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3 de fev. de 2021

Divulgação: Conferência SulAmericana de Contabilidade Ambiental.

Divulgamos a chamada de trabalhos para a VII Conferência SulAmericana de Contabilidade Ambiental. 

A CSCA tem por objetivo estimular a produção e discussão de pesquisas científicas sobre a interação das empresas com o meio ambiente natural e a sociedade, de forma a incentivar o desenvolvimento sustentável.

A VII edição será 100% online, em função do cenário de pandemia que nos atinge no momento. Além da questão da pandemia considerou-se como uma oportunidade para que sua realização afete o menos possível o meio ambiente.

Os temas para submissão de trabalhos envolvem os Aspectos Econômicos e Financeiros da Gestão Ambiental; Evidenciação e relatórios de sustentabilidade; Finanças sustentáveis; Educação para a sustentabilidade; Saúde, bem-estar e desenvolvimento econômico; e Tópicos Contemporâneos.

A organização da 7ª edição do CSCA tem recebido apoio de periódicos parceiros e, assim, artigos selecionados e apresentados na conferência que obtiverem destaque poderão ser convidados para processos de fast track por uma das revistas parceiras (veja a relação em nosso site).

Mais informações em: www.csca.net.br e/ou no e-mail csca_2021@facc.ufrj.br

13 de jun. de 2017

Capital Natural e Metas de Desenvolvimento Global

O Laboratório de Modelagem de Sistemas Contábeis (LMSC) da FACC/UFRJ convida para um evento sobre Meio Ambiente, no mês em que comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente. 

Evento: Palestra “Capital Natural e Metas de Desenvolvimento Global”
Palestrante: Jimmy Greer também é o Senior Manager - Business Focus da ACCA - Association of Chartered Certified Accountants e também membro do ISAR - UNCTAD.

Quando: 27 de Junho de 2017 (terça-feira)

Hora: 16h

Onde: Casa da Ciência - Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da UFRJ (Campus Praia Vermelha - Rua Lauro Muller, nº3).

Inscrições e infos: lmsc@facc.ufrj.br

22 de mar. de 2017

Concurso de Monografias - Academia Nacional de Economia

Divulgação:
1º Concurso de Monografias da Academia Nacional de Economia – ANE
Idealizado e instituído pela Academia Nacional de Economia - ANE, o seu 1º Concurso de Monografias, com periodicidade anual, tem por finalidade identificar problemas, propor soluções, estimular a pesquisa e contribuir para o desenvolvimento do conhecimento humano nas áreas das ciências econômicas, políticas e sociais.

Tema geral do concurso: A Economia Verde

Subtemas para as monografias:
1 - A Atualização do Direito Tributário frente a Economia Verde
2 - Economia Verde e Desenvolvimento Sócio econômico
3 - A Economia Verde e o Desenvolvimento de Cidades Inteligentes
4 - A Mudança de Comportamento dos Agentes Econômicos na Transição para a Economia Verde
5 - Economia Verde e os Novos Padrões de Produção, Distribuição e Consumo
6 - Economia Verde: Desafios e Oportunidade de Novos Negócios
7 - A Economia Verde e as Necessidades de Adaptações Jurídicas, Tecnológicas e Sociais
8 - A Amazônia e a Economia Verde

Maiores informações e inscrições: http://www.academia-ane.org/detalhes.asp?id=1&programacao=12 

17 de nov. de 2016

Conferência Sulamericana sobre Contabilidade Ambiental

V Conferência Sulamericana sobre Contabilidade Ambiental (CSCA)

 A Vª Edição do CSCA ocorrerá na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de Brasília, em Brasília, Distrito Federal, Brasil, de 29 a 30 de junho de 2017. 
O evento pretende fomentar as discussões sobre a terminologia deste campo de conhecimento, buscando aprofundar pesquisa sobre reconhecimento, mensuração e accountability dos elementos sociais e ambientais que impactam o resultado econômico das entidades, tendo como tema: Valores Humanos e Consumo Sustentável. 

