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23 de abr. de 2020

Podcast Mestre Contábil

Estamos divulgando o podcast Mestre Contábil, uma iniciativa da profa. Marcia Carvalho, co-autora do livro Contabilidade Geral: Uma Abordagem Interativa. Os três primeiros episódios já estão disponíveis:

Episódio I - Pandemia do Coronavírus: O que a Contabilidade tem a ver com isso? (23 minutos) 
Link para o podcast: https://open.spotify.com/episode/67rXxx0pSYSMC7qScmHZEY 
Na estreia do Podcast Mestre Contábil falaremos sobre o papel da Contabilidade na Pandemia do Coronavírus. A ideia desse primeiro podcast surgiu após a leitura do artigo dos professores Natan Szuster e Eliseu Martins: "Proposta Para constituição da Reserva para Contingências em virtude da Pandemia do Coronavírus". Para abordar esse assunto de um modo que os alunos dos primeiros períodos de Contabilidade entendam, convidamos o ex-aluno da Profa. Márcia Carvalho na UFRJ: Lucas Giovanelli. Ele, que trabalha na PwC, irá responder à algumas perguntas dos alunos dos primeiros períodos representados pela aluna também da UFRJ: Tauany Silva.

Episódio II - Por que estudar Contabilidade? (46 minutos) 
Link para o podcast: https://open.spotify.com/episode/5jvsmvMrFlqyJB6h4ITcCX 
No segundo episódio do Podcast Mestre Contábil abordaremos a seguinte questão: Por que estudar Contabilidade? Para responder à essa pergunta convidamos a Profa. Claudia Cruz, professora da graduação e pós-graduação em Ciências Contábeis da UFRJ, autora do blog Ideias Contábeis e co-autora do livro Contabilidade Geral: uma abordagem interativa.

Episódio III - Áreas de Atuação: Auditoria e Perícia Contábil (55 minutos)
Link para o podcast: https://open.spotify.com/episode/71gpO4lim7aBHqJ2yzOT0K
No terceiro episódio do Podcast Mestre Contábil estreiaremos uma série de episódios sobre as Áreas de Atuação do Contador. Nesse primeiro episódio dessa série falaremos sobre as seguintes áreas: Auditoria e Perícia Contábil. Para isso convidamos dois profissionais para responderem às questões enviadas pelos alunos sobre essas áreas de atuação: Fernando Borges – Perito Contábil além de professor, e Luiz Wolf – Sócio-Diretor da KPMG na área de impostos e, também, professor.

Para acompanhar novidades e atualizações do podcast, bem como enviar perguntas e sugestões de temas, siga o perfil do Livro “Contabilidade geral: uma abordagem interativa” e do Jogo de Simulação de Escritório Contábil (https://www.instagram.com/profa.marciacarvalho/) no Instagram.

26 de set. de 2017

Novo Perfil da Profissão Contábil

Olá pessoal,
Reproduzo aqui matéria publicada na Revista Exame sobre o novo perfil da profissão contábil.

O novo perfil de uma das profissões mais estáveis do Brasil
Com o avanço do big data, a carreira em contabilidade tem exigido novas competências. 

Faça chuva ou faça sol na economia do país, quem trabalha com contabilidade parece estar sempre a salvo de turbulências. Mas toda essa lendária estabilidade da carreira não se traduz em ausência de novidades — ou de mudanças.

A chegada de novas tecnologias está alterando a antiga profissão, e quem não acompanhar esse ritmo acabará ficando para trás, diz o professor Bruno Salotti, coordenador da graduação em ciências contábeis da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo).

Foi-se o tempo em que o contador era o mero encarregado de registrar manualmente em livros cada ocorrência contábil do negócio. As atividades burocráticas da área passaram a ser cada vez menos feitas por humanos com a chegada da informática e, mais tarde, dos softwares especializados.

“O profissional deixou de produzir os dados e passou a analisá-los, com o objetivo de prever o impacto contábil de cada decisão de negócios”, diz Salotti.

Nesse sentido, deixou de olhar para o passado da empresa — o dinheiro que entrou e que saiu no mês anterior, por exemplo —, e passou a fazer projeções para seu futuro.

A automatização de processos em contabilidade transformou um trabalho burocrático em analítico, o que também abriu espaço para que ele pudesse se tornar gerencial: há anos, grandes empresas já contam com a figura do CAO (Chief Accounting Officer), uma posição de diretoria alternativa à do tradicional CFO (Chief Financial Officer).

“O contador tem sido trazido para o âmbito da gestão”, afirma o professor da USP. “Ele agora ajuda a desenhar operações para gerar economia fiscal, identificar as melhores áreas geográficas para expandir o negócio e delinear as estratégias da companhia de forma geral”.

O big data entra na conta

Para desempenhar funções cada vez mais estratégicas, o contador tem em mãos um recurso precioso: o big data.

Afinal, graças ao avanço da tecnologia, um gigantesco oceano de dados está à disposição das empresas — e elas buscam profissionais capazes de ajudá-las na missão de desvendá-los, inclusive na seara contábil.

“Além de ter conhecimentos profundos em contabilidade, hoje também é preciso dominar ferramentas de análise de big data e business intelligence”, diz José Carlos Fortes, contador e presidente da Fortes Tecnologia, empresa que desenvolve de softwares de gestão.

O profissional de contabilidade mais requisitado do momento, segundo ele, é uma espécie de “cientista de dados contábeis”.

Não é preciso entender de programação, necessariamente; mas é preciso ir muito além do Excel. “O novo contador precisa dominar ferramentas de gestão de dados, montar painéis de análise e extrair conclusões para orientar as decisões do negócio”, afirma o especialista.

Domínio do inglês é raro na área

Além da facilidade para lidar com o big data, o contador do século 21 também precisa ter pelo menos nível intermediário no idioma de Shakespeare para compreender e transmitir informações sobre a situação contábil do negócio — principalmente no caso de trabalhar em uma multinacional.

“Embora tenha havido uma melhora nos últimos anos, ainda é muito difícil encontrar candidatos que falem bem inglês, porque historicamente as vagas em contabilidade não exigiam essa competência”, explica Leonardo Berto, gerente de negócios da consultoria Robert Half.

Segundo o especialista, um contador especializado em tributos que domine o idioma é do tipo “mosca branca”: encontrá-lo é uma missão praticamente  impossível.

O professor Salotti, da FEA-USP, diz que seus alunos são orientados em sala de aula a investir no inglês. “A faculdade tem disciplinas e provas em inglês, além de oferecer diversos programas de intercâmbio”, explica. “O estudante compreende desde cedo que, na carreira de contabilidade, inglês não é mais diferencial, mas requisito”.

Comportamento também importa -- e muito

De acordo com o gerente da Robert Half, certas habilidades comportamentais específicas são fundamentais para se dar bem no mercado de contabilidade no Brasil.

