11 de set. de 2014

Ranking Universitário Folha 2014

De acordo com o Ranking Universitário Folha 2014, o Curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é o número 1 do Brasil. 
Para mim, docente da instituição, o resultado é muito surpreendente.
Entre as instituições com os dez melhores cursos, segundo o RUF, apenas três (6º, 9º e 10º) não possuem Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências Contábeis.  E também entre as dez melhores, apenas duas são instituições privadas. Viva a Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade!
O Curso de Ciências Contábeis da minha querida Universidade Estadual de Feira de Santana ficou em 299º no RUF 2014.



O Blog Contabilidade Financeira publicou uma postagem com a lista dos 10 melhores cursos de graduação em contabilidade dos EUA.

4 de set. de 2014

Profissionais que mais fazem falta no país

Profissionais das áreas de finanças, engenharia, TI e vendas estão em falta no Brasil, segundo uma pesquisa realizada pelo ManpowerGroup.
Márcia Almström, diretora de recursos humanos da empresa responsável pelo levantamento, diz que as áreas com maior carência de bons profissionais têm forte apelo técnico e explica que, associadas a competências técnicas, também estão em falta as chamadas 'soft skills' ou habilidades mais 'brandas', ligadas a gestão e liderança, por exemplo. "Para se dar bem num mercado tão sedento, esses profissionais raros precisam construir sua carreira além do conhecimento técnico e buscar outras qualificações", afirma.
Dos 42 países focalizados pela pesquisa, o Brasil é o 4º com maior escassez de talentos, empatando com a Argentina. "Entre outros motivos para essa situação, há um grande aumento da competitividade, avanços tecnológicos e lacunas na formação profissional", explica Almström. No ranking também figuram operários, motoristas, técnicos e trabalhadores de ofício manual.

E quem aparece mais uma vez como área promissora e com carência de bons [bons mesmo!] profissionais: A nossa querida Contabilidade!

7. Contadores e profissionais de finanças
São aqueles que acompanham, medem e garantem a saúde financeira da empresa. Em tempos de exigência por produtividade máxima, cuidam da gestão dos custos e da rentabilidade do negócio.

Por que estão em falta: A realidade no mundo dos negócios mudou. Hoje, as empresas não precisam apenas do profissional que registra dados numéricos e faz apontamentos. "É preciso dominar o aspecto técnico das finanças, mas também ter um perfil de influenciador e consultor interno a respeito do negócio", explica Almström.

Matéria publicada no portal Exame.com

Sete profissionais mais disputados

Um levantamento feito pela consultoria Robert Half mostra cargos em alta neste ano no Brasil.
Todos os profissionais são da área de negócios e a formação em faculdade de primeira linha em Contabilidade é um perfil de pelo menos três dos setes profissionais citados.
E tem estudante querendo levar o curso com a barriga. Não dá para levar a vida profissional com a barriga, pelo menos não por muito tempo!
Let’s study hard!

-- Gerente contábil
Por que está em alta: mercado enfrenta contínua escassez de profissionais que tenham domínio de inglês e perfil “parceiro do negócio”. Aumento da demanda, segundo a Robert Half foi de 17% no número de posições na área.
Perfil de quem é disputado: profissional com formação em contabilidade, CRC ativo, inglês fluente, atualizado com as normas contábeis brasileiras e internacionais, capaz de entender e influenciar o negócio e que tenha boa comunicação.
-- Gerente de riscos (mercado, crédito, liquidez, operacional)
Por que está em alta: bancos, como um todo, têm se readequado às novas legislações e adequado sua estrutura de acordo com as novas regulações do Banco Central. Por isso, a demanda em áreas de controles, compliance e risco tem tido uma demanda muito forte. Alta no número de posições foi de 50% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Robert Half.
Perfil de quem é disputado: formação em cursos como contabilidade, administração, economia e engenharia e com experiência, de preferência, no perfil de cultura do banco que está contratando. Sempre muito analíticos, organizados e voltados para processos. Inglês fluente é mandatório.

