Olá a todos! Reproduzimos a matéria a seguir, publicada no portal da revista Exame sobre os impactos da pandemia causada pelo COVID-19 no trabalho de contadores e auditores. Vale a pena a leitura.
A pandemia do coronavírus se transformou em uma tremenda dor de cabeça para companhias e auditores. A expectativa de uma forte retração da economia está tirando o sono do empresário e fazendo especialistas em contabilidade duvidarem se os ativos hoje registrados nos balanços valem mesmo o que dizem. A angústia maior dos contabilistas é com o tal do teste da imparidade.
Esse exercício de nome feio – uma tradução livre para o “impairment” – nada mais significa do que conferir se os ativos reportados poderão gerar a riqueza que traduzem nas demonstrações financeiras, seja com lucros futuros, seja pela venda do bem. É uma obrigação das empresas e seus auditores, que deve ser cumprida, pelo menos, uma vez ao ano.
O que tem atormentado os auditores é como fazer essa verificação – ou seja, confirmar a verdade dos fatos – diante de um ‘black swan’ com as proporções da covid-19. De um momento para o outro, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil da ‘The Economist Intelligence Unit’, por exemplo, passou de um crescimento de 2,4% para 2020 para uma violenta retração de 5,5% – uma variação de quase 8 pontos percentuais e que ninguém sabe se vai parar por aí. E essa mesma crise afetará companhias e setores de maneiras e intensidade diversas.
À primeira vista, esse debate pode parecer perfumaria de contabilista. Mas não é não. O patrimônio líquido, que pode ser reduzido por essas baixas por imparidade, é um parâmetro de solidez e alavancagem financeira das companhias – e de notas de risco de créditos. Ou seja, pode afetar diretamente o custo do dinheiro em tempos em que é o bem mais escasso e caro.
Feita a confusão, a Exame IN foi ouvir um dos papas da contabilidade no Brasil, Eliseu Martins, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). O conselho número 1 de quem já viveu todas as maxi e mini crises brasileiras é: “calma”.
“A melhor coisa que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) fez foi organizar com o governo a Medida Provisória que adiou os balanços do primeiro trimestre para julho”, afirmou. Na opinião do professor, a expectativa é que até lá haja mais visibilidade de todo o cenário. Então, não é necessário sair correndo agora para saber o que lançar.
Ainda não está claro nem o tamanho e nem a duração da crise. Nesse sentido, para Martins, por enquanto, há clareza apenas que, de maneiras diversas, duas linhas dos ativos podem sofrer no curto prazo: recebíveis e estoques.
“Será muito importante reavaliar a capacidade de pagamento da cadeia de cada uma das companhias para ver se os recebíveis serão mesmo convertidos em recursos. Essa é uma linha com maior sensibilidade para este momento”.
Já nos estoques, os mais suscetíveis são os perecíveis, em especial, aqueles sem escoamento. “Por exemplo, o que está acontecendo com os produtores de flores em Holambra [interior de São Paulo]. É preciso ver o que pode ser perdido porque estraga. E o que não estraga, precisa conferir se valerá a mesma coisa.”
Mas sobre os ativos fixos, ou seja, máquinas e equipamentos e toda estrutura das empresas, e também sobre os ágios fruto de aquisições – itens onde parecem morar as maiores perturbações e dúvidas – Martins volta para o primeiro conselho, a calma. Na avaliação dele, ainda não é possível dizer se a crise vai afetar os negócios – ou todos eles – ao ponto de retirar valor do ativo fixo, porque é um bem de uso no longo prazo.
Se o longo prazo é o que precisa ser considerado para o ativo fixo, o mesmo vale para os ágios. Quando uma empresa compra outra, a contabilidade permite que parte da diferença entre o valor da aquisição e o valor contábil da adquirida seja lançado como ágio. Caso haja entendimento que essa riqueza não será recuperada, nem com lucros futuros nem por uma eventual revenda, deveria ser deduzido do total.
Porém, para Martins, é preciso evitar juízos apressados da situação, ainda mais nesse momento sem visibilidade e de muita preocupação. Dessa forma, não se cria uma volatilidade adicional aos balanços. Até mesmo porque uma vez feitas as baixas por imparidade, elas não podem depois simplesmente serem anuladas. Ou seja, a baixa é para sempre.