Uma delas é a disposição para investir em atualização constante. “A pós-graduação em controladoria é o caminho natural de muitos contadores,”, explica Berto. “Como ensina a transformar números em estratégia, é um dos mais demandados pelo mercado”.

Mestrado ou MBA em auditoria, compliance, business intelligence, gestão e perícia contábil também estão entre as opções de pós-graduação mais quentes do momento na área, segundo Fortes.

Ter um perfil estudioso, porém, não é suficiente. Além de resiliência e capacidade de automotivação, o contador precisa ser hábil em relacionamentos interpessoais. “Uma demanda recorrente dos empregadores é por profissionais que saibam se comunicar e fazer a ponte entre o departamento contábil e outras áreas, como marketing, vendas ou operações”, diz Berto.

Salotti também destaca a capacidade de navegar pela interdisciplinaridade do mundo dos negócios. Além de ter um conhecimento profundo sobre a própria área, o contador também deve saber um pouco de economia, administração, estatística, direito e tecnologia.

“Quem tem uma sólida formação em ciências contábeis e uma visão panorâmica de outras áreas, além de fortes competências comportamentais, será um excelente candidato à diretoria de finanças de uma empresa”, diz o professor da FEA-USP.

Fonte: Revista Exame 

20 de set. de 2016

Profissões em 2025 III

Um matéria divulgada pelo jornal O Globo fala de profissões em alta e em baixa nos próximos anos.
No sistema em que vivemos as pessoas não são seres humanos, são recursos. E a matéria  sinaliza isso, mas não de forma crítica. Os recursos que não colaborarem para o retorno das organizações serão eliminados.

Ocupações que serão populares em 2025, segundo a matéria:

- “Professional triber”: Profissional freelancer, especialista em unir pessoas de diferentes em culturas em torno de um projeto comum. Cada vez mais a diversidade está presente no mercado de trabalho e essa função tem a habilidade de integrar as pessoas para que tenham a melhor performance e harmonia em equipe.

- Professor freelancer: O ensino passa a ser pontual, atendendo às necessidades e demandas específicas de cada indivíduo. Sem falar no incremento do ensino à distância, por meio de tecnologias de vídeo conferências. [Socorro!!! Nada de Educação numa visão ampla para o exercício da cidadania e transformação social, mas conteúdos focados na formação da mão-de-obra! Adeus Filosofia, Sociologia, Ciência Política...]

- Fazendeiros Urbanos: Aumento da conscientização do consumo e produção autônomas de alimentos orgânicos em áreas urbanas. [O latifúndio mudará de lugar!]

- Cuidadores: A diminuição da natalidade e o aumento da idade laboral dos indivíduos vão impulsionar a função dos cuidadores. A elevação da expectativa de vida da população, a aposentadoria tardia e a mudança do comportamento das famílias que passam a ter menos filhos são exemplos que contribuem para esse crescimento. [Será que vou precisar? Em 2025 certamente não, mas quem sabe lá para 2050 em diante...]

- Instaladores domésticos especialistas em tecnologia (Smart house): Maior procura por especialistas em casas inteligentes e aumento da demanda por casas automatizadas. [Eu já utilizo os serviços desses profissionais!]

- Designer especializado em impressão 3D: Maior procura por aplicações em 3D. As impressoras facilitam a transformação da ideia em matéria. Exemplos: próteses e impressão de projetos tridimensionais.

- Designer de realidade virtual: Aumento do acesso ao ambiente de realidade virtual, por meio de especialistas na criação desses ambientes. Exemplos: visitas virtuais a museus, países, pontos turístico, etc.

Na opinião de Celso Georgief, especialista em Recursos Humanos e sócio diretor da DSG Brasil, essas profissões também estarão em alta em 2025:
- Perito forense digital
- Especialistas em energias alternativas
- Direito em geral, principalmente Direito internacional e arbitragem
- Analisa de gestão
- Consultoria estratégica

As profissões voltadas para qualidade de vida também estarão em alta, já que as pessoas vão viver mais e cada vez mais se preocupam com a qualidade de vida que terão.

Profissões em 2025 II

Um matéria divulgada pelo jornal O Globo fala de profissões em alta e em baixa nos próximos anos.
No sistema em que vivemos as pessoas não são seres humanos, são recursos. E a matéria  sinaliza isso, mas não de forma crítica. Os recursos que não colaborarem para o retorno das organizações serão eliminados.

Ocupações que devem deixar de existir em 2015, segundo a matéria:

-- Operador de telemarketing: Hoje em dia você consegue ter autoatendimento online, o atendimento passa a ser digital. Não precisaria ter um interlocutor pessoa física para isso. É a simplificação dos processos.

-- Contador (elaborador de obrigações fiscais): A carreira passará por transformações nesta atribuição, já que os cálculos passam a ser automatizados, a partir da integração das informações disponíveis entre órgãos públicos e privados. [Thanks God! Já está na hora dos contadores se livrarem da escravidão de serem apuradores e escrituradores de tributos.]

-- Reparador de relógios: Com o avanço da tecnologia e a atualização rápida de novos modelos, vai haver uma diminuição gradativa de instrumentos mecânicos.

-- Subscritor de seguros: Redução de intermediários para determinadas transações. Atendimento passa a ser digitalizado.

-- Agente de crédito: As empresas têm investido em simulações de financiamento imobiliário on-line. Os cálculos e comparações passam a ser realizados por sistemas automatizados.

-- Árbitro: Introdução da tecnologia nos esportes para fins de apuração de resultados.

-- Trabalhadores rurais: A tendência é a automação e o advento de máquinas guiadas via satélite. [Senhor, salve a agricultura familiar e os alimentos orgânicos!]

-- Operador de caixa: Tendência de automatização, através do incentivo das relações de confiança entre consumidor e estabelecimento.

-- Corretor de imóveis: A facilidade das relações comerciais, por meio de sistemas menos burocráticos, vem desburocratizando o mercado imobiliário. Exemplo: Zap Móveis.

-- Digitador de dados: Atualmente há plataformas digitais que fazem leitura e digitalização de documentos. Além disso, cada vez mais a indústria está investindo no desenvolvimento e evolução de leitores de informação. Exemplos: captura ótica de dados do cartão de crédito.

Profissões em 2025 I

Um matéria divulgada pelo jornal O Globo fala de profissões em alta e em baixa nos próximos anos.
No sistema em que vivemos as pessoas não são seres humanos, são recursos. E a matéria  sinaliza isso, mas não de forma crítica. Os recursos que não colaborarem para o retorno das organizações serão eliminados.