Áreas temáticas:
1- Mensuração e evidenciação de eventos socioambientais (relatórios de sustentabilidade, etc.)
2- Contabilidade e Direito Ambiental (contabilização, tributação, finanças, instrumentos regulatórios, certificações, etc.)
3 - Controladoria Socioambiental (custos ambientais, gestão ambiental, ferramentas para gestão sustentável, avaliação de impacto ambiental, indicadores socioambientais, etc.)
3 - Contabilidade e Economia Socioambiental (métodos de valoração ambiental, equilíbrio e mercado, bens públicos e externalidades, etc).
4 - Auditoria e perícia socioambiental (auditoria no âmbito das práticas do meio ambiente, controle interno e riscos, técnicas e procedimentos de auditoria ambiental, passivos ambientais, laudos e pareceres, danos e multas, etc.)
5 - Ética, Responsabilidade Socioambiental e Governança Corporativa (ética, transparência e sustentabilidade, etc.)
6 - Educação e Sustentabilidade (práticas de ensino em sustentabilidade, etc.)
7 - Temas Contemporâneos (segurança ambiental, políticas públicas, etc.)

Confiram a chamada e as diretrizes para submissão de trabalhos visitando o site oficial do evento: http://soac.unb.br/index.php/CCS2017/ccs2017 

As datas importantes do evento são:
01/11/2016 - Abertura da submissão de trabalhos
01/11/2016 - Abertura das inscrições
14/04/2017 - Fechamento da submissão dos trabalhos
15/05/2017 - Divulgação do resultado da avaliação dos trabalhos

-- Fechamento das inscrições:
Para participantes com trabalho aprovado: 30 de maio de 2017 
Para participantes sem trabalho aprovado: 25 de junho de 2017 
29/06/2017 - Abertura do evento
30/06/2017 - Encerramento do evento

13 de jan. de 2015

CSEAR South America

Divulgação de evento: Conferência Internacional de Contabilidade Ambiental (CSEAR South America), CSEAR IV 2015

Evento: IV CSEAR South América 

Onde: Salvador, Bahia

Quando: 29 a 30 de junho de 2015

Tema: Contabilidade para sustentabilidade: este é o caminho?

Objetivo: fomentar as discussões sobre a terminologia deste campo de conhecimento, buscando aprofundar pesquisa sobre reconhecimento, mensuração e accountability dos elementos sociais e ambientais que impactam o resultado econômico das entidades.


Chamada e as diretrizes para submissão de trabalhos: http://www.csear.ufba.br/index.html. 

Datas importantes:

01/11/2014 - Abertura da submissão de trabalhos
01/11/2014 - Abertura das inscrições 
15/03/2015 - Encerramento da submissão dos trabalhos
15/04/2015 - Divulgação do resultado da avaliação dos trabalhos
Encerramento das inscrições: 
- Para participantes com trabalho aprovado: 30/04/2015
  - Para participantes sem trabalho aprovado: 30/05/2015 
  29 e 30/06/2015 - Realização do Evento.

Comissão Organizadora:
Profa. Dra. Aracéli Cristina de Sousa Ferreira - UFRJ
Prof. Ms. Antônio Carlos Ribeiro da Silva - UFBA
Prof. Dr. José Célio Silveira Andrade - UFBA
Profa. Dra. Maísa de Souza Ribeiro - FEA-USP
Profa. Dra. Sonia Maria da Silva Gomes - UFBA
Profa. Dra. Fátima de Souza Freire- UnB

18 de jun. de 2014

XVI ENGEMA

O Encontro Internacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente (ENGEMA) é um evento anual que tem como objetivo reunir pesquisadores, profissionais, empresários e gestores públicos e privados envolvidos em novas abordagens em gestão ambiental nas empresas. 

