Em paralelo, Adelina traçou uma meta ambiciosa para dentro de casa: ter 20 filhos. Ela chegou perto. Teve 16, todos com nomes compostos (como Renê Murilo, Rui Leopoldo e Denise Verônica).

Quando Adelina morreu, em 2008, a Dudalina já era a maior camisaria do país — e a mãe fez tudo que podia para manter o instável equilíbrio entre casa e trabalho típico das empresas familiares.

Deu emprego para quase todos os filhos, comprou uma casa na cidade e outra na praia para cada herdeiro e, nos almoços de domingo em Blumenau, resolvia as diferenças de casa ou do trabalho obrigando seus filhos a dar longos abraços “afetivos”. Mas, por baixo dessa camada de prosperidade, nem tudo ia assim tão bem.

Os 16 herdeiros de Adelina se dividiram em grupos e, há décadas, discordam de quase tudo. O maior deles, composto de 11 irmãos, inclui as cinco mulheres e é liderado por Sônia Regina, presidente da empresa desde 2003.

Do outro lado estão os cinco irmãos dissidentes — entre eles o primogênito, Anselmo José, que presidiu a Dudalina de 1979 a 1989, e Vilson Luiz, que chefiou o conselho de administração por quase duas décadas.

Assim como em milhares de empresas familiares, a principal fonte de problemas é uma disputa pelo poder entre os herdeiros...



Matéria completa: Uma empresa, a Dudalina, e 16 irmãos em conflito - Exame
“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)