Os avanços da tecnologia empurram o mercado de trabalho para mudanças cada vez mais drásticas e transformadoras. De acordo com uma análise feita pela consultoria Ernst & Young, com base em diversos estudos, até 2025 um em cada três postos de trabalho devem ser substituídos por tecnologia inteligente.
[...]
O mercado, nos próximos anos, aposta em profissionais que têm facilidade de se relacionar com várias culturas e perfis diferentes ao mesmo tempo. O grande ponto para que você tenha sucesso não está ligado necessariamente ao que você sabe e sim a como você consegue interpretar, analisar e interligar os dados disponíveis — afirma Antonio Gil, sócio da área de Gestão de Pessoas da Ernst & Young no Rio.
[...]
— Não acredito no fim da profissão de contador, por exemplo. A função será aperfeiçoada, e este profissional deverá estar capacitado para maior envolvimento com aspectos de auditoria, departamento financeiro e análise de gestão — afirma Celso Georgief, especialista em Recursos Humanos e sócio diretor da DSG Brasil. 

Especialista em consultoria contábil, o fundador do Grupo Insigne, Sérvulo Mendonça, também acredita na transformação da profissão, fruto de adaptações educacionais, currículos, formas e modelos de atuação e técnica mais vinculada aos mecanismos tecnológicos.

— Essa afirmação pode fazer com que jovens talentos não busquem as tais profissões — alerta ele.
[...]
Em contrapartida, professores, tão desvalorizados no aspecto financeiro, segundo o estudo, terão dias melhores. Antonio lembra que o ensino passará a ser pontual, atendendo às necessidades e demandas específicas de cada indivíduo, além de haver a consolidação do ensino à distância.

29 de mai. de 2015

Normas Internacionais de Contabilidade

Há dois dias, durante uma aula inicial da disciplina Contabilidade Internacional em um curso de pós graduação lato sensu, eu discutia com os alunos o panorama da convergência às chamadas normas internacionais de contabilidade.
Durante as minhas falas, acabei fazendo um paralelo entre a atual disponibilidade de informações financeiras em padrões menos díspares e a redução de barreiras ao acesso a uma série de outras coisas quem permeiam a nossa vida.

E por que esta associação?
Quando eu era adolescente, lá em Feira de Santana-BA, era também uma fiel e apaixonada leitora das obras do Machado de Assis. 
Certo! Mas o que o Machado de Assis tem a ver com Contabilidade Internacional?
Nada!

É que, quando eu lia as obras machadianas pelos idos de 1995-6-7..., ainda não tínhamos acesso tão fácil e imediato quanto hoje a textos, imagens, fotografias, informações, comparações... E em um desses livros, o Machado de Assis, vivendo pelas ruas da então capital federal descrevia as ruas do Rio de Janeiro: a Rua do Ouvidor, a Rua da Quitanda, o Passeio Público, o Catete... A descrição do Machado me despertou o desejo de conhecer estas ruas.

Naquela época não existia Google Maps, ou Google Earth, nem computadores portáteis e smartphones que mostrassem imagens em questão de segundos, em que se pudesse conhecer estes e outros lugares sem ter que estar neles. E eu estava a mais de 1500 km de distância.

Quando eu me mudei para o Rio de Janeiro, pude me familiarizar com as ruas e lugares cantados em prosa pela experiência do Machado de Assis, eu precisei visitar os lugares. Atualmente, os recursos tecnológicos nos permitem conhecer o mundo de dentro de casa, nos permitem visitar o museu do Louvre em Paris mesmo sem nunca ter cruzado o Atlântico.

Mas voltando às Normas Internacionais de Contabilidade...
Digamos que o objetivo ideal de produzir um conjunto de normas internacionais de contabilidade é conhecer as empresas de diversos países do mundo, seu desempenho econômico-financeiro, sua composição patrimonial, sem ter necessariamente que ir nestes países, sem ter que estudar um emaranhado de normas e entender peculiaridades da estrutura legal, institucional e tributária de cada um destes países...

Assim como a Rua do Ouvidor ou o Passeio Público, a informação está logo ali, em uma linguagem menos distante, não precisa cruzar o Atlântico.

Mas até que ponto o conjunto de normas IFRS emitidas pelo IASB podem realmente ser consideradas Normas Internacionais de Contabilidade?

18 de set. de 2014

Prêmio Ig Nobel 2014

Prêmio Ig Nobel: A premiação, concedida pela revista de humor científico “Anais da Pesquisa Improvável”, reconhece desde 1991 as dez pesquisas mais incomuns, bizarras ou óbvias publicadas em um ano. Apesar da provocação, o Ig Nobel é levado na brincadeira pelos cientistas e boa parte deles comparece em pessoa para aceitar o prêmio.

A cerimônia do Ig Nobel 2014 aconteceu na prestigiada Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e sempre conta com um punhado de ganhadores do Nobel de verdade – entre os mais famosos e frequentes, o Nobel de Física de 2005 Roy Glauber, cuja nobre função na premiação é varrer aviõezinhos de papel que caem no palco.

Em 2008, os brasileiros Astolfo Gomes de Mello Araujo e José Carlos Marcelino, da USP, se tornaram os primeiros brasileiros a ganhar um Ig Nobel, ao mostrar o impacto do tatu nas pesquisas arqueológicas.

Em 2000, o russo Andre Geim levou o prêmio por fazer um sapo levitar usando o magnetismo. Dez anos depois, Geim ganhou o Nobel de Física por seus estudos com o grafeno. Com isso, ele se tornou o primeiro cientista a ter a honra de ser um ganhador do Nobel e do Ig Nobel.

Entre pesquisas premiadas no passado, estão uma que mostrou que os buracos negros têm os requisitos fundamentais para serem a porta de entrada do inferno, a criação de um sutiã que serve como máscara de gás e um estudo que provou que massagens no reto curam o soluço.

Estou pensando em sugerir aos organizadores do Ig Nobel para incluir a categoria Contabilidade! Estamos precisando analisar melhor a (ir)relevância do que andamos pesquisando e as contribuições que temos dado para a área.

Os ganhadores do Ig Nobel 2014 em cada categoria foram:

Neurociência: Experimento de cientistas chineses que descobriu como funciona o cérebro de uma pessoa que enxerga a imagem de Jesus Cristo em um pedaço de torrada.

Ciência Ártica: Investigação de cientistas da Noruega que queriam saber se as renas da região de Svalbard se assustavam com humanos vestidos de urso polar.

Medicina: Experimento que fez médicos inserirem tiras de carne de porco no nariz de um paciente para conter hemorragia nasal – tentativa que funcionou, segundo a médica Sonal Saraiya, responsável pela prática inusitada.

Nutrição: Estudo uma equipe da Espanha que teve a ideia de usar bactérias encontradas nas fezes de bebês para fazer linguiça. [Espero que ninguém tenha se alimentado com essas linguiças...]

