12 de out. de 2010

Universidade = Ter cursos de Doutorado

Universidades precisarão ter ao menos dois cursos de doutorado em 2016

Caso não cumpram a regra, as instituições serão classificadas como centros universitários ou faculdades

Fonte: Folha Online

A partir de 2016, universidades terão de ter pelo menos dois cursos de doutorado e quatro de mestrado. A medida está prevista em resolução do CNE (Conselho Nacional de Educação) homologada em 05/10/2010.

Caso não cumpram a regra, as instituições serão classificadas como centros universitários ou faculdades -- que, ao contrário das universidades, não têm autonomia para abrir novas vagas e cursos sem autorização do Ministério da Educação.

Estão sujeitas à norma universidades privadas e federais. As estaduais e municipais não se enquadram porque estão sob a jurisdição de conselhos estaduais e municipais de educação.

Atualmente, cerca de metade das instituições privadas e federais não estão adequadas à nova exigência, de acordo com dados da Capes, órgão de fomento à pós-graduação do governo federal. Ainda assim, a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, diz acreditar que o prazo de 2016 é suficiente para elas se adaptarem.

Que tal dar um fim nas dívidas?

Dicas para não afundar em dívidas

1. Estabeleça o fim das dívidas como objetivo.
2. Saiba o quanto deve e trace uma estratégia para acabar com o problema.
3. Não avance no limite do cheque especial sem saber quando poderá quitá-lo e não comprometa mais do que 30% de sua renda mensal com dívidas de mais de 30 dias.
4. Avalie a possibilidade de trocar de banco para o pagamento da dívida. Com isso, o novo banco pode quitar sua dívida na instituição financeira anterior e cobrar juros menores. A medida é assegurada pelo Banco Central e proíbe a cobrança de qualquer taxa adicional para fazer a quitação.
5. Renegocie só quando for possível pagar a nova negociação. Caso contrário, combate-se o efeito, mas não a causa.
6. Faça um reserva de emergência. Guarde dinheiro suficiente para três meses de despesas fixas se tiver um emprego estável, ou seis meses se trabalha por conta própria. Em caso de imprevisto, as despesas básicas estarão cobertas, e você ainda terá recursos para oportunidades de consumo.
7. Crie metas para o gasto variável, como supermercado, energia elétrica e água e tenha um custo reduzido com prestações. Isso facilita a administração das contas em caso de imprevistos.
8. Planeje por mês quanto pretende gastar com roupas, cinema, restaurantes e afins, e nunca saia de casa sem estabelecer o que quer comprar e quanto pode gastar.
9. Ignore o comportamento consumista. Tenha apenas uma folha de cheque na carteira, deixe o cartão de crédito escondido em casa e saia com o dinheiro contado.
10. Evite "emprestar" seu nome para que terceiros façam dívidas. Eles provavelmente já estão com problemas de endividamento e não serão bons pagadores.
Fontes: Reinaldo Domingos (educador, terapeuta financeiro e presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira); Ricardo Pereira (consultor financeiro e sócio do blog Dinheirama).

Dez dicas para não se afundar em dívidas - Por Flávia Gianini
Capturado no Blog Contabilidade Financeira

11 de out. de 2010

Nobel de Economia


Análise sobre desemprego leva Nobel de Economia


Norte-americanos tentaram explicar relação entre desemprego e política econômica


Fonte: Portal Exame


Os norte-americanos Peter Diamond e Dale Mortensen, e Christopher Pissarides, que tem cidadania britânica e cipriota, levaram o Prêmio Nobel de Economia de 2010. O trio foi lembrado por ter desenvolvido um método de análise dos mercados, segundo o júri do Nobel.

O comitê encarregado de apontar os premiados de Economia do Nobel deste ano destacaram os três economistas por suas "análises dos mercados sujeitos a fricções". Os estudos deles tentam explicar, por exemplo, as relações entre a política econômica e o desemprego, ou o motivo de haver muitos desempregados, mesmo com tantos empregos oferecidos, lembrou o comitê.

O Prêmio Nobel de Economia foi estabelecido em 1968, pelo Banco Central da Suécia, e passou a ser concedido a partir do ano seguinte. O trio deve dividir uma premiação de 10 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 1,5 milhão).

