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9 de fev. de 2021

Empregos em alta para 2021

Empregos em alta para 2021, segundo o LinkedIn

Cargos em áreas como telemarketing, marketing digital e e-commerce estão entre os que impulsionarão o mercado de trabalho brasileiro neste ano. O levantamento é da rede social profissional LinkedIn, que listou as 15 principais categorias de empregos.

Segundo o LinkedIn, os empregos em alta são definidos como as categorias de carreira que tiveram o maior crescimento em termos de contratações de um ano para o outro, no período de abril a outubro de 2020.

Os cientistas de dados do Gráfico Econômico do LinkedIn analisaram mais de 15 mil cargos para descobrir os que mais cresceram em comparação a 2019. As tendências de carreira foram classificadas por uma combinação da média de crescimento anual com o volume da demanda de empregos.

Entre as áreas apontadas, a saúde e a tecnologia são as que têm mais oportunidades. Palavras como saúde, tecnologia, digital e e-commerce se destacam.

Mas a área financeira não fica de fora, principalmente considerando os impactos e desafios econômicos vivenciados no ano de 2020. Nessa área as competências e cargos indicados fazem parte do ramo de atuação dos profissionais de Contabilidade.

 A listagem a seguir destaca as áreas identificadas pelo LinkedIn:

1. Médicos especializados

2. Cargos em tecnologia

3. Farmacêuticos e pesquisadores

5. Especialistas em e-commerce

6. Profissionais autônomos de conteúdo digital

7. Especialistas em marketing digital

8. Profissionais de finanças

Com a turbulência na economia e a incerteza nos mercados financeiros, a experiência dos profissionais financeiros, de consultores a executivos, foi muito procurada em 2020. Bancos responderam por grande parte das contratações ao lado de corretoras que também contrataram assessores financeiros.

Principais competências: serviços bancários, negociação, planejamento de negócios, investimentos, finanças corporativas, mercado de capitais e análise financeira

Cargos comuns: diretor(a) financeiro(a), corretor(a) de ações, consultor(a) de serviços financeiros, contador(a), supervisor(a) de contas a receber e bancário(a)

9. Telemarketing

10. Cargos de apoio à saúde

11. Serviços criativos

12. Análises de dados

13. Cargos de sucesso de clientes

14. Profissionais do setor de varejo

15. Especialistas em saúde mental

Fonte: Adaptado de G1

2 de dez. de 2017

Anuidade CRC 2018

Valores das anuidades não sofrerão reajuste em 2018

Foi publicada, no Diário Oficial da União (DOU) do dia 29/11/2017, a Resolução CFC nº 1.531, que dispõe sobre os valores das anuidades, taxas e multas devidas aos Conselhos Regionais de Contabilidade para o exercício de 2018. 
Segundo a Resolução, os valores das anuidades para contadores, técnicos em contabilidade e organizações contábeis não sofrerão reajustes. 
De acordo com o vice-presidente de Desenvolvimento Operacional do CFC, Aécio Prado Dantas Júnior, embora o índice de inflação acumulada em 12 meses tenha sido de 2,54%,  o CFC entendeu que, devido à crise econômica que afeta o país, os valores das anuidades para 2018 não deveriam ser reajustados.

Menos mau!

26 de set. de 2017

Novo Perfil da Profissão Contábil

Olá pessoal,
Reproduzo aqui matéria publicada na Revista Exame sobre o novo perfil da profissão contábil.

O novo perfil de uma das profissões mais estáveis do Brasil
Com o avanço do big data, a carreira em contabilidade tem exigido novas competências. 

Faça chuva ou faça sol na economia do país, quem trabalha com contabilidade parece estar sempre a salvo de turbulências. Mas toda essa lendária estabilidade da carreira não se traduz em ausência de novidades — ou de mudanças.

A chegada de novas tecnologias está alterando a antiga profissão, e quem não acompanhar esse ritmo acabará ficando para trás, diz o professor Bruno Salotti, coordenador da graduação em ciências contábeis da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo).

Foi-se o tempo em que o contador era o mero encarregado de registrar manualmente em livros cada ocorrência contábil do negócio. As atividades burocráticas da área passaram a ser cada vez menos feitas por humanos com a chegada da informática e, mais tarde, dos softwares especializados.

“O profissional deixou de produzir os dados e passou a analisá-los, com o objetivo de prever o impacto contábil de cada decisão de negócios”, diz Salotti.