-- Gerente de vendas
Por que está em alta: Com a economia menos aquecida, as empresas acabam apostando mais na força de vendas para alavancar os resultados e a rentabilidade. O movimento de profissionalização de alguns setores, especialmente os relacionados a serviços, tem tido impacto na demanda na área de vendas das empresas, segundo a equipe da Robert Half.
Perfil de quem é disputado: consultivo, com foco na necessidade do cliente e visão global de negócios. Segundo a equipe da Robert Half, estes são os profissionais que tendem a conquistar melhor remuneração dentro das organizações. O nível da formação acaba ficando em segundo plano e a experiência conta, principalmente, quando se trata de um produto e serviço específico e com relacionamento prévio com clientes-chave.

-- Gerente de marketing
Por que está em alta: com estruturas de marketing mais enxutas, as empresas têm apostado na figura do gerente dando a ele mais responsabilidade. Essa reestruturação em muitas empresas deu mais sinergia e resultou em equipes menores deve-se aos resultados abaixo do esperado em 2014 e a necessidade de readequação de metas.
Perfil de quem é disputado: formação em faculdade de primeira linha. Experiência internacional e domínio de idiomas são valorizados, sobretudo em multinacionais.

-- Engenheiro de vendas
Por que está em alta: engenheiro consultivo e integrado ao negócio ganha destaque em indústrias com área comercial técnica. É que a formação técnica do engenheiro permite que ele entenda a necessidade do cliente de forma mais efetiva sendo capaz de propor soluções completas e não apenas produtos.
Perfil de quem é disputado: conhecimento técnico aliado a habilidades de comunicação e negociação, visão estratégica e bom relacionamento interpessoal. Inglês fluente é uma exigência. Formação em faculdade renomada é diferencial, mas não é mandatório.

-- Gerente comercial/novos negócios para seguradoras
Por que está em alta: mercado de seguros vem amadurecendo no Brasil, segundo Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half. “Cada vez mais os seguros têm se tornado um produto de consumo”, diz. Aumento no número de posições de gerente comercial, com foco em desenvolvimento de relacionamento em novas contas, foi de 20% em 2014, na comparação com 2013.
Perfil de quem é disputado: profissional com capacidade de gerar e conquistar novos clientes para aumentar a carteira. Experiência, capacidade estratégica para identificar as melhores oportunidades no mercado e foco em trazer negócios mais rentáveis.

-- Advogado sênior especializado em consultivo tributário
Por que está em alta: preocupação das empresas em fazer planejamento tributário que permita economizar dinheiro. De acordo com a Robert Half, a demanda cresceu tanto em empresas quanto em escritórios de advocacia terceirizados.
Perfil de quem é disputado: formação de primeira linha em cursos de direito e contabilidade. Experiência em empresas de auditoria - como PricewaterhouseCoopers, Deloitte Touche Tohmatsu, KPMG e Ernst & Young - é bastante valorizada.


Matéria publicada no portal Exame.com

2 de set. de 2014

Contadores para o Canadá

Depois da Austrália, agora é o Canadá que abre as portas para profissionais brasileiros!
E a Contabilidade está entre as áreas de interesse!

O Canadá quer profissionais brasileiros

Boa notícia para quem deseja morar no Canadá. Região de língua francesa, a província de Québec está de olho nos profissionais brasileiros e quer incentivá-los a seguir carreira no país.
São seis as áreas de formação com mais demanda por profissionais no Québec e, consequentemente, que oferecem as melhores oportunidades para os brasileiros: administração de empresas, contabilidade, engenharia civil, engenharia da computação, enfermagem e tecnologia da informação.

Formação de nível técnico, tecnólogo ou universitário, experiência profissional, conhecimento do idioma francês ou interesse em aprender a língua são alguns dos requisitos para imigrar e conquistar o visto permanente.

Para apresentar o programa de imigração, o Escritório de Imigração do Québec realizará palestras no Brasil em São Paulo, Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS). 

Inscrições e informações sobre as datas e endereços em todas as cidades estão no site de imigração do governo do Québec .

Matéria de Camila Pati, para Exame.com

1 de set. de 2014

Secretaria de Assuntos Religiosos

Um fato curioso no site oficial de uma prefeitura: 
O município tem Secretaria de Assuntos Religiosos! E mais: tem espaço para todos. As notícias estão organizadas em matriz católica, matriz evangélica e matriz afro!
O estado pode até não ser laico, mas nesse caso é plural.


#ColetaDeDados

Nova contabilidade Pública

O professor Lino Martins da Silva, respeitado professor, pesquisador e pensador da Contabilidade Aplicada ao Setor Público no Brasil, faleceu no dia 26 de março de 2013. Cinco dias antes do seu falecimento, ele escreveu aquela que se tornaria a última postagem no seu Blog, a qual reproduzo a seguir.

21/03/2013

Notícia divulgada no Diário.Com de Maringá no Paraná informa que o TCE-PR tem como objetivo fazer com que o índice de desaprovação das contas públicas caia para algo entre 1% e 2%, até o final de 2014. Esta a meta da atual gestão do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR). O anúncio foi feito pelo presidente da Corte, conselheiro Artagão de Mattos Leão, durante a abertura do seminário Parâmetros para uma Boa Gestão Pública. Atualmente, as desaprovações totalizam 14% das contas encaminhadas ao órgão para julgamento. Em 2000, o índice era de 50%.

Eis uma percepção correta dos efeitos que a Nova Contabilidade Pública trará para os julgamentos não só do TCE-PR  mas também de todos os Tribunais de Contas, inclusive o TCU vez que com uma contabilização integral de todos os ATIVOS e todos os PASSIVOS será possível aos Tribunais de Contas ampliar sua visão sobre a gestão em relação à continuidade e viabilidade do financiamento dos serviços bem como estabelecer planos sobre futuras necessidades de financiamento para a manutenção de ativos e sua substituição ou, ainda, gerenciar posição de caixa e as necessidades de financiamento do Tesouro.

Desta forma estarão cumprindo o que determina o § 1º do art. 1o da LRF, quando estabelece que:
A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.

Não temos dúvida que o registro de todos os ativos auxiliará os Tribunais de Contas para conhecerem de que modo os administradores:
– Atuaram para melhorar, manter ou substituir ativos;
– Identificaram ou eliminaram  ativos excedentes;
– Preveniram perdas devido a roubo ou danos;
– Conheceram o impacto do uso de ativos fixos na prestação de serviços públicos;
– Consideraram formas alternativas de gerenciamento de custos e os serviços de entrega (remédio em casa, por exemplo).

No que se refere à identificação de todos os PASSIVOS (resultantes ou independentes da execução orçamentária) será possível verificar:
– os critérios de reconhecimento dos passivos e estabelecer planos para a sua liquidação;
– o impacto dos passivos sobre recursos futuros.
– as responsabilidades pelo gerenciamento de passivos
– a capacidade de fornecer os serviços atuais e a implementação de novos serviços

Não temos dúvida de que muitas das verdades absolutas de hoje que levam à reprovação de contas, passarão por grandes mudanças. Por isso é preciso que as Escolas de Contas iniciem amplo debate para retirarem os profissionais do controle interno e externo da zona de conforto do simplório enfoque orçamentário.

Abaixo reproduzo os comentários feitos a essa última postagem do professor Lino Martins, que nos deixou como herança, entre outras coisas, a capacidade crítica e a visão além do imediato.

Mas creiam, ainda há quem infelizmente esteja pensando, inclusive professores, que as IPSAS, o MCASP e as novas diretrizes da Contabilidade Aplicada ao Setor Público no Brasil são um modismo passageiro, que fere a Lei nº 4.320/1964. Ledo engano! #SabeDeNada #Inocente!

Doações para Campanhas Eleitorais

O que construtoras, cervejarias, frigoríficos e empresários têm comum? 
Que tal o espírito cívico e a crença em programas de governo sérios, que os motivam a doar alguns milhares ou milhões de reais para campanhas eleitorais? 
Eu sugiro que há outros pontos que não são revelados com facilidade, mas podem ser facilmente deduzidos, principalmente quando as doações são de igual montante para candidatos com posições declaradamente antagônicas!

A processadora de carnes JBS, dona da marca Friboi, é a maior doadora da campanha presidencial entre as companhias abertas. De acordo com a primeira prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral, até o fim de julho a empresa colocou R$ 5 milhões na campanha de Dilma Rousseff (PT), o mesmo valor na de Aécio Neves (PSDB) e mais R$ 1 milhão na do então candidato Eduardo Campos (PSB). No segundo trimestre, a JBS lucrou R$ 254 milhões. O caixa da presidente Dilma foi reforçado ainda com R$ 4 milhões provenientes da CRBS, empresa do grupo Ambev.

Como nos anos anteriores, as construtoras figuram entre as principais financiadoras. A OAS deu R$ 3 milhões para a campanha de Aécio e outros R$ 600 mil para Campos. O candidato do PSB, cuja morte no mês passado deixou Marina Silva à frente da chapa, recebeu também dinheiro de nomes conhecidos do mercado.

Guilherme Leal, sócio e fundador da Natura, contribuiu com R$ 400 mil. O valor está longe dos R$ 11,8 milhões doados em 2010, quando disputou a eleição como vice de Marina. Também fizeram transferências ao PSB José Olympio Pereira, presidente do Credit Suisse no Brasil (R$ 30 mil), e Luis Terepins, diretor-presidente e presidente do conselho de administração da construtora Even (R$ 5 mil).

Companhias e empresários fortalecem o caixa de partidos políticos - Texto de Yuki Yokoi - Revista Capital Aberto - ed. 133 set/2014 -  Governança Corporativa

Notas mais explicativas

Em agosto, a CVM e o Comitê Pronunciamentos Contábeis (CPC) lançaram atualizações das normas brasileiras que seguem o padrão internacional, estabelecido pelos IFRS. No pacote, foi emitido o OCPC 7, sobre a elaboração de notas explicativas.

O documento agrega todas as regras que já tratam do tema e traz orientações a respeito. Com isso, pretende ajudar a resolver um problema antigo, que veio a se acentuar após a adoção das normas contábeis internacionais: as notas são compridas demais e não focam nos dados realmente interessantes ao leitor.

O CPC recomenda que as notas explicativas comecem pelos itens relativos ao contexto operacional e à declaração de conformidade e, em seguida, tratem os assuntos de acordo com a relevância. Dados que influenciam a tomada de decisão de investidores e credores devem ser evidenciados. O uso de linguagem simples e sem terminologias técnicas é recomendado. [Mas o mercado não é simples e envolve conceitos muito técnicos, o que é acentuado em alguns segmentos, principalmente os que sofrem forte regulação].

Além disso, a orientação é retirar do documento informações com potencial de desviar a atenção do usuário, como a reprodução de textos de atos normativos [Vamos aguardar!]. Comentários e sugestões sobre o OCPC 7 podem ser enviados até 15 de setembro.

Orientações para notas mais explicativas - Texto de Yuki Yokoi - Revista Capital Aberto - ed. 133 set/2014 - Contabilidade e Auditoria.

Resultado contábil do BACEN

Em tempos de CPC, pressupõe-se que o usuário da informação tenha um conhecimento razoável de Contabilidade, mercado e finanças.
Quem se garante nesses conceitos, abordados no texto sobre o desempenho do BACEN no primeiro semestre de 2014?
  • resultado contábil
  • superávit primário
  • variação cambial das reservas internacionais
  • operações compromissadas
  • redução de demanda devido aos leilões de linha
  • custo de carregamento das reservas
  • volatilidade do balanço
  • administração de liquidez
  • depósitos compulsórios
  • liquidação extrajudicial

BC tem menor resultado contábil desde 2009, avalia CMN
Texto de Victor Martins - Estadão - 28/08/2014

O Banco Central (BC) obteve, no primeiro semestre, resultado positivo contábil de R$ 5,3 bilhões. A cifra é o menor desempenho da instituição no período desde 2009, quando foi registrado prejuízo de R$ 800 milhões. Segundo Eduardo Rocha, chefe do Departamento de Contabilidade e Execução Financeira do BC, o resultado foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e será transferido para o caixa do Tesouro Nacional em até 10 dias úteis.
Rocha explicou que a despeito da transferência, esse dinheiro não pode ser usado na composição do superávit primário do ano. "Ele é usado para abatimento de dívida", disse. O técnico informou ainda que o resultado foi impacto por uma perda de R$ 24,4 bilhões em decorrência da variação cambial das reservas internacionais e redução de outros R$ 24 bilhões em função das operações compromissadas.
Ele disse ainda que a queda de R$ 24 bilhões nas reservas ocorreu em função da redução de demanda devido aos leilões de linha. "No fim do ano passado, tínhamos R$ 40 bilhões em linha e agora estamos com R$ 15,9 bilhões", informou.

Reservas cambiais
O BC informou que a desvalorização das reservas cambiais no primeiro semestre do ano gerou um crédito para instituição, que deve ser pago pelo Tesouro Nacional, de R$ 51 bilhões. Esse valor deve ser desembolsado até o décimo dia útil de 2015.
A instituição informou ainda que o custo de carregamento das reservas foi de R$ 26,126 bilhões no período e que a rentabilidade foi negativa em 5,13% (R$ -44,45 bilhões). "Quando a gente ganha com as reservas, transfere o valor para o Tesouro. Quando a gente perde, o Tesouro tem de equalizar esse valor. Isso é para expurgar a volatilidade do balanço do banco", explicou Rocha.
O custo de carregamento das reservas internacionais, no primeiro semestre, foi de R$ 26,126 bilhões. A instituição ainda observou que o compromisso de recompra teve variação de quase R$ 82 bilhões no período em função da administração de liquidez.
A instituição ainda informou que houve um aumento de R$ 18 bilhões no primeiro semestre do ano nos depósitos compulsórios em função de depósitos a prazo.

Devedores
O BC informou também que desde 2011 recebeu R$ 20 bilhões dos seus quatro maiores devedores, bancos que estão em liquidação extrajudicial há anos [!!!!]: Nacional, Econômico, Banorte e Bamerindus. O último a quitar totalmente sua dívida foi o Bamerindus, que em 15 de julho pagou R$ 1,97 bilhão e liquidou a fatura. Os dados são da contabilidade do BC, que foi aprovada hoje pelo CMN.

Salário Mínimo na LOA

Às vezes penso que se eu não tivesse estudado Ciências Contábeis, estudaria Comunicação Social. Mas acho que eu não iria muito longe, pois não sei até que ponto conseguiria escrever textos frios e desprovidos de compromisso com a informação de qualidade para a sociedade. Muitos, muitos jornalistas mesmo não tem coragem de criticar, nos textos que publicam, meia frase do que os entrevistados dizem. E, nas poucas vezes que o fazem, são motivados por interesses muito pouco neutros ou imparciais.

Salário mínimo previsto no Orçamento de 2015 é de R$ 788,06
Texto de  Vandson Lima | Valor Econômico - 28/08/2014

O salário mínimo previsto para 2015 é de R$ 788,06, um aumento de 8,8% sobre o valor atual, de R$ 724 mensais, conforme o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2015. "Está dentro da regra de valorização do salário mínimo", afirmou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior (...) 

Pela Constituição, a LOA deve ser entregue pelo Executivo até o dia 31 de agosto de cada ano e compreende o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público; o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; e o orçamento da seguridade social, abrangem do todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo poder público.

A expectativa é que o projeto da LOA seja aprovado até o fim do ano. [Expectativa? E os prazos legais?] "Coloquei toda a equipe do Ministério do Planejamento à disposição do Congresso, para todos os esclarecimentos, para que possa se fazer uma análise rápida e votar o orçamento até o fim do ano. O presidente do Senado confirmou que esse é um prazo possível", sustentou a ministra. [Possível? Também está na CF que o orçamento deve ser devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa, portanto, votado até o final do ano!!! ADCT, art 35, § 2º, III].

Miriam Belchior sublinhou ainda que o orçamento prioriza as áreas de saúde, educação, combate à pobreza e infraestrutura (...).
Como no ano passado, o projeto chega antes da aprovação final, pelo Congresso, da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015. [Que por sua vez, está fora do prazo previsto na CF, ADCT, art 35, § 2º, II, em que o PLDO deveria ser devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa]. Fala sério!!!

Destaques e inserções por nossa conta e risco! 
“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)