Empresas brasileiras com mais de 100 anos

Siderurgia, Alimentação (chá mate, refrigerantes, vinhos, açucar), vestuátio e têxtil, cama, mesa e banho e calçados... Esses são os setores que congregam dez das empresas brasileiras com mais de 100 anos de existência!

Os detalhes estão na reportagem a seguir do Portal Exame!

As empresas brasileiras com mais de 100 anos de existência

Conheça as histórias e lições de negócios das companhias nacionais que sobreviveram ao turbulento século XX

Texto de Tatiana Vaz (Portal EXAME) em 11/10/2010

Gerdau nasceu como fábrica de pregos

Um dos maiores fornecedores de aços longos especiais do mundo, o grupo Gerdau começou a traçar sua rota de expansão desde sua origem, em 1901. Foi nesse ano que João Gerdau e seu filho Hugo compraram a Fábrica de Pregos Pontas de Paris, instalada no Rio Grande do Sul, o primeiro de vários negócios que seriam transformados e adquiridos pela gestão quase que hereditária da companhia, atualmente nas mãos de André Gerdau Johannpeter.
Com ações listadas nas Bolsas de Valores de São Paulo, Nova York, Toronto, Madri e Lima, a Gerdau possui operações em 14 países, entre eles Estados Unidos, Índia e Venezuela. No Brasil, possui unidades em quase todos os estados, que produzem aços longos comuns, especiais e planos. Seus produtos atendem os setores da construção civil, indústria e agropecuária e estão presentes nas mais diversas formas: na estrutura de residências, shopping centers, hospitais, pontes e hidrelétricas, torres de transmissão de energia e telefonia e como matéria-prima de peças de automóveis.

Matte Leão e a invenção tostada

A Leão Júnior, empresa que recebeu o mesmo nome de seu fundador, foi criada em 1901 na cidade de Curitiba para fabricar chás para infusão. Os negócios iam bem até que, em1938, Leão percebeu que poderia investir em um novo produto, baseado no hábito das pessoas de acrescentarem uma brasa quente ao mate para consumi-lo tostado. Lançou então o chá Matte Leão tostado, inédito no mercado brasileiro. A tradição e o consumo do chá tostado da marca fez com que a empresa crescesse ao ponto de chamar a atenção da gigante Coca-Cola Brasil. Quando foi comprada pela Coca, em 2007, a Matte Leão faturava em torno de 150 milhões de reais ao ano.
A aquisição fez com que a empresa aumentasse sua linha de produtos para mais de 100 itens, com os mais diferentes sabores e versões, como o sabor limão, pêssego, chá de frutas e aromas cítrico. Atualmente seu portfólio conta com cinco marcas: Matte Leão, Chá Leão, Leão Ice Tea, Guaraná Power, Kashaya Tea e o chimarrão Pampas.

Salton: do armazém para o exterior

A Vinícola Salton estreou este ano na lista seleta das empresas nacionais centenárias, com planos de perpetuar a produção de bebidas por mais cem anos. Administrada pela terceira geração da família que dá nome à empresa, a Salton deve aumentar em 80% sua capacidade industrial até dezembro. O faturamento previsto é de 240 milhões de reais – número que mostra como há tempos a companhia deixou de ser uma pequena cantina de vinhos coloniais para se transformar na maior produtora de espumantes do país.
A história da empresa começa com a chegada do italiano Antonio Domenico Salton e sua família ao Brasil. Instalados na atual cidade de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, o clã passou a fabricar vinho informalmente e vender a bebida em um pequeno armazém. Em 1910, depois da morte de Antonio, os filhos assumem o comércio do pai, formalizam a empresa, com nome de Paulo Salton & Irmãos, e passam a se dedicar à cultura de uvas e elaboração de vinhos. Para comemorar o centenário da vinícula, três bebidas alusivas à data: um vinho, um espumante e um conhaque – todos com embalagens especiais.