Nesse sentido, deixou de olhar para o passado da empresa — o dinheiro que entrou e que saiu no mês anterior, por exemplo —, e passou a fazer projeções para seu futuro.

A automatização de processos em contabilidade transformou um trabalho burocrático em analítico, o que também abriu espaço para que ele pudesse se tornar gerencial: há anos, grandes empresas já contam com a figura do CAO (Chief Accounting Officer), uma posição de diretoria alternativa à do tradicional CFO (Chief Financial Officer).

“O contador tem sido trazido para o âmbito da gestão”, afirma o professor da USP. “Ele agora ajuda a desenhar operações para gerar economia fiscal, identificar as melhores áreas geográficas para expandir o negócio e delinear as estratégias da companhia de forma geral”.

O big data entra na conta

Para desempenhar funções cada vez mais estratégicas, o contador tem em mãos um recurso precioso: o big data.

Afinal, graças ao avanço da tecnologia, um gigantesco oceano de dados está à disposição das empresas — e elas buscam profissionais capazes de ajudá-las na missão de desvendá-los, inclusive na seara contábil.

“Além de ter conhecimentos profundos em contabilidade, hoje também é preciso dominar ferramentas de análise de big data e business intelligence”, diz José Carlos Fortes, contador e presidente da Fortes Tecnologia, empresa que desenvolve de softwares de gestão.

O profissional de contabilidade mais requisitado do momento, segundo ele, é uma espécie de “cientista de dados contábeis”.

Não é preciso entender de programação, necessariamente; mas é preciso ir muito além do Excel. “O novo contador precisa dominar ferramentas de gestão de dados, montar painéis de análise e extrair conclusões para orientar as decisões do negócio”, afirma o especialista.

Domínio do inglês é raro na área

Além da facilidade para lidar com o big data, o contador do século 21 também precisa ter pelo menos nível intermediário no idioma de Shakespeare para compreender e transmitir informações sobre a situação contábil do negócio — principalmente no caso de trabalhar em uma multinacional.

“Embora tenha havido uma melhora nos últimos anos, ainda é muito difícil encontrar candidatos que falem bem inglês, porque historicamente as vagas em contabilidade não exigiam essa competência”, explica Leonardo Berto, gerente de negócios da consultoria Robert Half.

Segundo o especialista, um contador especializado em tributos que domine o idioma é do tipo “mosca branca”: encontrá-lo é uma missão praticamente  impossível.

O professor Salotti, da FEA-USP, diz que seus alunos são orientados em sala de aula a investir no inglês. “A faculdade tem disciplinas e provas em inglês, além de oferecer diversos programas de intercâmbio”, explica. “O estudante compreende desde cedo que, na carreira de contabilidade, inglês não é mais diferencial, mas requisito”.

Comportamento também importa -- e muito

De acordo com o gerente da Robert Half, certas habilidades comportamentais específicas são fundamentais para se dar bem no mercado de contabilidade no Brasil.

Uma delas é a disposição para investir em atualização constante. “A pós-graduação em controladoria é o caminho natural de muitos contadores,”, explica Berto. “Como ensina a transformar números em estratégia, é um dos mais demandados pelo mercado”.

Mestrado ou MBA em auditoria, compliance, business intelligence, gestão e perícia contábil também estão entre as opções de pós-graduação mais quentes do momento na área, segundo Fortes.

Ter um perfil estudioso, porém, não é suficiente. Além de resiliência e capacidade de automotivação, o contador precisa ser hábil em relacionamentos interpessoais. “Uma demanda recorrente dos empregadores é por profissionais que saibam se comunicar e fazer a ponte entre o departamento contábil e outras áreas, como marketing, vendas ou operações”, diz Berto.

Salotti também destaca a capacidade de navegar pela interdisciplinaridade do mundo dos negócios. Além de ter um conhecimento profundo sobre a própria área, o contador também deve saber um pouco de economia, administração, estatística, direito e tecnologia.

“Quem tem uma sólida formação em ciências contábeis e uma visão panorâmica de outras áreas, além de fortes competências comportamentais, será um excelente candidato à diretoria de finanças de uma empresa”, diz o professor da FEA-USP.

Fonte: Revista Exame 

12 de out. de 2016

Nobel de Economia

Os ganhadores:
O Prêmio Nobel de Economia 2016 foi concedido a dois professores de economia: Oliver Hart (Universidade de Harvard e Holmström) Bengt Holmström (MIT). Os pesquisadores ganharam o prêmio por suas contribuições para a teoria dos contratos, que têm múltiplas aplicações em diversos contextos da vida real.
O trabalho de Hart tem ajudado a entender quais companhias devem se fundir, além do equilíbrio correto de financiamentos e quando instituições como escolas devem ser privadas ou públicas. Já o de Holmström ajuda a formular contratos para executivos.