Psicologia: Teoria de que pessoas que dormem muito tarde podem se tornar psicopatas. [Será que isso é tão bizarro mesmo?]

Saúde Pública: Duas equipes estudaram se é ou não perigoso um ser humano conviver com um gato. [Perigoso eu não sei, mas trabalhoso deve ser para se livrar de tanto pelo que eles soltam...]

Física: Pesquisadores japoneses testaram se as cascas de banana são tão escorregadias como nos desenhos animados.

Biologia: Estudo que descobriu que os cães defecam de acordo com o campo magnético da Terra.

Arte: Cientistas da Itália mediram a dor sofrida por uma pessoa quando ela é atingida por laser enquanto olha para um quadro feio. 

Economia: Pesquisadores italianos do Instituto Nacional de Estatística do Governo [Tipo o nosso IBGE] realizaram estudos incluindo a prostituição e o tráfico de drogas no cálculo do crescimento do país. [Também imagino que pode não ser nada irrelevante considerar a "riqueza" gerada pela prostituição e pelo tráfico de drogas na formação do PIB... Mas imagino que não temos dados confiáveis no Brasil]

Matéria sobre o Ig Nobel no G1

1 de jul. de 2014

SophiA: biblioteca de referências do CFC

Biblioteca do CFC disponibiliza, gratuitamente, mais de 2.500 referências bibliográficas

O site do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) está disponibilizando a página SophiA, a biblioteca online do CFC que permite a qualquer usuário (não é necessário senha de acesso) consultar, na íntegra, mais de 2.500 referências bibliográficas, entre livros, artigos, trabalhos técnicos e científicos, dissertações e teses. Ao consultar a base, o usuário terá acesso a referências bibliográficas dos documentos.

Fonte: Boletim CFC Informa nº 28

Minha opinião: Por que não disponibilizar as obras para download, mas apenas as referências?

11 de fev. de 2014

Contabilidade no Celular

Divulgação:
Sabia que já tem aplicativo para fazer exercícios e revisões de conteúdos de Contabilidade?
O app Contabilidade, CPC IFRS US GAAP é um aplicativo muito interessante que ensina os pronunciamentos do CPC, inglês técnico e outros temas relacionado à contabilidade. Tudo em forma de Quiz (perguntas e respostas, com explicação).  
Interessante para alunos de Ciências Contábeis e curiosos e simpatizantes da disciplina. O app (CONTROLLER) é gratuito e pode ser baixado na Google Play no link: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.martinlabs.contabilidade.android
Disponível apenas para Android até o momento.

6 de jun. de 2011

Contabilidade, PME e Tecnologias

O texto a seguir trata dos desafios das pequenas e médias empresas diante da implantação de tecnologias de fiscalização e controle, com destaque para o SPED. Detaquei os trechos que considerei interessantes em relação à Contabilidade! Fica a dica para os empresários [pequenos , médios ou não] que ainda acham que a Contabilidade é "um mal necessário".

Pequenas e médias empresas sob maior fiscalização

Autoria: José Maria Chapina Alcazar - SESCON- SP (publicado no Jornal O Debate - 05Jun2011)

Chegou a hora de redobrar a atenção aos controles internos da empresa, investir em profissionais qualificados e repensar a contabilidade como instrumento de gestão. Prestar contas ao Fisco com foco unicamente no cumprimento de obrigações com a Receita Federal é, convenhamos, um pensamento ultrapassado.

Com a intensificação da fiscalização, torna-se imprescindível considerar o conjunto da organização e não mais a contabilidade como um departamento isolado dos demais. Quando o governo implantou o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), em janeiro de 2007, iniciou-se um processo de modernização da fiscalização nas empresas em todo o Brasil. No princípio, quando apenas os grandes contribuintes eram enquadrados, já se notava o ganho econômico para a máquina pública, a partir da eliminação de documentos em papel e o não deslocamento de fiscais e auditores até as organizações. Todo o processo passou a ser feito eletronicamente. Os altos investimentos em tecnologia têm sido feitos para que, em futuro próximo, não seja mais necessária a presença do fiscal nas empresas, independente do porte da organização.

A Receita Federal mantém sua base de dados sempre atualizada acerca das transações de cada contribuinte no mercado e, por este motivo, requer tratamento qualificado por parte das empresas quanto às informações corporativas. A falta de cuidados pode acarretar grandes prejuízos, pois qualquer inconsistência na declaração,seja por erro administrativo ou por operação viciosa de transação, pode ser detectada. Atrasos ou omissões na entrega da declaração acarretam multa de R$ 5 mil por mês ou fração. Inserido no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), oSPED veio para unificar as atividades de recepção, validação, armazenamento e autenticação de livros e documentos que integram a escrituração comercial e fiscal das empresas. Representou para o governo federal um avanço nas relações entre o Fisco e os contribuintes, já que antes do SPED, muitos impostos deixavam de ser recolhidos.

O sistema que começou com três grandes projetos – SPED Fiscal, SPED Contábil e NF-e – evoluiu e agora recebe mais um integrante na guerra contra a informalidade e a sonegação, a Escrituração Fiscal Digital do Pis e Cofins (EFD-Pis/Cofins). O novo sistema eletrônico vem para atender ao cumprimento,por meio da certificação digital, das obrigações acessórias nas três esferas tributárias e abrange os setores da indústria, comércio e prestação deserviços. O objetivo é dificultar o uso de créditos originados de operações nãoprevistas expressamente em lei ou instrução normativa da Receita Federal. Com a novidade, apenasa Dacon, obrigação que controlava o Pis e o Cofins, foi eliminada. Sempre que o governo anuncia inteligências eletrônicas como esta, gera a expectativa de que haverá revisão de obrigações acessórias muitas vezes redundantes entre si.

Na prática, porém, as obrigações convencionais são apenas somadas às declarações digitais. Pela complexidade e quantidade de informações exigidas no novo sistema, outras obrigações acessórias entregues atualmente por meio magnético também poderiam ser substituídas. Não obstante, é preciso levar em consideração o esforço do governo para reduzir a informalidade no país. A partir do cruzamento de um número cada vez maior de informações e sem criar outros impostos, o que não seria bem vindo pelo contribuinte, torna-se possível ampliar a arrecadação. A consequência é que, com monitoramento mais intenso, o agente informal não tenha alternativa a não ser regularizar a empresa, sob pena de multa. Por este motivo, é urgente que micro, pequenas e médias empresas se preparem o quanto antes para as novas ferramentas, pois os olhos da Receita Federal recaem sobre um universo cada vez maior de organizações.

Com o SPED Fiscal Pis/Cofins, o governo passou a ter, a partir de 1º de abril deste ano, o controle de todos os contribuintes que se utilizam de débitos e créditos nas suas transações, sejam comerciais, industriais e de prestação de serviços. Até junho, mais de 10 mil empresas, cuja receita bruta anual ultrapassou R$ 90 milhões em 2009, estarão sob vigilância eletrônica do Fisco, número que em janeiro de 2012, chegará a mais de 1,5 milhão. Investir na profissionalização da contabilidade, bem como na gestão da empresa, é uma demonstração de maturidade e consciência empresarial. É preciso estar atento às normas internacionais de contabilidade, que se fazem cada vez mais importantes e presentes no cotidiano das organizações.

14 de jan. de 2011

Tecnologia e Trabalho

Contrato de trabalho na era da tecnologia

Texto de Alan Balaban Sasson, publicado no Valor Econômico em 14/01/2011

Não resta qualquer dúvida que os meios tecnológicos estão presentes no cotidiano da relação empregado e empregador. Inconcebível em pleno século XXI imaginarmos qualquer relação de emprego que não tenha algum meio eletrônico ou digital que controle ou que esteja vinculado ao trabalho.

Dessa forma, nessa era da tecnologia, os requisitos clássicos que caracterizam a relação empregado/empregador, quais sejam, a pessoalidade, a onerosidade, a habitualidade e a subordinação - que estão em vigor graças ao artigo 3º da CLT - ganham novas nomenclaturas.

A pessoalidade torna-se cibernética no momento em que o intuito "personae" é feito através de sistemas informáticos. Atualmente, diversos empregados laboram em suas casas e/ou em centros de trabalhos alheios às empresas e realizam normalmente suas tarefas. Nessa toada, tem-se que suas respectivas identidades são validadas por programas específicos - login e logoff - e em casos mais avançados, por telebiometria.

Dessa forma, o antigo conceito de pessoalidade, que era compreendido por trabalho realizado por certa e determinada pessoa, passa por uma nova leitura e encontra nos meios tecnológicos uma nova interpretação.

O mesmo ocorre com o requisito da onerosidade, uma vez que o pagamento de salário em espécie é regramento antigo nos moldes das empresas. Atualmente, os salários são pagos por meio eletrônico e são compensados por sistemas informáticos que avisam os empregados da existência de valores em suas contas e o exato dia que foi realizado o depósito. Cria-se, assim, a onerosidade eletrônica.

Importante destacar que diversas empresas validam seus pagamentos por meio eletrônico enviando o valor do salário e a descriminação de cada verba aos seus empregados. O empregado, por sua vez, aceita o pagamento e tem ciência das parcelas, "assinando eletronicamente" os comprovantes por meio de certificação digital.

O requisito da habitualidade virtual é facilmente identificado. É premissa de que em qualquer relação de emprego exista contrato válido, assinado pelas partes, com cláusulas especificas relacionadas à forma da prestação de serviço. Quando os contratos são tácitos, as regras devem ficar claras para as partes.

Os requisitos da relação de emprego estão hoje pautados pela tecnologia

Se o trabalho é feito utilizando meios informáticos ou eletrônicos, importante que exista cláusula no contrato de trabalho que mencione de forma objetiva como se dará a relação entre empregado e empregador. Diante disso, com a realização da atividade normal do trabalho - por meios tecnológicos - a habitualidade virtual estará comprovada.

Por fim, o principal requisito da relação de emprego - e atualmente o mais polêmico - é a subordinação. A doutrina clássica divide a subordinação em social, técnica e jurídica, sendo essa última distinguida em subjetiva e objetiva.

Entretanto, analisando a nova relação de emprego - emprego na sociedade de informação - verificamos que todas as classificações foram mitigadas pela virtualização. Dessa forma, encontramos na subordinação virtual a possibilidade do empregado ser fiscalizado de forma remota pelo seu empregador e em alguns casos, por incrível que pareça, quem exerce a subordinação virtual não é o empregador e sim a própria máquina.

Nessa modalidade, as partes devem estar resguardadas em seus direitos. A elaboração de regimento interno com políticas de usos dos meios tecnológicos das empresas é ferramenta fundamental para garantir aos empregados e empregadores direitos e deveres recíprocos e manter a boa ordem no pacto laboral.

O desrespeito às normas internas da empresa viabiliza a rescisão do contrato de trabalho por justa causa. Da mesma forma, se o empregador não cumprir com as cláusulas contratuais, poderá sofrer a justa causa patronal.

Vale destacar decisão recente do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) - TRT-PR-02963-2005-002-09-00 -4-ACO-00265-2007 - que considera correio eletrônico corporativo e programas de envio de mensagens instantâneas (MSN, Yahoo Messenger e similares) como ferramentas de trabalho para fins de facilitar a comunicação virtual entre empregados e clientes. Com essa visão, o Tribunal deixa claro que essas ferramentas tecnológicas não se encontram protegida pela garantia de sigilo, nem de inviolabilidade, até mesmo porque, não raras vezes, sofrem acentuado desvio de finalidade, mediante a utilização abusiva ou ilegal. É, então, lícita sua monitoração pelo empregador, bem como sua eventual utilização como prova referente a atos ilícitos praticados pelo empregado.

Assim, os novos requisitos da relação de emprego, nessa era em que vivemos, encontram-se pautados na tecnologia aplicada ao trabalho. Dessa forma, empregados e empregadores deverão estar atualizados e a legislação deverá ser interpretada de maneira menos dogmática, para adequar a realidade às novas modalidades de trabalho e aos novos conceitos tecnológicos.

18 de abr. de 2010

Os males da Grande Rede

10 coisas que foram eliminadas ou arruinadas, pela Internet (e 5 que escaparam)

Fonte: Yahoo Tecnologia

Para alguns, a internet é "matadora" - literalmente. Dos jornais e páginas amarelas à privacidade e contato pessoal, a rede já foi acusada de assassinar, eviscerar, arruinar e obliterar mais coisas do que o Incrível Hulk. Algumas acusações são mais verdadeiras que outras, mas a rede com certeza já fez um bom número de vítimas.

A seguir, dez coisas que foram praticamente extintas por ela, e cinco que ainda sobrevivem

1. Confiança nas enciclopédias

Quando eu era um garoto, se algo estava na Enciclopédia Britânica era verdade. Agora - graças à Wikipedia - ter "conhecimento enciclopédico" sobre determinado tópico não é tão impressionante quando você leva em conta que há boa chance de que o que você pensa que sabe foi inventado por um moleque de 12 anos. Depois que um estudo elaborado em 2005 pela revista britânica Nature mostrou que a Wikipedia e a Britânica são igualmente imprecisas, a fé nas enciclopédias despencou. A Britânica atacou o estudo, dizendo que sua metodologia tinha "falhas mortais", mas era tarde demais.

Também morreu: a confiança em estudos sobre as enciclopédias.

2. Discussões na mesa de bar

Antigamente era possível matar muitas horas, e ainda mais neurônios, tomando cerveja e discutindo sobre trivia obscura. Quem foi o melhor jogador, Maradona ou Pelé? Em uma disputa mano-a-mano, quem ganharia: Robinho ou Garrincha? Agora, sempre que um fato é questionado, alguém puxa um smartphone e faz uma busca no Google, ou uma consulta ao Wolfram Alpha, e solta uma análise estatística completa sobre o tema. Qual a graça disso?

3. Aquela paixão do passado

Não importa qual o estado do seu relacionamento atual, sempre era possível escapar por alguns minutos sonhando com as paixões que se foram. Em sua mente, elas continuam tão irresistíveis quanto décadas atrás, quando eram o capitão do time de futebol ou a líder das jogadoras de vôlei. Mas agora todo mundo está no Facebook. E adivinha só? Se as fotos forem atuais, estas pessoas estão tão velhas, e gordas, quanto você.

A boa notícia? Talvez você não se importe. Há uma razão para o Facebook ser apontado como um dos motivos para 20% dos divórcios nos EUA no ano passado. E tenha cuidado com quem você reencontra: pesquisadores britânicos notaram um aumento significativo no número de doenças sexualmente transmissíveis entre a população inglesa graças em parte ao, dizem eles, aumento no número de encontros arranjados através de redes sociais.

4. Discussões civilizadas

A prática de "discordar respeitosamente" está praticamente morta, graças à internet. Falta de educação e ofensas evoluíram para verdadeiras formas de entretenimento, e sites inteiros são dedicados apenas a documentar as discussões mais acaloradas, conhecidas como "flame wars". E embora seja possível encontrar alguns fóruns de discussão e comunidades que encorajam as boas maneiras e penalizam quem ofende, estas estão se tornando incrivelmente raras.

Não concorda? Então vai pros comentários que eu vou te quebrar, palhaço!

5. Ouvir um disco inteiro

Você se lembra de colocar Dark Side of the Moon no toca-discos ou Graceland no CD Player? Seus filhos não vão se lembrar. Não só a idéia de música entregue em uma mídia física parecerá totalmente ultrapassado, como todo o conceito de "álbum" (sem falar em "álbum conceitual") passará batido por eles. Ao longo da década passada, as vendas de álbums completos nos EUA, mesmo em versões digitais, caíram 55% para chegar a apenas US$ 400 milhões em 2009, de acordo com o Nielsen Soundscan. Durante o mesmo período, as vendas de faixas individuais foram de zero para quase US$ 1.2 bilhão.

O iTunes da Apple e as redes de compartilhamento de arquivos destruíram completamente a noção de ouvir mais de uma música de determinado artista de cada vez. "Pai, como você fazia antes da Apple inventar o Shuffle? Caramba, como você é velho!"

6. Perícia

Antes da internet, se você quisesse ser considerado um perito em determinado assunto precisaria ter experiência e qualificação na área. Agora tudo o que é preciso é de um blog e uma quantidade suficiente de cara-de-pau. Por exemplo, em uma pesquisa recente conduzida pela PR Week, 52% dos blogueiros se consideravam "jornalistas". Talvez porque se considerar um mero "digitador" não é tão impressionante.

7. A reputação da Nigéria

Houve um tempo em que a Nigéria era uma nação soberana na África cujo principal produto de exportação era o petróleo. Agora, seu principal produto parecem ser mensagens de e-mail falsas procurando otários dispostos a ajudar ex-ministros a roubar milhões de dólares. O nome do país ficou tão associado a estas mensagens que elas ficaram conhecidas como "Golpe 419" (419 Scam), por causa da seção do código-penal nigeriano que violam.

Mas nós temos um meio para consertar a reputação nigeriana. Vamos divulgá-lo assim que alguém de lá depositar US$ 35 milhões em uma de nossas contas numeradas na Suíça.

8. Ortografia

Você pode culpar o crescimento das mensages de texto, o Windows Live Messenger ou mesmo o Twitter pela morte do bom português (e inglês, e muitos outros idiomas), embora padrões menos rigorosos de qualidade adotados por blogueiros também tenham sua parcela de culpa. Será que o último revisor a sair pode "apagah as lus", ops, "apagar as luzes"?

9. Celebridades

Nos velhos tempos uma pessoa precisaria ser muito bonita ou talentosa para ser famosa. Agora, graças aos "reality shows", vídeos virais e redes sociais, quão mais gorda e imbecil ela for, melhores as chances de se tornar conhecida; Por exemplo, seus últimos 17 filmes podem ter sido uma droga (Kevin Smith, estamos falando com você), mas se você tem mais de 1.6 milhões de seguidores no Twitter, quem se importa? De fato, a batalha do rotundo diretor com a American Airlines após ele ter sido retirado de um vôo por ser gordo demais com certeza foi melhor que filmes como "Cop Out".

10. Sexo

Era algo misterioso e excitante. Para ver dois estranhos em pleno ato era preciso ir a um cinema pornô ou se tornar um voyeur. Agora a pornografia está em toda a parte, e novos vídeos de sexo com "celebridades" aparecem na rede a cada poucas semanas (felizmente, nenhum deles com o Kevin Smith). Qualquer um que tenha visto mais do que cinco minutos de "1 Night in Paris" está mais familiarizado com a anatomia da Srta. Hilton do que o ginecologista dela. Sim, sexo é cada vez mais abundante, graças à internet. Mas sabem o que ele não é mais? Sexy.

Cinco coisas que a internet não matou ou arruinou

1. Fé cega

Era de se esperar que a implosão das .com tivesse ensinado alguma coisa às pessoas. Mas estávamos errados. A fé cega nas novas tecnologias se mudou para as mídias sociais, e ultimamente anda junto com o iPad, da Apple. "Vai mudar sua vida!". Claro....

2. A confiança na "sabedoria das multidões"

Só não sabemos ainda o porquê. Qualquer um que já tenha usado sites como o Digg, Reddit ou mesmo Google sabe que as coisas mais populares na Internet são raramente as melhores. No final das contas, as multidões não são melhores que os indivíduos. São só mais barulhentas.

3. Lojas "de verdade"

As boas e velhas lojas "de verdade" ainda estão conosco, apesar dos esforços da Amazon, Buy.com e similares.

4. Disfarces

A internet permite que as pessoas se reinventem de formas que nunca seriam possíveis no mundo real. Você pode ser um gordo de 40 anos que não consegue mais ver os dedões do próprio pé há uma década, mas seu avatar no Second Life é um garotão sarado. Com pele azul e um rabo.

5. Chuck Norris

Só Chuck Norris é poderoso o suficiente para matar Chuck Norris, e ainda assim ele se replicaria automaticamente.