Hering e as camisetas de gerações

Presente no guarda-roupa dos brasileiros por três gerações, as camisetas básicas da Hering - entre os outros diversos produtos hoje fabricados pela companhia - surgiram em 1880. Foi nesse ano que os irmãos Hermann e Bruno Hering fundaram a então pequena confecção na cidade de Blumenau (SC). Imigrantes alemães, os dois estavam dando continuidade à tradição familiar no ramo, que remonta do século XII.
Para se manter no mercado por 130 anos, a empresa catarinense teve de inovar. Primeiro com a ampliação de seu mix de produtos de camisetas brancas para diversos outros tipos de roupas e acessórios. Outro passo foi deixar de ser apenas uma fabricante de roupas para se tornar também varejista, por meio da Hering Store. A meta é encerrar este ano com 325 pontos de venda, entre unidades próprias e franqueadas. As iniciativas contribuíram para que a Hering faturasse 513 milhões de dólares no ano passado - um crescimento de 31%.

Alpargatas bem antes das Havaianas

Crises financeiras, gripe espanhola, guerras, instabilidade econômica... nada atrapalhou o sucesso dos negócios da São Paulo Alpargatas, que faturou dois bilhões de reais no ano passado. A companhia foi fundada em 1907, fruto da associação do escocês Robert Fraser com um grupo inglês de investidores com uma modesta fábrica de calçados no bairro da Mooca, zona leste de São Paulo. Ali eram feitos os primeiros produtos da empresa: calçados alpargatas, para colher cafés sem machucar os grãos, e encerados para serem usados nos terreiros de secagem.
Com a crise do café, o foco de negócios teve de ser ampliado e a Alpargatas lança o Brim Coringa, com o qual o Brasil produz sua primeira calça jeans, a Rodeio. Seu maior – e mais cobiçado – lançamento surge na década de 60: as sandálias Havaianas. Com elas, a companhia inicia a exportação de produtos, alavanca suas vendas e ganha fôlego para adquirir marcas concorrentes e licenciar outras, como a Timberland e Mizuno, além de lançar a marca Topper e comprar a Rainha, ambas de calçados esportivos.

Malwee: de açougue a malharia

Antes de consolidar a malharia Malwee como uma das mais tradicionais do país, os irmãos Wilhelm e Bertha Karsten Weege apostaram em outros ramos de negócios. A empresa fundada por eles, em 1906, na cidade de Jaraguá do Sul (SC), começou com uma fábrica de laticínios, com foco em queijo e carnes. Com o tempo, a atividade prosperou e deu origem a novos ramos, como exportação e postos de gasolina, até que uma loja de departamento foi aberta pelos irmãos. Em 1967, a empresa expandiu-se com um engenho de arroz próprio e, no espaço antes ocupado pelo frigorífico, foi aberta a primeira malharia da família, a Malwee.
A empresa, que começou com quatro funcionários apenas, hoje tem mais de 7.200 colaboradores e opera quatro fábricas em Santa Catarina e uma na Bahia. Dona das marcas Zig Zig Zaa, M.Collection e Malwee, a centenária inaugurou também este ano, uma fábrica em Pacajus, no Ceará, com capacidade para 12,5 milhões de peças por ano, o equivalente a 25% da produção atual da companhia.

Açúcar União em várias faces

Foi por volta de 1886 que os irmãos italianos Giuseppe e Nicola Puglisi Carbone chegaram à capital paulista e logo convenceram pequenos refinadores de açúcar a se unirem em torno de uma única empresa para garantir a qualidade da produção. Assim, em 1910, deram início à Companhia União dos Refinadores, que depois também incorporou a produção de café aos negócios. Com duas filiais na cidade de São Paulo e uma fábrica com 150 funcionários no interior do estado, a empresa conseguiu em poucos anos se estabelecer como uma das maiores marcas de açúcar refinado do país.
Em 2005, a marca União foi adquirida pela NovAmérica, empresa comprada pela gigante sucroalcooleira Cosan, em 2009. Nas mãos da Cosan, a União diversificou seu portfólio passando a oferecer, além do tradicional e centenário açúcar branco refinado, o produto em versão diet, orgânico, impalpável, além de Creme Confeiteiro e Fondant União Pró - voltados para receitas produzidas em padarias, confeitarias, sorveterias e docerias.