O prêmio:
O Nobel de Economia tem uma recompensa de 8 milhões de coroas suecas, equivalente a R$ 3 milhões. O prêmio inclui ainda um diploma e uma medalha de ouro.
O prêmio de Economia é o único que não remonta ao testamento de Alfred Nobel. Denominado oficialmente Prêmio de Ciências Econômicas do Banco Real da Suécia em Memória de Alfred Nobel, foi criado em 1968 pelo Banco Central sueco para comemorar seu tricentenário e concedido pela primeira vez em 1969. As demais categorias do Nobel são concedidas desde 1901.

Justificativas para o prêmio:
-- “As novas ferramentas teóricas criadas por Hart e Holmström são valiosas para a compreensão dos contratos e instituições da vida real, bem como armadilhas potenciais no projeto de contrato”
-- “[O trabalho deles] estabelece uma base intelectual para traçar políticas e para instituições em muitas áreas, da legislação sobre falências a constituições políticas”
-- “A teoria do contrato, desenvolvida pelos premiados, é um amplo marco de análises dos múltiplos aspectos do contrato, como a remuneração dos executivos com base em sua performance, as franquias, os copagamentos nos seguros ou a privatização do setor público”.
-- “Contratos são apenas uma forma incrivelmente poderosa de pensar sobre partes da economia. Eles são fundamentais para toda a ideia de que o comércio é um tomar uma coisa por outra e que há dois lados para uma transação”.
-- O tema de estudo dos premiados talvez seja menos prestigioso que as grandes questões de crescimento, desemprego ou pobreza, razão pela qual não apareciam nas previsões. Mas ambos tiveram o mérito de abrir caminho “a um fértil terreno de pesquisa fundamental”.
-- “Graças à pesquisa de Oliver Hart e Bengt Holmström, temos agora os instrumentos para analisar não apenas os termos financeiros dos contratos, mas também a prestação contratual dos direitos de controle, dos direitos de propriedade e dos direitos de decisão entre as partes”.

Um Nobel de para homens de universidades norte-americanas:
Do total de 78 edições do Nobel de Economia, 56 (72%) foram concedidos a professores que atuam em universidades norte-americanas.
As mulheres permanecem quase ausentes da lista do Nobel de Economia. Apenas uma mulher ganhou a distinção: a norte-americana Elinor Ostrom, em 2009, junto com outro pesquisador dos EUA.

Dez últimos ganhadores do Nobel de Economia:
2016: Oliver Hart e Bengt Holmström, por suas contribuições à teoria dos contratos.
2015: Angus Deaton (Reino Unido-Estados Unidos), por seus estudos sobre “o consumo, a pobreza e o bem-estar”.
2014: Jean Tirole (França), por sua “análise do poder do mercado e de sua regulação”.
2013:  Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros.
2012: Lloyd Shapley e Alvin Roth (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre a melhor maneira de adequar a oferta e a demanda em um mercado, com aplicações nas doações de órgãos e na educação.
2011: Thomas Sargent e Christopher Sims (Estados Unidos), por estudos que permitem entender como acontecimentos imprevistos ou políticas programadas influenciam os indicadores macroeconômicos.
2010:  Peter Diamond e Dale Mortensen (Estados Unidos), Christopher Pissarides (Chipre/Reino Unido), um trio que melhorou a análise dos mercados nos quais a oferta e a demanda têm dificuldades para se acoplar, especialmente no mercado de trabalho.
2009: Elinor Ostrom e Oliver Williamson (Estados Unidos), por seus trabalhos separados que mostram que a empresa e as associações de usuários são às vezes mais eficazes que o mercado.
2008: Paul Krugman (Estados Unidos), por seus estudos sobre o comércio internacional.
2007: Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson (Estados Unidos), por seus trabalhos baseados nos mecanismos de intercâmbio destinados a melhorar o financiamento dos mercados.


Fonte das informações: G1 

20 de set. de 2016

Profissões em 2025 III

Um matéria divulgada pelo jornal O Globo fala de profissões em alta e em baixa nos próximos anos.
No sistema em que vivemos as pessoas não são seres humanos, são recursos. E a matéria  sinaliza isso, mas não de forma crítica. Os recursos que não colaborarem para o retorno das organizações serão eliminados.