O que: XVI ENGEMA
Tema: Inovação e sustentabilidade: um desafio para enfrentar as mudanças climáticas e seus impactos planetários
Onde: São Paulo, FEA/USP 
Quando: 01, 02 e 03 de dezembro de 2014

Datas Importantes:
Até 08/08/2014 – Encerramento das submissões de artigos e casos
Até 29/08/14 - Submissão de projeto para Consórcio Doutoral
15/09/2014 – Divulgação dos resultados dos trabalhos aprovados
01/09/2014 – Abertura das Inscrições
25/11/2014 – Encerramento das inscrições
01/12/2014 – Abertura do Evento
02 e 03/12/2014- Desenvolvimento de atividades e encerramento


11 de mai. de 2014

Bolsa de valores ambientais

Quem não descobre coletando dados, não descobre mais nunca! Coletar dados é vida! Sou pela pesquisa em frontes primárias hoje e para sempre!

Na busca por informações de natureza fiscal nas homepages oficiais dos municípios desse meu Brasil varonil, descobri uma cooperativa de trabalho dos catadores de materiais recicláveis, a Jacareí Recicla, que efetuou negociação de créditos ambientais por meio da Bolsa Verde do Rio de Janeiro.

O que descobri na verdade é que temos uma Bolsa de Valores Ambientais, a BVRio!

A BVRio é uma instituição que tem por objetivo criar e operar mercados de ativos ambientais como meio de promover a economia verde no Brasil.

A BVRio é uma bolsa de valores ambientais de abrangência nacional idealizada em conjunto com o setor empresarial, setor público e terceiro setor, a partir da visão de que mecanismos de mercado são instrumentos eficientes de execução de políticas públicas ambientais e de desenvolvimento sustentável.

A BVRio tem duas atividades principais: desenvolver mecanismos de mercado para serviços e ativos ambientais e prover e operar uma plataforma de negociação para estes ativos

Com estas atividades a BVRio gera liquidez e promove o uso de mecanismos de mercado que, por sua vez, facilitam o cumprimento de legislações ambientais e a adoção de políticas públicas relacionadas ao meio ambiente.


Matéria interessante relativa ao assunto: BVRio abre registro para mercado de Ativos Ambientais



28 de set. de 2011

Seguro de crédito de carbono


A Contabilidade ainda não definiu a natureza contábil dos créditos de carbono, mas o mercado está na frente e já tem opção de fazer seguro das receitas a serem obtidas com a venda dos créditos!

Seguro de crédito de carbono chega ao Brasil

Texto de Thais Folego publicado no Valor Econômico - 28/09/2011

Em parceria com a Munich Re, maior resseguradora do mundo, a Fator Seguradora está lançando um seguro para projetos de crédito de carbono e instrumentos de redução de gases de efeito estufa. A apólice cobre a perda de receita caso o projeto não gere os créditos de carbono previstos e comercializados.

O Brasil é o terceiro país com o maior número de projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), instrumento criado pelo Protocolo de Kyoto que traz a possibilidade de utilização de mecanismos de mercado para que os países desenvolvidos possam cumprir seus compromissos de redução de emissão de gases de efeito estufa. Nele, países emergentes podem, voluntariamente, desenvolver projetos de redução de emissão (conhecidos como "crédito de carbono") para posterior venda dessas reduções para países desenvolvidos.
"São projetos caros que geralmente precisam de financiamento. Um seguro que garante a receita desse projeto vai melhorar a aceitação do financiamento", afirma André Gregori, presidente da Fator Seguradora. Ele lembra que, no ano passado, foi aprovada no Brasil a lei que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima, que deve impulsionar a realização desses projetos. Na política, o país assume meta para reduzir entre 36,1% a 38,9% suas emissões de gases de efeito estufa até 2020, com ações no âmbito federal, estadual e municipal por entidades públicas e privadas.
"Além disso, a maioria dos bancos mundiais exigem projetos de captura de CO2 para conceder financiamento para obras de infraestrutura", ressalta Gregori.
A apólice indeniza a perda de receita de projetos de redução de gases numa eventual ineficiência ou dano físico do projeto, insolvência do fornecedor ou do comprador dos créditos, além de problemas provenientes de variação climática. Gregori explica, porém, que o risco de eventos naturais é uma cobertura extra, que pode ser incluída na apólice. Ele explica que o preço do seguro varia de acordo com o projeto de redução e com as coberturas contratadas, mas varia, em média, entre 2% a 5% do valor do projeto.
"Este não é um produto de prateleira, ele é montado de acordo com a particularidade de cada operação", explica Tânia Amaral, superintendente de riscos financeiros da Munich Re. A resseguradora já comercializa o produto em outros países e tinha o interesse de trazer a cobertura para cá por conta do Brasil ser um dos países que podem desenvolver instrumentos de redução de gases.
O Brasil possui 499 projetos do tipo, equivalente a 6% dos 7.742 projetos espalhados pelo mundo, segundo dados de junho deste ano do Ministério da Ciência e Tecnologia. Isso coloca o país no terceiro lugar em número de projetos de MDL no mundo. A China é a líder do ranking, com 3.056 projetos (39%) e, em segundo lugar, a Índia com 2.098 projetos (27%).
O lançamento do produto faz parte da estratégia de diversificação do portfólio da seguradora, que trabalha basicamente com seguros ligados a obras de infraestrutura. Há três anos, quando foi criada, a companhia atuava apenas com seguro garantia. Nesta ano, passou a atuar com seguro de engenharia, responsabilidade civil, riscos diversos de equipamentos, eventos e aeronáutico.

15 de set. de 2011

Passivo ambiental à vista!


Para quem ainda considera que Contabilidade Ambiental é sonho de pesquisadores contábeis visionários!!

Passivo ambiental criado pelo novo Código Florestal preocupa o setor

Matéria publicada no Valor Econômico - 15/09/2011

O novo Código Florestal, em tramitação no Senado, pode criar um passivo de R$ 30 bilhões para as empresas concessionárias de geração de energia [...]. Com base nas exigências da nova legislação, o Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico (FMASE) calculou esse valor levando em conta a obrigatoriedade de "aquisição, desapropriação ou remuneração por restrição de uso" de toda a Área de Preservação Permanente, conhecida como APP, em torno dos reservatórios de hidrelétricas construídas antes de 2001.
Para Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, a questão é muito preocupante, principalmente num momento em que o setor elétrico discute a renovação ou licitação de antigas concessões. "Muitas dessas hidrelétricas foram construídas quando não havia exigências ambientais tão rigorosas e quando eram feitos grandes reservatórios. Na hora de sua renovação, poderão surgir grandes exigências, como as que constam no Código Florestal", afirma.
Para ele, o custo de R$ 30 bilhões pode inclusive estar subestimado. Envolvendo custos tão elevados, essa discussão ambiental sobre hidrelétricas construídas antes de 2001 também poderá ter impacto sobre a eventual redução de preço da energia das concessões que expiram a partir de 2015. "Como é possível reduzir tanto o preço, se há um passivo ambiental grande a ser pago por algumas empresas?", questiona Pires.
Além disso, 2012 é ano de eleições municipais. "Muitas prefeituras têm aproveitado para negociar investimentos e a corrida eleitoral poderá criar novas pressões sobre a área ambiental e a necessidade de aplicação de mais recursos."
As concessionárias de energia dizem que o trecho do Código Florestal com essas exigências entrou no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) em cima da hora na Câmara, em maio, o que impediu a discussão do assunto. A Casa Civil e o Ministério de Minas e Energia já fizeram reuniões com executivos do setor elétrico para debater a nova legislação.

31 de ago. de 2011

Franquia de Serviços Contábeis

Criatividade! Viva a Contabilidade e suas possibilidades!