Karsten e o foco em toalhas

Em 1860, Johann Friedrich Christian Karsten, Maria Saps Karsten e seis filhos trocam a Alemanha pelo Brasil. Mas somente em 1880, depois de se dedicarem à agricultura e pecuária, é que Johann funda a Tecelagem Roeder, Karsten & Hadlich. No início, a empresa conta apenas com teares adquiridos na Alemanha e uma pequena fiação. Entre os produtos da companhia, estão tecidos para vestuário e roupas de cama até que, em 1916, a empresa começa a fabricar um item que representaria sua marca por mais de cem anos: toalhas de mesa.
A partir da década de 80, diversas mudanças estratégicas modificam o perfil da empresa. Com a razão social de Karsten S.A., a empresa muda de comando, inicia exportações e investe na diversificação e ampliação de sua capacidade produtiva. Em 1998, a empresa passa para as mãos da quarta geração, com os herdeiros Carlos Odebrecht (também descendente da família Odebrecht) e João Karsten Neto. Os dois ficam no comando até 2006, quando finalizam um processo de profissionalização, e os integrantes da família controladora passam a compor o conselho de administração, orientando as políticas e diretrizes gerais da empresa.

130 anos de Cedro Cachoeira

Em 1872, o cenário empresarial do país era basicamente agrário e ainda contava com utilização do trabalho escravo. Remando contra a maré, os irmãos Bernardo, Caetano e Antônio Cândido Mascarenhas decidiram investir num ramo diferente e - supunham - promissor: o têxtil. Em agosto daquele ano, fundaram a Companhia de Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira. Mais antiga que a invenção da lâmpada elétrica, a empresa é uma das poucas do mundo com mais de 130 anos de existência.

Sediada em Belo Horizonte, a empresa conta com mais de 3.000 empregados distribuídos em quatro fábricas localizadas nas cidades de Sete Lagoas, Caetanópolis e Pirapora. Possui ainda dois centros de distribuição no estado mineiro e produz 168 milhões de metros quadrados de tecidos por ano. No ano passado, a receita líquida da companhia ficou em torno de 423 milhões de reais.

Cini, o mais vendido no sul

Os brasileiros que não moram no Paraná ou em Santa Catarina podem nunca ter ouvido falar nele. Mas, nesses dois estados, o centenário Cini é um dos líderes no mercado de refrigerantes, chá e sucos. A história da empresa começou, em 1904, na cidade de São José dos Pinhais, no Paraná, por iniciativa de um imigrante italiano, Ezígio Cini. Ele e o sócio, Carlos Chelli, logo passaram a fabricar a cerveja Maltinha, seu primeiro produto.
Com a morte de Ezígio e a venda da parte de Chelli, o negócio foi assumido pelo filho mais velho do imigrante, Hugo Cini. Ele passou a produzir a cerveja até estender o ramo para refrigerantes – e transferir a fábrica da pequena cidade para Curitiba. Na década de 40, Cini fabricava a “colinha”, refrigerante de 190 ml com gosto de malte bem famoso na região. Com o passar dos anos, e o comando da companhia na terceira geração, a Cini expandiu os negócios para o estado vizinho, ampliou o portfólio e passou a exportar os produtos para os demais países do Mercosul. Hoje, com a sede novamente em São José dos Pinhais, a empresa produz cerca de 35 milhões de litros de refrigerantes por ano.

9 de out. de 2010

Plágio em Dissertação de Mestrado

Amigos leitores e seguidores desse Blog,
Abaixo segue uma notícia que causa vergonha e repulsa naqueles que trabalham em atividades acadêmicas e de pesquisa: a nota é sobre a usurpação de uma dissertação de Mestrado defendida na UEFS (instituição onde fiz minha graduação em Ciências Contábeis) por um aluno de uma das melhores (ou a melhor) universidades do país.

Professora da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) teve a dissertação plagiada

A professora Edinusia Moreira Carneiro Santos lotada no Departamento de Ciências Humanas e Filosofia (DCHF) da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) apresentou denúncia de plágio à Universidade de São Paulo (USP) contra Écio Aparecido Ricci, ex-aluno daquela instituição. A Congregação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP acatou a denúncia de plágio com sugestão proposta de retirada de título acadêmico concedido a Ricci.