Ocupações que serão populares em 2025, segundo a matéria:

- “Professional triber”: Profissional freelancer, especialista em unir pessoas de diferentes em culturas em torno de um projeto comum. Cada vez mais a diversidade está presente no mercado de trabalho e essa função tem a habilidade de integrar as pessoas para que tenham a melhor performance e harmonia em equipe.

- Professor freelancer: O ensino passa a ser pontual, atendendo às necessidades e demandas específicas de cada indivíduo. Sem falar no incremento do ensino à distância, por meio de tecnologias de vídeo conferências. [Socorro!!! Nada de Educação numa visão ampla para o exercício da cidadania e transformação social, mas conteúdos focados na formação da mão-de-obra! Adeus Filosofia, Sociologia, Ciência Política...]

- Fazendeiros Urbanos: Aumento da conscientização do consumo e produção autônomas de alimentos orgânicos em áreas urbanas. [O latifúndio mudará de lugar!]

- Cuidadores: A diminuição da natalidade e o aumento da idade laboral dos indivíduos vão impulsionar a função dos cuidadores. A elevação da expectativa de vida da população, a aposentadoria tardia e a mudança do comportamento das famílias que passam a ter menos filhos são exemplos que contribuem para esse crescimento. [Será que vou precisar? Em 2025 certamente não, mas quem sabe lá para 2050 em diante...]

- Instaladores domésticos especialistas em tecnologia (Smart house): Maior procura por especialistas em casas inteligentes e aumento da demanda por casas automatizadas. [Eu já utilizo os serviços desses profissionais!]

- Designer especializado em impressão 3D: Maior procura por aplicações em 3D. As impressoras facilitam a transformação da ideia em matéria. Exemplos: próteses e impressão de projetos tridimensionais.

- Designer de realidade virtual: Aumento do acesso ao ambiente de realidade virtual, por meio de especialistas na criação desses ambientes. Exemplos: visitas virtuais a museus, países, pontos turístico, etc.

Na opinião de Celso Georgief, especialista em Recursos Humanos e sócio diretor da DSG Brasil, essas profissões também estarão em alta em 2025:
- Perito forense digital
- Especialistas em energias alternativas
- Direito em geral, principalmente Direito internacional e arbitragem
- Analisa de gestão
- Consultoria estratégica

As profissões voltadas para qualidade de vida também estarão em alta, já que as pessoas vão viver mais e cada vez mais se preocupam com a qualidade de vida que terão.

Profissões em 2025 II

Um matéria divulgada pelo jornal O Globo fala de profissões em alta e em baixa nos próximos anos.
No sistema em que vivemos as pessoas não são seres humanos, são recursos. E a matéria  sinaliza isso, mas não de forma crítica. Os recursos que não colaborarem para o retorno das organizações serão eliminados.

Ocupações que devem deixar de existir em 2015, segundo a matéria:

-- Operador de telemarketing: Hoje em dia você consegue ter autoatendimento online, o atendimento passa a ser digital. Não precisaria ter um interlocutor pessoa física para isso. É a simplificação dos processos.

-- Contador (elaborador de obrigações fiscais): A carreira passará por transformações nesta atribuição, já que os cálculos passam a ser automatizados, a partir da integração das informações disponíveis entre órgãos públicos e privados. [Thanks God! Já está na hora dos contadores se livrarem da escravidão de serem apuradores e escrituradores de tributos.]

-- Reparador de relógios: Com o avanço da tecnologia e a atualização rápida de novos modelos, vai haver uma diminuição gradativa de instrumentos mecânicos.

-- Subscritor de seguros: Redução de intermediários para determinadas transações. Atendimento passa a ser digitalizado.

-- Agente de crédito: As empresas têm investido em simulações de financiamento imobiliário on-line. Os cálculos e comparações passam a ser realizados por sistemas automatizados.

-- Árbitro: Introdução da tecnologia nos esportes para fins de apuração de resultados.

-- Trabalhadores rurais: A tendência é a automação e o advento de máquinas guiadas via satélite. [Senhor, salve a agricultura familiar e os alimentos orgânicos!]

-- Operador de caixa: Tendência de automatização, através do incentivo das relações de confiança entre consumidor e estabelecimento.

-- Corretor de imóveis: A facilidade das relações comerciais, por meio de sistemas menos burocráticos, vem desburocratizando o mercado imobiliário. