6 de jan de 2017

Divulgação: Congresso USP 2017

Sobre o Congresso USP:

Concebido pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), o USP International Conference in Accounting será realizado no período de 26 a 28 de Julho de 2017, em sua décima sétima edição, simultaneamente com o XIV Congresso USP de Iniciação Científica em Contabilidade.
Este evento tem por objetivo principal promover o intercâmbio de estudos e experiências, bem como a divulgação de ideias sobre a teoria e a prática da Controladoria e da Contabilidade, aproximando profissionais deste segmento e pesquisadores acadêmicos em momentos como apresentações de trabalhos, workshops e palestras. A temática para este ano será: “Improving the usefulness of accounting research”.

Datas Importantes: 

Recepção de Artigos: 12/12/2016 a 20/02/2017

Resultado das avaliações dos artigos: 16/04/2017

Início das inscrições: 02/01/2017

Final das inscrições dos autores: 30/04/2017

Final das inscrições dos congressistas em geral: 05/06/2017

O Evento será realizado em: 26 a 28 de julho de 2017

Maiores informações: http://congressousp.fipecafi.org/ 

Divulgação: XI Congresso ANPCONT

Sobre o congresso:

O Congresso ANPCONT é um evento de importante significado acadêmico-científico da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Ciências Contábeis. Este evento proporciona a interação da comunidade acadêmica, pesquisadores, professores e estudantes, representando um meio de divulgação da produção técnico-científica na área das Ciências Contábeis.

Informações:

Título do evento: XI Congresso ANPCONT
Período do evento: 03 a 06 de junho de 2017
Local de realização: Hotel Mercure Belo Horizontes Lourdes - Centro de Convenções Planetarium
Número estimado de participantes: 300 pessoas
Abrangência do evento: Internacional
Tipos de Trabalhos: Artigos Científicos, Projetos de Dissertação de Mestrado, Projetos de Tese de Doutorado e Trabalhos de Iniciação Científica.

Outras informações: http://congressos.anpcont.org.br/xi/

27 de dez de 2016

Contabilidade por Partidas Dobradas

Estou assistindo no Netflix a série The Borgias.

A série é baseada na história da Família Bórgia, uma dinastia italiana de origem espanhola, que tornou-se proeminente durante o Renascimento e que geralmente é lembrada pelo governo corrupto e pela acusação de ter cometido vários crimes, incluindo adultérios, roubos, estupros, corrupção, incestos e assassinatos. A série retrata a ascensão da dinastia Bórgia ao alto clero da Igreja Católica Romana e seus esforços para manter-se no poder, o que culminou com o pontificado do Papa Alexandre VI.

Como sou daquelas que vê Contabilidade em tudo, quando assisti o segundo episódio da segunda temporada, não pude evitar a captura das seguintes falas:






Será que a contabilidade por partidas dobradas ainda é uma ferramenta valiosa para encontrar dinheiro sumido?

21 de dez de 2016

Roteiro para Revisão de Artigos

Compartilho com os leitores deste blog um roteiro para ajudar revisores na avaliação de artigos. Acredito que o roteiro poder servir também para autoavaliação por parte dos autores antes da submissão de seus papers a eventos e periódicos.


Fonte: Post original do Centro de Informações Nucleares (CIN) divulgado na fanpage Pós-Graduação
Ps: Clique na imagem para ampliar.

Projeto de pequisa em 5 passos

Compartilho com os leitores deste blog este esquema básico para elaboração de um projeto de pesquisa.


Fonte: Post original do Centro de Informações Nucleares (CIN) divulgado na fanpage Pós-Graduação

17 de nov de 2016

Conferência Sulamericana sobre Contabilidade Ambiental

V Conferência Sulamericana sobre Contabilidade Ambiental (CSCA)

 A Vª Edição do CSCA ocorrerá na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de Brasília, em Brasília, Distrito Federal, Brasil, de 29 a 30 de junho de 2017. 
O evento pretende fomentar as discussões sobre a terminologia deste campo de conhecimento, buscando aprofundar pesquisa sobre reconhecimento, mensuração e accountability dos elementos sociais e ambientais que impactam o resultado econômico das entidades, tendo como tema: Valores Humanos e Consumo Sustentável. 

Áreas temáticas:
1- Mensuração e evidenciação de eventos socioambientais (relatórios de sustentabilidade, etc.)
2- Contabilidade e Direito Ambiental (contabilização, tributação, finanças, instrumentos regulatórios, certificações, etc.)
3 - Controladoria Socioambiental (custos ambientais, gestão ambiental, ferramentas para gestão sustentável, avaliação de impacto ambiental, indicadores socioambientais, etc.)
3 - Contabilidade e Economia Socioambiental (métodos de valoração ambiental, equilíbrio e mercado, bens públicos e externalidades, etc).
4 - Auditoria e perícia socioambiental (auditoria no âmbito das práticas do meio ambiente, controle interno e riscos, técnicas e procedimentos de auditoria ambiental, passivos ambientais, laudos e pareceres, danos e multas, etc.)
5 - Ética, Responsabilidade Socioambiental e Governança Corporativa (ética, transparência e sustentabilidade, etc.)
6 - Educação e Sustentabilidade (práticas de ensino em sustentabilidade, etc.)
7 - Temas Contemporâneos (segurança ambiental, políticas públicas, etc.)

Confiram a chamada e as diretrizes para submissão de trabalhos visitando o site oficial do evento: http://soac.unb.br/index.php/CCS2017/ccs2017 

As datas importantes do evento são:
01/11/2016 - Abertura da submissão de trabalhos
01/11/2016 - Abertura das inscrições
14/04/2017 - Fechamento da submissão dos trabalhos
15/05/2017 - Divulgação do resultado da avaliação dos trabalhos

-- Fechamento das inscrições:
Para participantes com trabalho aprovado: 30 de maio de 2017 
Para participantes sem trabalho aprovado: 25 de junho de 2017 
29/06/2017 - Abertura do evento
30/06/2017 - Encerramento do evento

Workshop Convergência Contábil no Setor Público

Workshop Experiências em Convergência Contábil no Setor Público

-- Data: 08 de dezembro de 2016

-- Local: Anfiteatro Ivo Torres

-- Inscrições: http://app.fearp.usp.br/forms/gera.php?form=ppgcc081216
Tendências em contabilidade pública. Um dos lideres de estudo de convergência da contabilidade pública na Europa, Prof. Eugenio Caperchione, em visita ao Brasil, apresenta a experiência européia na convergência aos padrões internacionais de contabilidade em workshop a ser realizado na FEARP, em Ribeirão Preto. No mesmo evento a Secretaria do Tesouro Nacional apresenta os próximos passos da experiência brasileira. O Prof. Caperchione (Università degli Studi di Modena e Reggio Emilia) é o atual presidente da rede de pesquisa internacional comparada em contabilidade pública (CIGAR Network).

-- O evento é organizado pelo grupo de pesquisa PSAGiB (Public Sector Accounting & Governance in Brazil), coordenado pelo Prof André Aquino, do Departamento de Contabilidade da FEARP/USP.

-- O evento será transmitido pela web (http://sites.usp.br/psag/556-2/).

-- O evento será em inglês, sem tradução simultânea.

12 de out de 2016

Religiosidade e o raciocínio moral de alunos de Ciências Contábeis

A edição n. 3, v. 35 (2016) da Revista Enfoque: Reflexão Contábil trouxe a publicação de nove artigos inéditos que versam sobre honorários e rodízio de auditoria, value relevance da DRA, sistemas de controle gerencial, avaliação de desempenho, income smoothing e religiosidade e raciocínio moral! Este último tema me chamou a atenção pela inovação. Nada de mais do mesmo!
Em decorrência do tema pouco convencional, destaco o artigo “Um estudo sobre a relação entre a religiosidade e o raciocínio moral dos alunos de Ciências Contábeis”, de autoria de Leandro da Costa Santos e Josedilton Alves Diniz.
Segundo os autores, o estudo teve como objetivo verificar a relação entre a religiosidade e o raciocínio moral dos alunos de Ciências Contábeis. Como procedimento empírico da mensuração da religiosidade usou-se da Escala de Maturidade da Fé, desenvolvida por Benson, Donahue, Erickson (1993). Já a mensuração do raciocínio moral foi realizada a partir da Defining Issues Test -2 elaborado por Rest e Narvaez (1998). 
O estudo foi conduzido para uma amostra de 67 alunos concluintes do curso de Ciências Contábeis de duas universidades da Paraíba, e a confiabilidade interna dos instrumentos de pesquisa foi feita través do modelo definido por Cronbach (1951). Para averiguar a relação entre a religiosidade e o raciocínio moral, os autores utilizaram o coeficiente de correlação não-paramétrico de Spearman. 
Os resultados evidenciaram que a maioria dos respondentes tem sua fé classificada como integrada. Quanto ao raciocínio moral, a maioria dos respondentes foi classificada no nível de manutenção das normas, o que indica que para a maioria dos indivíduos o cumprimento das leis e normas é o mais importante [Resquícios da nossa tradição Code Law?]. Ainda sobre o raciocínio moral, quando se analisou por tipo constatou-se que a maioria dos indivíduos se enquadrara no tipo 2 (Interesse Pessoal, mas em transição), os indivíduos deste tipo quando envolvidos em dilemas morais, tendem a privilegiar seus próprios interesses. 
No que tange a relação entre religiosidade e raciocínio moral, constatou-se que não existem evidências relevantes que a confirme, uma vez que a relação entre ambas as variáveis não se mostrou significativa. [Ou seja: religião não define consciência moral!]

Gostei do estudo! Tema fora da caixinha!

Nobel de Economia

Os ganhadores:
O Prêmio Nobel de Economia 2016 foi concedido a dois professores de economia: Oliver Hart (Universidade de Harvard e Holmström) Bengt Holmström (MIT). Os pesquisadores ganharam o prêmio por suas contribuições para a teoria dos contratos, que têm múltiplas aplicações em diversos contextos da vida real.
O trabalho de Hart tem ajudado a entender quais companhias devem se fundir, além do equilíbrio correto de financiamentos e quando instituições como escolas devem ser privadas ou públicas. Já o de Holmström ajuda a formular contratos para executivos.

O prêmio:
O Nobel de Economia tem uma recompensa de 8 milhões de coroas suecas, equivalente a R$ 3 milhões. O prêmio inclui ainda um diploma e uma medalha de ouro.
O prêmio de Economia é o único que não remonta ao testamento de Alfred Nobel. Denominado oficialmente Prêmio de Ciências Econômicas do Banco Real da Suécia em Memória de Alfred Nobel, foi criado em 1968 pelo Banco Central sueco para comemorar seu tricentenário e concedido pela primeira vez em 1969. As demais categorias do Nobel são concedidas desde 1901.

Justificativas para o prêmio:
-- “As novas ferramentas teóricas criadas por Hart e Holmström são valiosas para a compreensão dos contratos e instituições da vida real, bem como armadilhas potenciais no projeto de contrato”
-- “[O trabalho deles] estabelece uma base intelectual para traçar políticas e para instituições em muitas áreas, da legislação sobre falências a constituições políticas”
-- “A teoria do contrato, desenvolvida pelos premiados, é um amplo marco de análises dos múltiplos aspectos do contrato, como a remuneração dos executivos com base em sua performance, as franquias, os copagamentos nos seguros ou a privatização do setor público”.
-- “Contratos são apenas uma forma incrivelmente poderosa de pensar sobre partes da economia. Eles são fundamentais para toda a ideia de que o comércio é um tomar uma coisa por outra e que há dois lados para uma transação”.
-- O tema de estudo dos premiados talvez seja menos prestigioso que as grandes questões de crescimento, desemprego ou pobreza, razão pela qual não apareciam nas previsões. Mas ambos tiveram o mérito de abrir caminho “a um fértil terreno de pesquisa fundamental”.
-- “Graças à pesquisa de Oliver Hart e Bengt Holmström, temos agora os instrumentos para analisar não apenas os termos financeiros dos contratos, mas também a prestação contratual dos direitos de controle, dos direitos de propriedade e dos direitos de decisão entre as partes”.

Um Nobel de para homens de universidades norte-americanas:
Do total de 78 edições do Nobel de Economia, 56 (72%) foram concedidos a professores que atuam em universidades norte-americanas.
As mulheres permanecem quase ausentes da lista do Nobel de Economia. Apenas uma mulher ganhou a distinção: a norte-americana Elinor Ostrom, em 2009, junto com outro pesquisador dos EUA.

Dez últimos ganhadores do Nobel de Economia:
2016: Oliver Hart e Bengt Holmström, por suas contribuições à teoria dos contratos.
2015: Angus Deaton (Reino Unido-Estados Unidos), por seus estudos sobre “o consumo, a pobreza e o bem-estar”.
2014: Jean Tirole (França), por sua “análise do poder do mercado e de sua regulação”.
2013:  Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros.
2012: Lloyd Shapley e Alvin Roth (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre a melhor maneira de adequar a oferta e a demanda em um mercado, com aplicações nas doações de órgãos e na educação.
2011: Thomas Sargent e Christopher Sims (Estados Unidos), por estudos que permitem entender como acontecimentos imprevistos ou políticas programadas influenciam os indicadores macroeconômicos.
2010:  Peter Diamond e Dale Mortensen (Estados Unidos), Christopher Pissarides (Chipre/Reino Unido), um trio que melhorou a análise dos mercados nos quais a oferta e a demanda têm dificuldades para se acoplar, especialmente no mercado de trabalho.
2009: Elinor Ostrom e Oliver Williamson (Estados Unidos), por seus trabalhos separados que mostram que a empresa e as associações de usuários são às vezes mais eficazes que o mercado.
2008: Paul Krugman (Estados Unidos), por seus estudos sobre o comércio internacional.
2007: Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson (Estados Unidos), por seus trabalhos baseados nos mecanismos de intercâmbio destinados a melhorar o financiamento dos mercados.


Fonte das informações: G1 

26 de set de 2016

The Slow Professor

O livro The Slow Professor: challenging the culture of speed in the Academy, lançado pelas Maggie Berg e Barbara Seeber questiona a atual configuração das universidades e o impacto de políticas neoliberais sobre a produção do conhecimento, tanto sob a ótica do direcionamento da pesquisa a interesses econômicos quanto dos processos de gerenciamento das próprias universidades.

Em tempos de publish or perish, como fica a qualidade do trabalho acadêmico? Que relações pessoais e profissionais estamos fomentando em um ambiente de constante competição? A obra Slow Professor é leitura recomendada para quem questiona em sua vida pessoal a lógica de não ter tempo para nada (às vezes nem para se alimentar direito!) e de produzir sem descanso – sempre com excelência, é claro. Mas será que isso é possível? É possível produzir constantemente, com brilhantismo?

As autores defendem a ideia de que não é possível aliar produtivismo acadêmico com excelência e brilhantismo.

"Um dos temas centrais é a questão do tempo. Como o trabalho acadêmico permite uma certa flexibilidade (ainda mais com o desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação e pesquisa online) e é um tipo de trabalho contínuo, que dificilmente acaba quando se deixa o campus universitário, há um verdadeiro transbordamento do trabalho para a vida pessoal, com o crescimento de uma sensação de se estar trabalhando “o tempo todo”. Isso gera uma angústia e um estado mental de exaustão que é, em essência, contraprodutivo. O desenvolvimento de pesquisas, novas ideias e teorias depende, essencialmente, de tempo de livre pensar; um tempo que está em falta no modelo da atual estrutura universitária."
“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)