O ex-estudante da USP é acusado de plagiar a dissertação intitulada “Reorganização Espacial e Desenvolvimento da Região Sisaleira da Bahia: O Papel da Associação dos Pequenos Agricultores da Cidade de Valente” defendida junto ao Mestrado em Geografia da Universidade Federal da Bahia em 2003.
Segundo a professora, um bolsista de iniciação científica da Uefs encontrou o texto do aluno da USP na internet. Ao fazer comparação, Ednusia Santos afirma ter constatado cópias integrais do seu trabalho, sem a citação do crédito. “Foram copiados até agradecimentos, bem como a conclusão, como se fossem dele”.
A professora acrescenta que entrou em contato com o setor jurídico da Uefs e foi
orientada a apresentar denúncia para a USP. Em carta, a Instituição informou à
professora que a denúncia foi julgada procedente pela Faculdade de Filosofia,
Letras e Artes. Foi instaurado um processo administrativo para cassação do
título de Mestre e encaminhado também para a autoridade policial responsável,
uma vez que plágio é crime passível de prisão.
Na denúncia, Ednúsia Santos argumenta que a Constituição Federal, artigo 5º, inciso XXVII, prescreve: “aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar”.
Já o Código Penal brasileiro, no artigo 184, considera o plágio crime de violação de direito autoral, com pena de detenção de três meses a um ano ou multa. No parágrafo primeiro desse artigo, o Código Penal acrescenta: “Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente está sujeito a pena de reclusão de dois a quatro anos, e multa...”.
Ednúsia Santos salienta que “as pessoas têm de saber que o trabalho científico é algo sério e importante, não pode ser feito dessa forma. Um pesquisador passa dois, três anos de sua vida pesquisando”. Além disso, Edinúsia destaca a necessidade de se divulgar esse fato, “para que as pessoas percebam a gravidade desse ato, e se possam inibir ações semelhantes; eu poderia ter entrado com outro processo por danos morais, mas achei que o que a USP fez foi suficiente”,
completa.

Fonte: Ascom/UEFS

Indicadores sustentáveis para bancos

Febraban cria indicadores sustentáveis para bancos
Fonte:Planeta Sustentável - 07/10/2010 - Por Mônica Nunes e Débora Spitzcovsky

Com a intenção de montar uma agenda de ações verdes para as instituições financeiras de todo o país, a Febraban – Federação Brasileira de Bancos criou uma proposta de indicadores de sustentabilidade para esse tipo de empresa, em parceria com o GVCes – Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV.
A ideia surgiu em 2009, quando a entidade lançou o Protocolo Verde, que sugere cinco princípios e diversas diretrizes aos bancos interessados em promover o desenvolvimento sustentável no país, a partir de linhas de financiamento que incentivem a qualidade de vida da população e o uso responsável dos recursos naturais.
A assinatura do Protocolo é opcional, mas diversas instituições financeiras já aderiram. Com os indicadores de sustentabilidade para bancos, a Febraban pretende ajudar essas empresas a identificar o status e a evolução das ações implementadas depois do Protocolo Verde.
Antes de lançar a versão oficial dos indicadores, no entanto, a Febraban abriu a proposta para consulta pública. O objetivo é colher críticas e sugestões da sociedade, em geral, que contribuam para a melhoria do documento. Quem quiser participar, pode acessar os indicadores no site da Federação e opinar até 7 de novembro.

Vencedores do Prêmio Nobel da Paz

Os dez últimos vencedores do Prêmio Nobel da Paz

O dissidente chinês Liu Xiaobo foi anunciado nesta sexta-feira como vencedor do Prêmio Nobel da Paz 2010, por sua longa luta não-violenta pela mudança política na China

Esta é a lista dos dez últimos ganhadores do Prêmio Nobel da Paz, entregue no dia 10 de dezembro em Oslo:

2010: Liu Xiaobo (China)
2009: Barack Obama (Estados Unidos)
2008: Martti Ahtisaari (Finlândia)
2007: Al Gore (Estados Unidos) e o painel da ONU para o Clima
2006: Muhammad Yunus (Bangladesh) e o Banco Grameen
2005: Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e seu diretor, Mohamed ElBaradei (Egito)
2004: Wangari Maathai (Quênia)
2003: Shirin Ebadi (Irã)
2002: Jimmy Carter (Estados Unidos)
2001: Organização das Nações Unidas (ONU) e seu secretário-geral, Kofi Annan (Gana)