Contadores desenvolvem franquia

Texto de Lígia Torres - Valor Econômico – 31/08/2011

Dentro de dois meses aproximadamente, a NTW Contabilidade e Gestão Empresarial vai inaugurar no Brasil um novo segmento de rede de franquias. A primeira unidade franqueada do segmento de contabilidade e gestão, que vem se juntar às três unidades próprias que a NTW tem em Minas Gerais (Belo Horizonte, Ipatinga e Teófilo Otoni), deverá ser sediada em Brasília.

Até o final de 2011, mais duas outras franqueadas devem entrar em funcionamento em Recife (PE) e Manaus (AM). "Estamos em fase de análise de perfil dos pretendentes, pois queremos que os franqueados estejam alinhados aos princípios e valores que norteiam a atuação da empresa", diz Nathaniel José Vieira Pereira, diretor da NTW.

Desde o mês de abril, quando Nathaniel associou-se à Associação Brasileira de Franchising (ABF), até hoje, a NTW já conseguiu 170 empreendedores interessados na franquia, de cidades de diferentes Estados do Brasil.

"Comecei a me preparar para expandir por meio de franchinsing em 2007, quando conheci redes franqueadas de serviço de contabilidade na Inglaterra. De lá para cá, fui aperfeiçoando o modelo de gestão", afirma.

O interesse despertado para a expansão via franquia surpreendeu Nathaniel, ao mesmo tempo que comprovou a viabilidade de alcançar outra meta: ser a maior rede de franquias no país no prazo de quinze anos. "Há uma grande lacuna no segmento de contabilidade e de gestão empresarial, especialmente nos serviços dirigidos a empresas de pequeno porte", diz. A expectativa de crescimento para este ano é de 50% sobre o faturamento de 2010, que chegou a R$ 2 milhões.

A NTW existe desde 1989, mas foi no ano 2000 que Nathaniel decidiu montar uma estrutura física para ser sede da empresa. Em uma sala de 35 m2, ele e mais três funcionários começaram a atender clientes na cidade de Ipatinga. Paralelamente, ele tratou de buscar o aperfeiçoamento do conhecimento do ramo em uma universidade, como coordenador de um curso de Ciências Contábeis, sua formação acadêmica. Nos dois anos que ficou na academia conseguiu, além do aprendizado teórico, muitos contatos e parâmetros sobre estratégia de negócios que foram de grande valia para a aplicação prática junto ao seu negócio.

Com cerca de 450 clientes, a NTW tem como diferencial a junção dos serviços de contabilidade com os de gestão administrativa. Entre os 56 funcionários da empresa, há contabilistas, administradores de empresas e economistas para prestar a consultoria aos clientes.

"Os serviços de contabilidade são alinhados a outros aspectos da empresa, que são analisados com base em indicadores econômicos e financeiros desenvolvidos especificamente para aperfeiçoar a gestão empresarial do negócio", explica.

O referencial de gestão empresarial que a NTW passa aos clientes é aquele já comprovado em seus processos como de excelente qualidade, uma vez que a empresa foi vencedora do prêmio MPE Brasil 2010, depois de ter sido certificada, em 2008, com o padrão ISO 9001. "Somos a única organização contábil do Brasil a obter a certificação da qualidade e a ser premiada nacionalmente pelo MPE Brasil", orgulha-se o diretor da NTW.

No final de agosto, junto com os outros oito premiados do MPE Brasil, Nathaniel fez uma programação de troca de experiência e visitas a grandes empresas, como Natura e Gerdau, promovida pelos organizadores e promotores do prêmio - Fundação Nacional da Qualidade, Movimento Brasil Competitivo, Fórum Qualidade Produtividade e Competitividade, Sebrae, Gerdau e Petrobras.

21 de ago. de 2011

Legislação Ambiental brasileira

Nas minhas quase férias de julho, passei uns dias na Bahia, mas a maior parte do tempo fiquei trabalhando em uma pesquisa. A pesquisa é sobre divulgação de informações sobre gestão ambiental pelos municípios brasileiros. Encontrei alguns dados interessantes que consolidei em um artigo. Assim que o artigo for avaliado, postarei o resumo aqui no Blog. Por enquanto, segue uma matéria sobre legislação ambiental no Brasil.