Para ele, é normal que essas dúvidas existam porque o nível de risco subiu muito. Mas é imprescindível cuidado redobrado para que a objetividade não seja abalada pela falta de visibilidade desse momento.
O professor contou que, na sexta-feira da semana passada, na reunião dos participantes do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) estavam praticamente todos presentes, uma assiduidade que há muito não se via. O “impairment” foi, na visão dele, um dos temas mais comentados.
O CPC foi criado pelo Conselho Federal de Contabilidade em 2005, fruto da iniciativa do próprio e de mais diversas associações e organismos ligados ao mercado de capitais, como CVM, Banco Central (BC), Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) e a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), entre outros. Assim como inúmeras outras instituições, nunca trabalhou tanto.
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8 de abr. de 2020
12 de out. de 2016
Nobel de Economia
Os ganhadores:
O
Prêmio Nobel de Economia 2016 foi concedido a dois professores de economia: Oliver
Hart (Universidade de Harvard e Holmström) Bengt Holmström (MIT). Os
pesquisadores ganharam o prêmio por suas contribuições para a teoria dos
contratos, que têm múltiplas aplicações em diversos contextos da vida real.
O
trabalho de Hart tem ajudado a entender quais companhias devem se fundir, além
do equilíbrio correto de financiamentos e quando instituições como escolas
devem ser privadas ou públicas. Já o de Holmström ajuda a formular contratos
para executivos.
O prêmio:
O
Nobel de Economia tem uma recompensa de 8 milhões de coroas suecas, equivalente
a R$ 3 milhões. O prêmio inclui ainda um diploma e uma medalha de ouro.
O
prêmio de Economia é o único que não remonta ao testamento de Alfred Nobel.
Denominado oficialmente Prêmio de Ciências Econômicas do Banco Real da Suécia
em Memória de Alfred Nobel, foi criado em 1968 pelo Banco Central sueco para
comemorar seu tricentenário e concedido pela primeira vez em 1969. As demais
categorias do Nobel são concedidas desde 1901.
Justificativas
para o prêmio:
--
“As novas ferramentas teóricas criadas por Hart e Holmström são valiosas para a
compreensão dos contratos e instituições da vida real, bem como armadilhas potenciais
no projeto de contrato”
--
“[O trabalho deles] estabelece uma base intelectual para traçar políticas e
para instituições em muitas áreas, da legislação sobre falências a
constituições políticas”
--
“A teoria do contrato, desenvolvida pelos premiados, é um amplo marco de
análises dos múltiplos aspectos do contrato, como a remuneração dos executivos
com base em sua performance, as franquias, os copagamentos nos seguros ou a
privatização do setor público”.
--
“Contratos são apenas uma forma incrivelmente poderosa de pensar sobre partes
da economia. Eles são fundamentais para toda a ideia de que o comércio é um
tomar uma coisa por outra e que há dois lados para uma transação”.
--
O tema de estudo dos premiados talvez seja menos prestigioso que as grandes
questões de crescimento, desemprego ou pobreza, razão pela qual não apareciam
nas previsões. Mas ambos tiveram o mérito de abrir caminho “a um fértil terreno
de pesquisa fundamental”.
--
“Graças à pesquisa de Oliver Hart e Bengt Holmström, temos agora os
instrumentos para analisar não apenas os termos financeiros dos contratos, mas
também a prestação contratual dos direitos de controle, dos direitos de
propriedade e dos direitos de decisão entre as partes”.
Um Nobel de para
homens de universidades norte-americanas:
Do
total de 78 edições do Nobel de Economia, 56 (72%) foram concedidos a
professores que atuam em universidades norte-americanas.
As
mulheres permanecem quase ausentes da lista do Nobel de Economia. Apenas uma
mulher ganhou a distinção: a norte-americana Elinor Ostrom, em 2009, junto com
outro pesquisador dos EUA.
Dez últimos
ganhadores do Nobel de Economia:
2016:
Oliver Hart e Bengt Holmström, por suas contribuições à teoria dos contratos.
2015:
Angus Deaton (Reino Unido-Estados Unidos), por seus estudos sobre “o consumo, a
pobreza e o bem-estar”.
2014:
Jean Tirole (França), por sua “análise do poder do mercado e de sua regulação”.
2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert
Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros.
2012:
Lloyd Shapley e Alvin Roth (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre a melhor
maneira de adequar a oferta e a demanda em um mercado, com aplicações nas
doações de órgãos e na educação.
2011:
Thomas Sargent e Christopher Sims (Estados Unidos), por estudos que permitem
entender como acontecimentos imprevistos ou políticas programadas influenciam os
indicadores macroeconômicos.
2010: Peter Diamond e Dale Mortensen (Estados Unidos),
Christopher Pissarides (Chipre/Reino Unido), um trio que melhorou a análise dos
mercados nos quais a oferta e a demanda têm dificuldades para se acoplar,
especialmente no mercado de trabalho.
2009:
Elinor Ostrom e Oliver Williamson (Estados Unidos), por seus trabalhos
separados que mostram que a empresa e as associações de usuários são às vezes
mais eficazes que o mercado.
2008:
Paul Krugman (Estados Unidos), por seus estudos sobre o comércio internacional.
2007:
Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson (Estados Unidos), por seus
trabalhos baseados nos mecanismos de intercâmbio destinados a melhorar o
financiamento dos mercados.
Fonte
das informações: G1
20 de set. de 2016
Profissões em 2025 II
Um matéria divulgada pelo jornal O Globo fala de profissões em alta e em baixa nos próximos anos.
No sistema em que vivemos as pessoas não são seres humanos, são recursos. E a matéria sinaliza isso, mas não de forma crítica. Os recursos que não colaborarem para o retorno das organizações serão eliminados.
Ocupações que devem
deixar de existir em 2015, segundo a matéria:
--
Operador de telemarketing: Hoje em dia você consegue ter
autoatendimento online, o atendimento passa a ser digital. Não precisaria ter
um interlocutor pessoa física para isso. É a simplificação dos processos.
--
Contador (elaborador de obrigações fiscais): A carreira
passará por transformações nesta atribuição, já que os cálculos passam a ser
automatizados, a partir da integração das informações disponíveis entre órgãos
públicos e privados. [Thanks God! Já está na hora dos contadores se livrarem da
escravidão de serem apuradores e escrituradores de tributos.]
--
Reparador de relógios: Com o avanço da tecnologia e a atualização
rápida de novos modelos, vai haver uma diminuição gradativa de instrumentos
mecânicos.
--
Subscritor de seguros: Redução de intermediários para
determinadas transações. Atendimento passa a ser digitalizado.
--
Agente de crédito: As empresas têm investido em simulações
de financiamento imobiliário on-line. Os cálculos e comparações passam a ser
realizados por sistemas automatizados.
--
Árbitro: Introdução da tecnologia nos esportes para fins de
apuração de resultados.
--
Trabalhadores rurais: A tendência é a automação e o advento de
máquinas guiadas via satélite. [Senhor, salve a agricultura familiar e os
alimentos orgânicos!]
--
Operador de caixa: Tendência de automatização, através do
incentivo das relações de confiança entre consumidor e estabelecimento.
--
Corretor de imóveis: A facilidade das relações comerciais, por
meio de sistemas menos burocráticos, vem desburocratizando o mercado
imobiliário. Exemplo: Zap Móveis.
--
Digitador de dados: Atualmente há plataformas digitais que
fazem leitura e digitalização de documentos. Além disso, cada vez mais a
indústria está investindo no desenvolvimento e evolução de leitores de
informação. Exemplos: captura ótica de dados do cartão de crédito.
Profissões em 2025 I
Um matéria divulgada pelo jornal O Globo fala de profissões em alta e em baixa nos próximos anos.
No sistema em que vivemos as pessoas não são seres humanos, são recursos. E a matéria sinaliza isso, mas não de forma crítica. Os recursos que não colaborarem para o retorno das organizações serão eliminados.
Os avanços da tecnologia empurram o mercado de trabalho para mudanças cada vez mais drásticas e transformadoras. De acordo com uma análise feita pela consultoria Ernst & Young, com base em diversos estudos, até 2025 um em cada três postos de trabalho devem ser substituídos por tecnologia inteligente.