Fonte: G1

7 de out. de 2010

Utilidade Pública

Fonte: A Charge Online

Indicadores de Compliance

Como definir e aplicar os indicadores de Compliance

Texto publicado no FinancialWeb em 04/10/2010

Autoras: Gislene Cabral de Sousa e Vanessa Alessi Manzi

Fontes: Material Consultivo Função de Compliance (ABBI/FEBRABAN), estudo realizado em 2006 pela PricewaterhouseCoopers e Manual de Compliance Preservando a Boa Governança e Integridade das Organizações (Editora Atlas - 2010)

Já presenciamos uma série de escândalos corporativos e o apetite ao risco a falta de controles e a ausência da ética foram algumas das razões que contribuíram para o declínio de algumas empresas.
Fala-se muito em governança corporativa, tema que embora não seja tão novo, recebe cada vez mais destaque no mundo empresarial, contribuindo desta forma com o desenvolvimento de uma maior consciência da alta gestão. Mas onde entra Compliance neste contexto?
Compliance não é um ativo fixo pelo qual é possível atestar rapidamente se o bem ainda existe, se está em boas condições de uso ou se está sendo utilizado de acordo com suas características; ele está relacionado ao investimento em pessoas, processos e conscientização, além de ser um dos pilares da boa governança corporativa.
Não obstante, de nada adianta investir nos pontos registrados no parágrafo anterior sem atribuir indicadores de desempenho e não monitorar as atividades de Compliance. Com a ausência de indicadores e o correto monitoramento, ficará impossível garantir se de fato a empresa está em conformidade.
Nesta linha, é imprescindível que as empresas determinem KPIs (Key Performance Indicators) de Compliance e realmente possuam um programa efetivo de monitoramento.
Em estudo realizado em 2006 pela PricewaterhouseCoopers, foi verificado que de 73 instituições analisadas, 41% trabalhavam com os KPIs para a área de Compliance, 38% os utilizavam para análises preventivas, 18% começaram a utilizar e desenvolver os indicadores e 3% não os havia definido.