Legislação ambiental brasileira é uma das mais modernas do mundo

Fonte. Agência Brasil (09/05/2011)

A legislação ambiental brasileira é uma das mais avançadas do mundo. Todas as ações e atividades que são consideradas como crimes ambientais podem ser punidas com multas, seja para pessoas físicas ou jurídicas. O valor pode chegar a R$ 50 milhões. [E é uma das mais efetivas do mundo também?]

De acordo com advogado José Gustavo de Oliveira Franco, especialista em direito ambiental, a estrutura da legislação ambiental começou a ser implementada no País a partir de 1981 com a Política Nacional de Meio Ambiente (Lei nº 6.938), que tem uma série de instrumentos para o planejamento, a gestão ambiental e a fiscalização.

Com o passar do tempo a legislação se consolidou. “Temos a criação de normas, como a própria Lei de Crimes Ambientais e o decreto que a regulamenta, que estabelece as infrações administrativas e permite um acompanhamento do poder público das questões ambientais e a garantia da qualidade do meio ambiente.”

A Constituição Federal trata de forma abrangente os assuntos ambientais, reservando à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios a tarefa de proteger o meio ambiente e de controlar a poluição.

“A Constituição Federal de 88 traz uma previsão, como base de todo este sistema de garantia do meio ambiente ecologicamente equilibrado, e estabelece condições ao próprio poder público para que ele implemente e garanta estas condições. Recentemente, mais focado na questão de resíduos sólidos, nós temos a Política Nacional de Resíduos Sólidos e o decreto que a regulamenta”, explica Franco.

A Lei de Crimes Ambientais reordenou a legislação ambiental brasileira no que se refere às infrações e punições. Franco acrescenta que a própria questão de lançar resíduos sólidos nas praias e no mar - ou em qualquer outro recurso hídrico - passou a ser uma infração. [E a fiscalização tem sido eficaz?]

A previsão foi incluída no Decreto nº 6.514, de 2008, que deu nova regulamentação à Lei de Crimes Ambientais na parte de infrações e de sanções administrativas, substituindo e revogando o Decreto nº 3.179, de 1999.

Para o coordenador do Núcleo de Educação Ambiental do Prevfogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Genebaldo Freire, a velocidade para que as políticas sejam implementadas tem que ser aumentada, mas a mentalidade mudou. “Muitos países não têm uma Política Nacional de Resíduos Sólidos e nós já temos. É uma conquista. Há vinte anos você era rotulado de ecochato, biodesagradável, anarquista e, hoje, você tem políticas voltadas para isso.”

Indicadores de sustentabilidade

Muitos acadêmicos que pesquisam indicadores contábeis ambientais, largamente publicados por muitas empresas no Brasil nos últimos anos sonham em ver indicadores padronizados e auditados. Que tal garantir a conformidade de informações como: qual foi a redução do consumo de energia por unidade produzida, o corte nas emissões de gases-estufa, a diminuição no consumo de água e a redução de dejetos, o aumento do número de patentes por 100 mil habitantes e o aumento da cobertura florestal por unidade?

Empresas buscam novos indicadores para medir as emissões na produção

Texto de Daniela Chiaretti publicado no Valor Econômico em 11/08/2011

Meio Ambiente: Professor da FEA propõe seis parâmetros para fiscalizar fabricação sustentável

Nas negociações internacionais sobre mudança do clima costuma-se lembrar que é impossível cortar emissões de gases-estufa se não se sabe como medi-las [não há gestão sem informação]. Um dos grandes debates entre os países é estabelecer os mesmos padrões de medição, para tornar as emissões comparáveis e poder fiscalizar, uns aos outros, os cortes prometidos. O professor Jacques Marcovitch, da pós-graduação do Departamento de Administração da Faculdade de Economia (FEA) da Universidade de São Paulo, está trazendo esse tema para o setor empresarial brasileiro. "Está na hora de deixarmos de ficar só na retórica da sustentabilidade e passarmos para a métrica", diz. "Queremos oferecer alguns indicadores que sirvam de base para essa discussão."

Na visão de Marcovitch, as métricas da sustentabilidade empresarial devem levar em conta seis parâmetros na fabricação de qualquer produto. A produção sustentável de um carro, de um eletrodoméstico ou de um rolo de papel toalha terá que mostrar (1) qual foi a redução do consumo de energia por unidade produzida, (2) o corte nas emissões de gases-estufa, (3) a diminuição no consumo de água e (4) a redução de dejetos.

Os outros dois pontos são (5) o aumento do número de patentes por 100 mil habitantes e (6) o aumento da cobertura florestal por unidade. Marcovitch explica: "A unidade se refere a uma unidade de produção de uma empresa, ou seja, um produto". Também há relação com a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) de um Estado ou país.

Não é só isso. "Para que o Brasil possa influenciar a agenda ambiental mundial ele deverá dar um salto na inovação tecnológica", diz o professor. "O fato de ter cobertura vegetal e riquezas naturais não vai nos garantir ser um país importante neste século, se não tivermos um diferencial significativo na inovação tecnológica." Nesse quesito, o Brasil vem perdendo para a China, a Índia e a África do Sul, entre outros.

A inovação tecnológica, somada à atenção ao consumo de recursos naturais, tem sido um fator importante na redução de gases-estufa e o Brasil tem bons exemplos disso. "Hoje sabemos quanto de energia consumimos ao mês. O que pretendemos é fazer com que os consumidores saibam quanto gastam por dia, qual o consumo de cada equipamento ou quais são as horas de pico energético de consumo da família", diz Odair Marcondes, sócio-fundador da brasileira CAS Tecnologia, empresa que trabalha com sistemas de eficiência energética e redes inteligentes.

Marcondes lembra que conhecer o consumo é o primeiro passo para a redução. A CAS também trabalha com medidores individuais de água para condomínios. "Quando cada morador do prédio passa a conhecer seu consumo de água, a conta cai de 20% a 30%".

Ontem, na FEA, foram apresentados casos de tecnologias verdes desenvolvidas no Brasil e analisados por estudantes da pós-graduação da disciplina "Estratégias Empresariais e Mudanças Climáticas", ministrada por Marcovitch e pelo professor Isak Kluglianskas. Uma mudança estrutural em uma peça para automóveis, um virabrequim, feito por uma equipe brasileira da ThyssenKrupp , aumentou a vida útil da peça e reduziu o uso de combustível do carro.

Na subsidiária brasileira da Magneti Marelli, empresa do grupo Fiat, criou-se um sistema que elimina o tanque de gasolina dos carros flex. A tecnologia, que já está sendo exportada para os Estados Unidos e Europa, reduz as emissões de poluentes. Foi também a Magneti Marelli que desenvolveu e patenteou outra tecnologia relacionada a motores flex, dessa vez em aviões.

Dados preliminares indicam que o uso de etanol nos aviões pode significar redução de aproximadamente 38% das emissões de CO2 na decolagem, e de perto de 63% das emissões que ocorrem em velocidade de cruzeiro, em relação aos aviões que usam combustível tradicional.

Marcovich lembra que, atualmente, o uso de indicadores sustentáveis é voluntário e as empresas escolhem o que querem divulgar em seus balanços. A tendência mudará, acredita. O professor cita, por exemplo, as novas regras do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), em vigor desde o início de agosto. De agora em diante, a empresa que se gabar de ser sustentável em sua peça publicitária poderá ser instada a provar o que a torna [Quando isso ocorrer imagino que haverá muitas empresas pensando duas vezes em se declarar sustentável].

“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)