[...]
O mercado, nos próximos anos, aposta em profissionais que têm facilidade de se relacionar com várias culturas e perfis diferentes ao mesmo tempo. O grande ponto para que você tenha sucesso não está ligado necessariamente ao que você sabe e sim a como você consegue interpretar, analisar e interligar os dados disponíveis — afirma Antonio Gil, sócio da área de Gestão de Pessoas da Ernst & Young no Rio.
[...]
— Não acredito no fim da profissão de contador, por exemplo. A função será aperfeiçoada, e este profissional deverá estar capacitado para maior envolvimento com aspectos de auditoria, departamento financeiro e análise de gestão — afirma Celso Georgief, especialista em Recursos Humanos e sócio diretor da DSG Brasil.
Especialista em consultoria contábil, o fundador do Grupo Insigne, Sérvulo Mendonça, também acredita na transformação da profissão, fruto de adaptações educacionais, currículos, formas e modelos de atuação e técnica mais vinculada aos mecanismos tecnológicos.
— Essa afirmação pode fazer com que jovens talentos não busquem as tais profissões — alerta ele.
[...]
Em contrapartida, professores, tão desvalorizados no aspecto financeiro, segundo o estudo, terão dias melhores. Antonio lembra que o ensino passará a ser pontual, atendendo às necessidades e demandas específicas de cada indivíduo, além de haver a consolidação do ensino à distância.
Marcadores:
Contabilidade,
Crise Econômica,
Economia,
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Internet,
Mercado de Trabalho,
Negócios,
Redes Sociais,
Tecnologia,
Universidade
23 de set. de 2015
Mercado Contábil
Sobre o mercado de firmas e escritórios
de Contabilidade, para reflexão junto às comemorações pelo Dia do Contador
Economia brasileira atrai
escritórios estrangeiros
A contabilidade brasileira
vem passando por uma transformação. A implementação do Sistema Público de
Escrituração Digital (Sped) e do e-Social (unificação do envio de informações
trabalhistas e previdenciárias), além das 30 normas tributárias que são
editadas diariamente no País, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de
Planejamento e Tributação (IBPT), contribuem para o cenário de expansão do
setor contábil.
“Está ocorrendo uma
transformação na metodologia de trabalho dos contadores, principalmente para os
escritórios que atendem às pequenas e médias empresas, porque as grandes
companhias, que também são afetadas com os novos controles governamentais,
estão mais preparadas para as novidades”, de acordo com Zulmir Breda, vice-presidente
de desenvolvimento profissional e institucional do Conselho Federal de
Contabilidade (CFC).
Esse mercado em ebulição está
despertando o interesse de escritórios estrangeiros de contabilidade. “As
empresas estrangeiras estão com grande apetite em relação aos escritórios de
contabilidade nacionais”, considera Carlos Meni, CEO da WoLters Kluwer Prosoft.
Em maio de 2013, o grupo
holandês adquiriu a Prosoft. “No Brasil, o trabalho do contador sempre foi
marginalizado, como se tivesse apenas a função de entregar informações ao
Fisco. Com isso, os honorários eram baixos e a especialização dos profissionais
também”, comenta Meni, ao lembrar que aos poucos isso foi mudando, muito
influenciado pelo Sped, que iniciou com o projeto-piloto em 2008 e que levou a
toda a transformação do mercado.
Mas essa não foi a única
parceria multinacional que ocorreu no mercado contábil nacional nos últimos anos.
No início de 2011, a RCS Consultores, fundada por Raul Corrêa da Silva, se
juntou à BDO formando a BDO RCS Consultores Independentes, comandada no Brasil
por Raul Corrêa e que conta com cerca de mil profissionais nas 21 filiais.
Raul Corrêa considera que
para acompanhar todas as mudanças demanda muito investimento e treinamento de
equipe. “De uma forma ou de outra, a tendência será para escritórios butiques e
para médios e grandes escritórios. Os pequenos não terão condições de competir,
assim como em todos os outros mercados. É uma tendência mundial.”