24 de mar. de 2010

Taxonomia XBRL

Contador terá programa internacional para envio de relatórios

por FinancialWeb (22/03/2010)

A tecnologia, batizada de taxonomia XBRL, automatiza processo de divulgação de relatórios contábeis

O Instituto Internacional de XBRL aprovou o uso do programa taxonomia XBRL (na sigla em inglês: Extensible Business Reporting Language) no Brasil. A tecnologia, criada por um contador americano em 1998, permite a automação do processo de divulgação de envio e recepção de relatórios contábeis de pequenas, médias ou grandes empresas.

Por meio do programa, as informações contidas nos relatórios são convertidas à tecnologia XBRL, sem que haja alteração no conteúdo enviado aos órgãos reguladores. Além de ser compatível com qualquer sistema. As informações são do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

O presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, está otimista quanto a agilidade no processo de implantação, que será coordenado pela Câmara Técnica. Há dois anos, o CFC e o professor Edson Luiz Riccio, coordenador do Laboratório de Tecnologia e Sistemas de Informação da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (TECSI) da USP, já vêm trabalhando na implementação do XBRL. Com a validação, o Brasil já tem autorização para iniciar o seu próprio processo.

De acordo com Carneiro, a linguagem padrão do XBRL é uma tecnologia irreversível para os relatórios contábeis e financeiros no mundo. "A intenção, a partir de agora, é definir, por meio de um grupo de trabalho estratégico, as ações a serem desenvolvidas neste ano e também a participação de novos parceiros no processo", afirmou Carneiro, em comunicado. Neste ano, o CFC pretende apoiar um evento sobre o tema a ser realizado em São Paulo. Além disso, o Conselho participará, em abril, do Congresso Mundial do XBRL em Roma, onde reivindicará que o Brasil seja a próxima sede do evento em 2012.

30 de jan. de 2010

Organização e controle de Finanças Pessoais

Programas gratuitos para organizar suas finanças

Entra ano e sai ano, a promessa é a mesma. Equilibrar as contas. Para terminar o ano de 2010 no azul, não adianta fazer simpatias e orações na passagem do ano. É preciso muita disciplina com os gastos e organização no orçamento.
E a tecnologia pode ajudar nessa empreitada. Há programas que facilitam a vida de quem quer sanar dívidas, verificar a movimentação da conta bancária e identificar os gastos que podem ser cortados. E o melhor de tudo: são todos gratuitos.
Veja cinco opções de aplicativos que podem auxiliar no controle das finanças.

1) FinanceDesktop
Fabricante: MYFRECOMM
www.financedesktop.com.br
Compatibilidade: Windows
Idioma: Português
Este aplicativo importa dados bancários via internet e cria um relatório com toda a movimentação das contas. É possível, inclusive, gráficos para mostrar a relação entre o custo fixo e o salário no mês.
Para o usuário não esquecer nenhuma conta ou compromisso, o FinanceDesktop oferece uma espécie de agenda, na qual podem ser incluídas as datas de pagamento de todas as contas. No dia determinando, o software dispara e-mails com os lembretes para a quitação.
Para usar o programa, é necessário realizar um cadastro simples no site do desenvolvedor, a MyFreeComm. Em seguida, a empresa envia por e-mail a chave de ativação do software. Quando for utilizar o programa, o usuário deve digitar o login e a senha e, depois, a chave de ativação. Todos os dados apresentados são criptografados, garante o fabricante.
O software requer uma conexão de internet ativa, já que vários dados e até notícias são carregados automaticamente pelo programa.

2) GNUCash
Fabricante: GNU
www.gnucash.org
Compatibilidade: Windows, Mac OS X, Solaris e com todos os sistemas GNU/Linux
Idioma: Inglês, Alemão e Português
Este aplicativo facilita o controle de contas bancárias, ações e investimentos, receitas e despesas. Permite usar contas em diferentes bancos, fazendo o cruzamento de informações e simular transferência entre contas com um clique.
Gera relatórios e importa arquivos do programa de finanças pessoais Quicken, permitindo o compartilhamento e a portabilidade dos dados.

3) Hábil Pessoal
Fabricante: Koinonia Software
www.habilpessoal.com.br
Compatibilidade: Windows
Idioma: Português
Voltado para quem tem mais de um cartão de crédito, várias contas a pagar e diversas contas em bancos, o Hábil é dividido em módulos.
O software gera gráficos e relatório sobre o dia a dia da vida financeira e mostra até um índice de endividamento do usuário. O aplicativo, que roda em Windows, conta com uma agenda para a anotação de tarefas e datas importantes.

4) Orçamento Mensal Pessoal
Fabricante: Microsoft
www.microsoft.com/brasil
Compatibilidade: Windows
Idioma: Português
Elaborado pela própria Microsoft, o programa é na verdade uma planilha Excel 2007 já padronizada para relacionar receitas e débitos. Sua formatação já inclui os itens que respondem pelos principais gastos, como moradia, alimentação e transporte.
A planilha permite fazer um balanço entre os valores projetados e os realizados para cada item da lista. Para alertar os usuários, quando o resultado dos gastos é negativo, uma bolinha vermelha aparece ao lado dos valores.

5) Personal Finances Free
Fabricante: Alzex Software
www.financessoftware.com
Compatibilidade: Windows
Idioma: Inglês, Alemão, Espanhol e Português
Este programa permite controlar o fluxo de caixa e registrar transferências bancárias. Muito intuitivo, o software conta com uma divisão por cores, destacando as despesas e valores a receber. Com ajuda de um gráfico, o usuário pode ver quanto gasta com cada item.
É possível saber, por exemplo, qual é a porcentagem de seu dinheiro que vai para o posto de gasolina ou para o supermercado. Não é possível exportar os dados para uma planilha de Excel. O software é compatível apenas com o formato PDF.

Fonte: Portal Época Negócios


13 de set. de 2009

Formação e tecnologia no exercício profissional contábil

Escritórios de contabilidade investem em formação e tecnologia
Valor Econômico (10 set. 2009)
Por Adriana Aguiar

A transição da escrituração fiscal e contábil do papel para arquivos digitais - Sped Fiscal e Contábil - exige também mudanças na formação e no modo de agir dos contabilistas, que passaram a ter ainda mais responsabilidades sobre as informações geradas pelas empresas e transmitidas ao fisco. "O profissional deixará de ser um funcionário apartado da empresa para passar a atuar diretamente na gestão da companhia", diz o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento (Sescon) no Estado de São Paulo, José Maria Chapina Alcazar.
Para Homero Rutkowski , representante do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) no projeto do SPED, "essas exigências criaram um novo paradigma que traz consigo uma nova forma de repensar a profissão". Isso porque as mudanças dão maior responsabilidade ao contabilista perante o fisco, que deverá conferir as informações transmitidas de forma eletrônica com muito mais facilidade e agilidade.
Para se qualificarem para essa nova realidade, diversos contabilistas têm frequentado palestras em suas entidades de classe. Em agosto, cerca de mil profissionais participaram dos seis eventos realizados pelo Sescon sobre o Sped Fiscal e Contábil e a Lei nº 11.368, que obriga as companhias a se adaptarem às normas contábeis internacionais. "O profissional que não se atualizar ficará excluído desse novo mercado de trabalho", afirma Chapina.
Além do investimento pessoal, os escritórios de contabilidade também terão que investir em tecnologia, segundo o consultor tributário do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo (Sindcont-SP), Henri Paganini. As mudanças trarão, em um primeiro momento, problemas para as pequenas e médias empresas, que não têm recursos disponíveis para investimentos em equipamentos. "Isso deve gerar uma procura maior pelos grandes escritórios, que já contam com uma estrutura mais consolidada. Mas aos poucos os pequenos e médios vão se adaptar à nova realidade", diz.

16 de abr. de 2009

Setor contábil lucra com entrada no filão de TI

As consultorias e auditorias do ramo contabilista encontraram, no setor de tecnologia da informação (TI), uma nova oportunidade de negócio, ao começarem a implementar divisões para desenvolver softwares específicos para o segmento contábil, já que a implantação do pacote do Sistema Público de Escrituração Contábil (SPED) tem gerado uma forte demanda de reestruturação tecnológica por parte das empresas. O negócio está tão aquecido que, em alguns casos, a demanda de contratos em consultorias contábeis já aumentou 15% este ano.Há cerca de 20 anos, a Seteco Contabilidade, prestadora de serviços de terceirização contábil, percebeu que os processos internos da própria empresa precisavam ser informatizados e, como não encontrou uma solução compatível no mercado, passou a produzir seu próprio software através da Asplan Sistemas, uma empresa do grupo Seteco que foi criada para cuidar exclusivamente de plataformas tecnológicas na área contábil. "A Seteco sempre teve desenvolvimento próprio, por isso criamos a Asplan", explicou Marcia Alcazar, diretora da Seteco.No mesmo período, a Seteco detectou que seus clientes também necessitavam de um apoio tecnológico, pois não tinham nenhum sistema que os ajudasse a compilar as informações que precisavam ser passadas à contabilidade. "Na maioria das pequenas e médias empresas brasileiras, não encontrávamos uma boa estrutura de tecnologia. Hoje o empresário precisa fazer a opção por um sistema integrado de gestão, se não ele vai passar por dificuldades para atender as novas exigências do governo", explicou a executiva.Percebendo a carência -de seus clientes e de outras empresas de contabilidade- de sistemas que gerissem essas informações contábeis, a Asplan passou a comercializar seus softwares a este mercado, o que acabou se tornando em um grande negócio. "A Seteco viu que os sistemas já estavam avançados e, percebendo a carência do mercado, passamos a comercializar nossos produtos. Hoje, temos sistemas específicos para contabilidade, comércio, indústria, serviços e entidades de classe", explica Fernando Alcazar, diretor da Asplan.Atualmente, a Asplan tem cerca de 50 funcionários diretos e atende cerca de 400 CNPJs, o que significa cerca de 15 mil usuários. De acordo com Fernando, a expectativa da empresa é crescer 40% este ano, um grande avanço se comparado aos 25% registrados no ano passado. "A chegada do pacote SPED, imposto pelo governo, gerou um incremento de 15% nos nossos contratos desde o início deste ano", explicou o executivo.A Terco Grant Thornton consultoria e auditoria contábil criou, em outubro do ano passado, uma divisão que oferece serviços de consultoria contábil, que auxilia as empresas na implantação de sistemas de gerenciamento para atender à demanda do SPED. "Capacitamos cerca de 80 profissionais que já estavam dentro da nossa estrutura para prestar este serviço", explicou Wanderlei Ferreira, sócio da Terco Grant Thornton.AjusteA Confirp Consultoria Contábil, por exemplo, percebeu a necessidade de ajustar os seus sistemas para conseguir atender às solicitações do pacote SPED e também às de seus clientes e, por isso, passou a produzir, entre os anos de 2007 e 2008, softwares específicos para otimizar todos os proce-dimentos contábeis da empresa.Richard Domingos, diretor executivo da Confirp, explica que um dos primeiros softwares criados pela companhia foi o Trabalhista On Line, que é um programa de relacionamento para gerir a folha de pagamentos do cliente conectado com a Confirp. "Com os órgãos públicos cada vez mais tecnológicos, sentimos uma grande pressão do governo para a informatização do setor. Estamos sendo obrigados a mudar a forma de fazer contabilidade", explicou o executivo.Domingos afirma que o sistema Trabalhista On Line permite a completa transação de informações via internet, evitando desperdício de tempo, de papel e de mão de obra intelectual tanto para a Confirp como para seus clientes. "Não existe mais transição de papel nesta área, disponibilizamos as informações para o cliente via web", disse.De acordo com o executivo, a área de tecnologia gera contratos de fidelidade para a empresa, pois se o cliente faz opção por seus serviços de consultoria contábil, ele não cobra a parte de tecnologia. "Se o cliente me contrata como contador, eu não cobro pela consultoria tecnológica, criando contrato de fidelidade", disse o executivo, que desta maneira, conseguiu aumentar sua receita em cerca de 5% no ano passado. Em 2008, a Confirp faturou um montante de R$ 11 milhões e tem a expectativa de registrar, no fim, deste ano, cerca de R$ 13 milhões, além de investir R$ 1,5 milhão em tecnologia."Neste ano, investiremos em hardware, software, treinamento de pessoal e na ampliação de infraestrutura de rede", explicou o executivo. Hoje, cerca de 16% do quadro de funcionários da Confirp é composto por profissionais de tecnologia.SpedO pacote do SPED, que vem sendo discutido pelo governo desde 2004 e que só foi oficializado pelo governo este ano, propõe a virtualização de todo o sistema contábil do País, para evitar fraudes, permitindo que o governo controle todas as informações das empresas em tempo real com o objetivo de diminuir a possibilidade de corrupção.O projeto inclui três diferentes sistemas: Nota Fiscal Eletrônica, Escrituração Fiscal Digital e Escrituração Contábil Digital. De acordo com Marcia Alcazar, que além de diretora da Seteco é membro do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), por enquanto, apenas as empresas selecionadas pelo governo devem entregar suas informações virtualmente dentro dos três projetos inclusos no SPED. A tendência, porém, é de que, até o 2010, todas as companhias do País que tenham seu faturamento na moeda real entreguem suas informações contábeis virtualmente, para serem processadas pelo SPED.
Fonte: DCI
“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)