Nessa pesquisa foram listados indicadores chaves de desempenho, a saber:
- Treinamento fornecido x planejado - bem como a quantidade de funcionários que realizaram o treinamento x quantidade de funcionários elegíveis na organização. Outros indicadores podem ser considerados como, por exemplo, a rotatividade de funcionários x tempo para treinar os funcionários admitidos.
- Testes realizados x planejados - dependendo da estrutura de Compliance implantada na organização, a função pode contemplar a execução de testes nas áreas com objetivo de mitigar os riscos de sanções regulatórias e de reputação, garantindo a aderência à regulamentação e às políticas internas. Como exemplo de teste, é possível citar o de avaliar um percentual dos clientes que iniciaram relacionamento no mês para garantir que o procedimento "conheça o seu cliente" tenha sido devidamente executado.
- Revisão de Auditoria - os trabalhos de auditoria fornecerão indicadores importantes para que Compliance avalie, acompanhe pontos em não conformidade, fragilidade nos controles internos e a velocidade na correção das falhas, e assim, tenha uma percepção sobre a evolução da aderência à cultura de Compliance e melhoria no sistema de controles internos da organização.
- Resultado dos exames dos reguladores - avaliações satisfatórias em supervisões dos reguladores representam indicadores do trabalho desenvolvido pela área de Compliance e sua adequação às melhores práticas de mercado.
- Avaliação completa do monitoramento de Compliance - da mesma forma os resultados de revisões de auditoria na área de Compliance permitirão entender o grau e evolução dos trabalhos realizados por esta. Assim como o grau de adesão da organização à cultura de Compliance por meio da disseminação atribuída à função.
- Agilidade do Compliance - em relação às mudanças nas políticas e procedimentos, este indicador permite avaliar a rápida adequação às normas externas reduzindo o risco de Compliance, ou seja, risco de sanções regulatórias pelo não cumprimento destas.
Além dos indicadores levantados na pesquisa, apresento abaixo demais pontos de monitoramento que também são importantes:
- Pagamento de indenizações (ações adversas) - Realizar estudo e acompanhamento para identificar a natureza dos problemas que originaram as indenizações e alertar os responsáveis quanto à correção dos fatos geradores;
- Código de Conduta - Comprovação de entrega e leitura do Código de Conduta e demais documentos de conhecimento obrigatório do empregado;
- Canal de Denúncias - Acompanhar as denúncias e alertar os responsáveis quanto à correção dos fatos geradores;
- Políticas e Procedimentos Internos - Apurar e acompanhar a atualização de políticas e procedimentos;
- Cultura Compliance - Quantidade de cursos realizados para os empregados sobre disseminação da cultura do Compliance;
- Acompanhar fatos anormais: Entenda-se por fatos anormais a realização de ações efetuadas pelos empregados que são contrárias às políticas e procedimentos da organização;
Foram registradas algumas sugestões de indicadores de desempenho, contudo cabe a quem atua na área de Compliance entender o contexto da sua empresa e verificar os assuntos mais importantes que merecem ser devidamente monitorados e adotados KPIs.
Com tais medidas e o compromisso de todas as partes para o efetivo cumprimento do programa de Compliance, haverá uma maior segurança dos funcionários, acionistas e stakeholders quanto à prevenção de desvios de conduta e resguardo da integridade da empresa.
Um ponto importante a destacar é que independentemente do programa de monitoramento que a empresa decidir adotar, a alta administração deverá ser envolvida desde o início do processo, pois sem o seu apoio é provável que não exista sucesso na adoção do respectivo programa.
Se a empresa já possui a consciência de que identificar e monitorar os indicadores de Compliance é tema de grande relevância para garantir a "Cultura Compliance" na organização, não tenho dúvidas de que a sua empresa está no caminho e entende o que significa uma boa governança corporativa.
Contudo, se este ainda não é o cenário da sua empresa, a boa notícia é que mais do que nunca ela precisa de profissionais de Compliance e relacionados à ética. Afinal, sempre caberá a estes profissionais levantar a bandeira e dar início às discussões que, embora estratégicas, ainda não fazem parte da agenda da alta administração.
A tarefa não é fácil, e a mensagem a passar é que sempre existirão oportunidades para os profissionais que fazem a diferença, que são persistentes, criativos, acreditam no que fazem e possuem a convicção de que a empresa só será perene se de fato existir um efetivo programa de Compliance, pois este pilar é um dos mais importantes no contexto da boa governança corporativa.

Auditoria [Nem sempre] Independente

Além da auditoria
Matéria publicada no Valor Econômico em 07/10/2010 - Texto de Fernando Torres

Levantamento feito pelo Valor com as 200 maiores empresas de capital aberto do país por ativos aponta que 102 contrataram a própria firma de auditoria para prestar outros serviços além da checagem dos balanços. Em 18 casos, o pagamento desses contratos extras equivaleu a mais de 50% do montante pago pela auditoria das demonstrações financeiras. Dez empresas pagaram mais por outros serviços do que pela auditoria.

O estudo foi feito com base nos dados dos Formulários de Referência, que passaram a ser divulgados obrigatoriamente este ano. Nos números, não há distinção entre serviços extras relacionados a auditoria e outros tipos de serviços ou consultoria.

A legislação não impõe limite máximo de valor para prestação de outros serviços, sejam eles relacionados a prática de auditoria ou não. A única exigência está ligada à divulgação da informação, quando serviços não relacionados à auditoria representam mais de 5% do preço pago pela auditoria.

As cinco maiores firmas do setor no país - PricewaterhouseCoopers, Deloitte, Ernst & Young, KPMG e BDO - possuem clientes no grupo das 18 empresas em que o peso dos outros serviços foi maior do que 50% em 2009. De menor porte, a Canarim Auditores também aparece na lista, com dois clientes da área de energia.

As regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) não são categóricas sobre quais são os serviços extras proibidos para a firma que faz auditoria de uma companhia aberta.

Existe apenas a vedação genérica para serviços em que haja conflito de interesse e uma lista não exaustiva de exemplos de alguns desses casos, como "avaliação de empresas" e "planejamento tributário".

O julgamento para determinar se há ou não conflito de interesse cabe a cada firma de auditoria, ao analisar o caso concreto, ou ao próprio cliente, já que algumas empresas optam voluntariamente por não contratar os auditores para nenhum outro serviço.

No exterior, a discussão sobre conflito de interesses dos auditores está na pauta do órgão regulador do mercado no Reino Unido. Lá, assim como no Brasil, a proibição de prestação de determinados serviços que à primeira vista causariam conflito de interesses pode ser contornada por meio de salvaguardas, como exigir revisões adicionais do trabalho ou limitar o escopo do serviço. O uso indiscriminado de salvaguardas preocupa o órgão regulador britânico.

Antes da exigência de abertura desse tipo de informação no Formulário de Referência, a única informação sobre os serviços estava ligada à Instrução nº 381 da CVM. Essa norma exige que, quando forem prestados serviços não relacionados a auditoria em valor superior a 5% do que foi pago pela auditoria do balanço, a companhia aberta deve divulgar essa informação no relatório da administração das demonstrações financeiras anuais, informando o valor dos contratos e quanto eles representam dos honorários pagos pelos serviços de auditoria.

O cruzamento das informações prestadas conforme essa exigência da Instrução nº 381 com aquela que aparece no Formulário de Referência pode causar confusão para o leitor do balanço. Muitas empresas que relatam no formulário ter contratado serviços extras da auditoria divulgam informação diferente no balanço.

As auditorias argumentam que as informações pedidas pelas duas normas são distintas. O Formulário de Referência pede o detalhamento de todos os serviços prestados, enquanto a norma anterior fazia referência apenas aos serviços extras não relacionados a auditoria.

E aí surge outra dúvida, que é identificar o que é relacionado ou não à auditoria. Identificação de diferenças entre o padrão contábil brasileiro antigo e o IFRS e uma carta conforto para uma oferta pública de ações, por exemplo, quase sempre são considerados como relacionados a auditoria.

Já laudos de avaliação e auditorias fiscais e contábeis em aquisições aparecem nas duas classificações, dependendo da companhia aberta.

De qualquer forma, a decisão de enquadrar ou não o serviço dentro da Instrução nº 381 é da empresa que elabora o balanço e dos administradores que assinam o relatório da administração.

Questionados sobre a falta de um padrão, os auditores argumentam que relatório de administração, como o próprio nome diz, não é de sua responsabilidade. Eles leem o documento, mas só podem exigir mudanças quando algum dado ali informado for contraditório em relação ao que aparece nas demonstrações financeiras.

Todas as 18 empresas que aparecem na lista do quadro acima cumprem o que exige a legislação, ao dizer no relatório de administração que os serviços prestados foram todos relacionados à auditoria - casos de Fleury, Duratex, Marfrig, Ampla, Santander, Coelce, Hypermarcas, BRB, SLC, Whirlpool, Dufry e CPFL Piratininga - ou dando abertura sobre os casos em que foram prestados outros serviços, situações em que se enquadram as demais - Positivo, Paranapanema, BM&FBovespa, Natura, Iguatemi e Usiminas.
Entre os relacionados a auditoria, a maior parte dos serviços foi ligada a prospecto de oferta de ações ou títulos de renda fixa, além de laudos de avaliação de incorporadas e consultoria em IFRS.
No caso dos serviços não relacionados, o argumento mais comum das empresas é dizer que o auditor não está auditando seu próprio trabalho, não ocupa função gerencial na companhia e não perdeu a imparcialidade por conta daquele serviço.

Sobre esse tema, indico a leitura do artigo "A Contribuição do Rodízio de Auditoria para a Independência e Qualidade dos Serviços Prestados: um Estudo Exploratório Baseado na Percepção de Gestores de Companhias Abertas Brasileiras", de autoria de Henrique Formigoni, Maria Thereza Pompa Antunes, Rafael Soares Leite e Edílson Paulo, publicado no 7º Congresso USP de Contabilidade (2007) e na Revista Contabilidade Vista e Revista da FACE/UFMG.
“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)