Não são apenas os grandes
escritórios que estão na mira dos estrangeiros. Firmas de menor porte também
sentem o assédio. A Direto Contabilidade, Gestão e Consultoria, já foi sondada
por grupos estrangeiros. “Tem havido bastante movimentação nesse sentido, pois
a Contabilidade é um serviço essencial, ou seja, ao abrir uma empresa é preciso
contratar um contador para fazer a contabilidade e cuidar das obrigações
tributárias e trabalhistas” [Considero que esta visão permanece a ‘darfista’ de
sempre!], destaca Silvinei Toffanin, diretor da Direto.
Outra firma que está sentindo
o assédio estrangeiro é a JJA Assessoria Fisco Contábil. “Já recebemos pelo
menos duas propostas de estrangeiros”, destaca Aédi Cordeiro, diretor da JJA.
Vale ressaltar que há
restrições legais para o exercício da profissão por estrangeiros no Brasil, com
a necessidade de revalidação de diploma e registro no órgão de classe.
Apesar das aquisições que
ocorreram nos últimos anos e do assédio a alguns escritórios, o vice-presidente
do CFC considera que não haverá consolidação deste movimento. De acordo com Zulmir
Breda, “Temos profissionais suficientes para atender ao mercado nacional. Com a
adoção das normas contábeis internacionais pelo Brasil, houve uma grande
reciclagem dos profissionais”. [Essa informação não condiz com pesquisas que
apontam dificuldades de contratar profissionais contábeis com formação de alto
nível...]
13 de jun. de 2015
Filmes para quem trabalha com Contabilidade
Embora muita gente não tenha se dado conta, os contadores têm
aparecido como personagens cruciais na trama de grandes clássicos do cinema. A
professora Marta Pelúcio da FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas
Contábeis, Atuariais e Financeiras) propôs uma lista de sete filmes em que
contadores e o papel da contabilidade são destaque. Eis a lista, com os comentários
da Profª. Marta, começando pelos mais antigos.
- Os Intocáveis (1987)
O longa mostra os esforços de um agente federal para prender
o gângster Al Capone, durante a Lei Seca nos Estados Unidos.
“O filme revela o poder informativo da contabilidade, pois o
Al Capone foi pego por causa dos registros contábeis que existiam. A polícia
conseguiu pegá-lo por intermédio do contador.
- Wall Street:
Poder e Cobiça (1987)
É um título importante para qualquer pessoa da área de
negócios, por mostrar a ambição desmedida que pode contaminar ambientes
profissionais.
De acordo com a Profª. Marta Pelúcio, “o filme demonstra o
equilíbrio que os estudantes e futuros profissionais devem ter entre a ganância
e os valores morais”.
- Fuga à meia noite (1988)
Neste filme um contador engana toda a máfia. “A ideia é a
mesma de um sonho de liberdade, pois demonstra o poder do contador para coisas
ruins” (Profª. Mata Pelúcio).
Filmes como este, de acordo com a professora, são importantes
para que os estudantes e profissionais de contabilidade tenham a consciência de
fazer as escolhas certas no decorrer da vida profissional.
- Um Sonho de Liberdade (1994)
De acordo com a Profª. Marta Pelúcio, “o filme mostra o
poder da contabilidade e do contador tanto para coisas boas quanto ruins. Um
detento (contador) consegue conquistar a confiança das autoridades do presídio
fazendo declaração de IR e controlando as contas pessoais deles”.
Segundo a professora, a importância da profissão é destacada
no filme que mostra a necessidade de controle das contas que empresas e
indivíduos têm.
“No entanto, demonstra que a gestão tem que ter medidas de
controle interno para certificar-se que não estará sendo enganada, pois, no
filme o detento (contador) com seu poder de controle das contas pessoais das
autoridades consegue roubar a todos, ou seja, falta de controle da gestão” (Profª.
Mata Pelúcio).
- Trabalho interno (2010)
Na opinião da Profª. Mata Pelúcio, trata-se de “um
documentário importante para qualquer estudante na área de negócios, não
somente de contabilidade, mas também de administração e economia”. Conhecer o
funcionamento das instituições financeiras é primordial para estes
profissionais. “No mundo atual, tudo gira em torno do sistema bancário”.
- Margin Call - O Dia Antes do Fim (2011)
O longa, que também já foi indicado em lista de filmes para estudantes de economia, é interessante para quem quer entender um pouco mais da
crise financeira de 2008 e o papel dos responsáveis em todo o processo. A trama
se passa durante as 24 horas que antecederam o início da crise e tem como palco
central uma corretora imobiliária.
Para a Profª. Marta Pelúcio, “esse filme demonstra a
responsabilidade que devem ter gestores e contadores no processo de geração de
informações financeiras”. A professora acrescenta ainda que o filme é bom para
entender a crise e o papel dos responsáveis em todo esse processo.
- O Legado de Lutzenberger (2012)
O documentário conta a história (pouco divulgada) do
ambientalista e cientista. “Gosto de ressaltar aos meus alunos a decisão dele
de deixar uma grande multinacional em que atuava por não concordar com o que a
empresa fazia e suas consequências para a natureza e para o nosso futuro”, relata
a Profª. Marta.
Ela também destaca outro ponto da trajetória de
Lutzenberger: ministro do Meio Ambiente no governo Collor, ele foi demitido
após denunciar a corrupção no Ibama.
As informações deste post foram obtidas na Revista Exame.
12 de jun. de 2015
Origem comercial do Dia dos Namorados
Origem do 12 de junho no Brasil:
Para quem está pensando em ficar triste por não ter um par, não fique... As alegrias deste dia não são para os casais e sim para o COMÉRCIO.
No Brasil, O DIA TEVE ORIGEM COMERCIAL, em 1948, quando a rede de lojas Clipper percebeu que DURANTE O MÊS DE JUNHO SEMPRE OCORRIA UMA QUEDA NAS VENDAS RELACIONADA À AUSÊNCIA DE UMA DATA COMEMORATIVA NO MÊS.
Para reverter essa situação, a empresa contratou o publicitário João Dória, que teve a ideia de copiar o Valentine’s Day e escolheu o dia 12 de junho para as comemorações. A data não foi escolhida por acaso. No Brasil, as mulheres, esperançosas na busca de um amor, homenageiam Santo Antônio, o “santo casamenteiro”, no dia 13 de junho.
A estratégia de Dória surtiu efeito com o slogan “não é só com beijos que se prova o amor”, o que ALAVANCOU AS VENDAS DA LOJA e criou a tradicional troca de presentes da data.
Fonte: Infoescola
Relacionamentos e Normas contábeis
Em homenagem às celebrações do dia 12 de junho, republico um texto produzido em 2011 numa tarde quente de janeiro e postado neste blog na época.
Um texto como presentinho de uma professora/contadora/blogueira com um pé imobilizado numa tarde ensolarada de um feriado carioca! Salve São Sebastião! E viva a Contabilidade!
Para quem gosta, conhece ou se interessa pelas novas normas contábeis que estão sendo adotadas no Brasil em convergência com as normas internacionais de Contabilidade e gosta de fazer associações com coisas do cotidiano, seguem algumas reflexões à luz de um relacionamento que a maioria dos homens e mulheres busca, mas esquece que envolve ativos e passivos, ganhos e perdas!
Se você está começando uma relação nova, deve observar a norma CPC 43/IFRS 1 - Adoção Inicial e adotar muita prudência no reconhecimento de ativos e passivos.
Se os dois estão mesmo apaixonados, essa situação deve ser evidenciada com base na norma CPC 04/IAS 38 - Ativo Intangível, porque a paixão não tem substância física, mas faz uma diferença enorme para o “negócio”.
Mas é bom lembrar que em todo negócio sempre há risco. Por isso, mesmo com muitos intangíveis contabilizados, melhor fazer Contratos de Seguro (CPC 11/IFRS 4), para evitar perdas maiores no futuro.
Se o casal está percebendo que ambos estão crescendo com a relação, há uma norma a ser observada: CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. O que cada um tem adicionado à vida do outro?
Se o casal acha que deve oficializar a relação, no processo de reconhecimento, trata-se de uma Combinação de Negócios (CPC 15/ IFRS 3).
Em relação à evidenciação, precisam avisar a todas as partes interessadas no negócio/casamento (amigos e familiares), então adota-se a norma CPC 05/ IAS 24 - Divulgação sobre Partes Relacionadas.
Mas deve-se reconhecer que o casamento tem um custo a ser partilhado, por isso é imprescindível adotar a norma CPC 08/IAS 39 - Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários.
Porém, se resolverem apenas morar juntos, talvez se deva adotar outra norma: CPC 18/IAS 28 - Investimento em Coligada e em Controlada (vai depender de quem controla quem e em que medida).
Se forem morar juntos, mas a relação for aberta, é necessário observar a norma CPC 19/IAS 31- Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture).
Em todo o caso, como a essência prevalece sobre a forma legal, casando ou morando juntos, alguma estrutura deve ser criada para a convivência ou andamento do negócio, daí algumas normas são necessárias: CPC 27/IAS 16 - Ativo Imobilizado, CPC 28/IAS 40 - Propriedade para Investimento, CPC 16/IAS 2 - Estoques, CPC 30/IAS 18 - Receitas e CPC 20/IAS 23 - Custos de Empréstimos, que foram tomados para as aquisições.
A evidenciação vai depender do regime de partilha adotado (comunhão total, parcial ou separação de bens): CPC 36/IAS 27 - Demonstrações Consolidadas no primeiro caso e CPC 35/IAS 27 - Demonstrações Separadas, nos demais.
Se a relação estiver rotineira, tem que dar um upgrade, tentar evidenciar o verdadeiro valor de tudo que está envolvido, então se resgata o custo histórico e se efetua um Ajuste a Valor Presente (CPC 12).
Se houver contribuição de terceiros [amigos, familiares, psicólogos] para assegurar a continuidade do negócio, deve-se reconhecer por meio da adoção da norma CPC 07/IAS 20 - Subvenção e Assistência Governamentais.
Se mesmo com upgrades e benefícios negociados [CPC 10/IFRS 2 - Pagamento Baseado em Ações], o negócio/casamento estiver com sua continuidade ameaçada, outras normas devem ser adotadas, porque a maioria das normas é adotada no pressuposto da continuidade.
Se houver negociações favoráveis na tentativa de manter o curso normal das atividades [do casamento], devem ser consideradas as seguintes normas: CPC 23/IAS 8 - Políticas Contábeis, Mudanças de Estimativa e Retificação de Erros e CPC 24/IAS 10 - Eventos Subsequentes.
Caso se conclua que a continuidade do negócio está realmente ameaçada, as partes devem ser prudentes e, mesmo que não seja exatamente o fim do exercício, levantar Demonstrações Intermediárias (CPC 21/IAS 34) de todos os ativos e passivos adquiridos durante o curso normal do casamento e também buscar Informações por Segmento (CPC 22/IFRS 8) a fim de que nenhum passivo ou despesa do negócio fique de fora do inventário.
Após o levantamento dos ativos e passivos conjuntos, para a partilha é muito provável que as partes sejam prudentes e adotem a norma CPC 25/IAS 37 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, provisionando as prováveis perdas.
No processo de separação propriamente dita, há várias normas a serem observadas: CPC 01/IAS 36 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos, para que nenhuma das partes seja forçada a um negócio que não seja feito com base no valor justo dos ativos e passivos envolvidos; CPC 03/IAS 7 - Demonstração dos Fluxos de Caixa, que evidencia quem de fato gerou e/ou consumiu o caixa e equivalentes de caixa do negócio. Por fim, deve ser adotada a norma CPC 31/IFRS 5 - Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada.
Após a realização da separação oficial, se uma das partes toma conhecimento de que a outra parte está tentando constituir um novo negócio, deve procurar a terceira parte envolvida e assinar com ela um Contrato de Concessão, nos termos da norma ICPC 01/IFRIC 12. Porém não deve esquecer-se de excluir a cláusula que diz que ao final no prazo da concessão, os ativos retornam ao poder concedente. Lembrete: Na norma que rege os contratos de concessão o que prevalece é o que está no contrato e não a essência!
11 de jun. de 2015
Escassez de contadores e profissionais de finanças nos países
O ManpowerGroup divulgou recentemente os dados são 10º
edição da pesquisa anual sobre escassez de talentos. De acordo com a
publicação, ao todo, foram ouvidos 41,7 mil profissionais de recursos humanos
de 42 países.
No Japão, está difícil contratar engenheiros. No Brasil,
profissionais da área técnica são os mais raros. No Canadá, trabalhadores de
ofício são os mais buscados no mercado.
Em relação aos engenheiros em falta em vários países do
mundo, a pesquisa revela que são os profissionais especializados na área
mecânica, elétrica e civil, os mais difíceis de encontrar, segundos os
profissionais de RH entrevistados.
Profissionais de TI também estão sendo demandados em vários
países desta lista. Desenvolvedores, programadores, administradores de bancos
de dados e gestores são os mais raros no mundo, de acordo com o levantamento.
Entre os motivos mais citados para a dificuldade de
contratar estão a pouca quantidade de profissionais interessados, a falta de
competências técnicas, a ausência de experiência, a falta de habilidades
comportamentais e, por fim, pretensões salariais mais altas.
Eu verifiquei a lista dos dez profissionais mais em falta em
cada um dos países incluídos na pesquisa, a partir da matéria publicada pela
Revista Exame acerca desta pesquisa. Entre os profissionais em falta, identifiquei a
categoria de CONTADORES E PROFISSIONAIS DE FINANÇAS e montei a tabela a seguir.
O meu objetivo foi verificar em quais países essa categoria
constava como área com dificuldade de contratação pelos profissionais de
recursos humanos.
|
n
|
País
|
% dificuldade
|
posição
|
n
|
País
|
% dificuldade
|
posição
|
|
1
|
Índia
|
58
|
1
|
22
|
Israel
|
39
|
7
|
|
2
|
Singapura
|
40
|
1
|
23
|
Eslováquia
|
28
|
7
|
|
3
|
República Tcheca
|
18
|
3
|
24
|
Grécia
|
59
|
8
|
|
4
|
Japão
|
83
|
4
|
25
|
Espanha
|
14
|
8
|
|
5
|
Turquia
|
52
|
4
|
26
|
Brasil
|
61
|
9
|
|
6
|
Hungria
|
47
|
4
|
27
|
Costa Rica
|
46
|
9
|
|
7
|
Suíça
|
41
|
4
|
28
|
Áustria
|
39
|
9
|
|
8
|
África do Sul
|
31
|
4
|
29
|
Canadá
|
32
|
9
|
|
9
|
Noruega
|
30
|
4
|
30
|
Estados Unidos
|
32
|
9
|
|
10
|
Bélgica
|
24
|
4
|
31
|
Peru
|
68
|
10
|
|
11
|
Hong Kong
|
65
|
5
|
32
|
Colômbia
|
47
|
10
|
|
12
|
Panamá
|
46
|
5
|
33
|
Taiwan
|
57
|
-
|
|
13
|
Guatemala
|
44
|
5
|
34
|
Bulgária
|
50
|
-
|
|
14
|
Itália
|
28
|
5
|
35
|
Suécia
|
39
|
-
|
|
15
|
Reino Unido
|
14
|
5
|
36
|
Argentina
|
37
|
-
|
|
16
|
Nova Zelândia
|
51
|
6
|
37
|
França
|
39
|
-
|
|
17
|
Alemanha
|
46
|
6
|
38
|
Eslovênia
|
27
|
-
|
|
18
|
Romênia
|
61
|
7
|
39
|
China
|
24
|
-
|
|
19
|
México
|
54
|
7
|
40
|
Finlândia
|
22
|
-
|
|
20
|
Austrália
|
42
|
7
|
41
|
Holanda
|
14
|
-
|
|
21
|
Polônia
|
41
|
7
|
De acordo com os dados da tabela, em 78% dos países
pesquisados, a categoria de CONTADORES E PROFISSIONAIS DE FINANÇAS foi apontada
como área com dificuldade de contratação.
Na Índia e em Singapura essa categoria está em primeiro lugar em
dificuldade de contratação. No Brasil, a categoria ficou em nono lugar em
dificuldade de contratação por 61% dos profissionais de recursos humanos.
Para nove dos países pesquisados (22%), a categoria de CONTADORES
E PROFISSIONAIS DE FINANÇAS não foi citada entre as dez com maior dificuldade
de contratação pelos profissionais de RH. Entre esses países, estão os vizinhos
Argentina e Chile.
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“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)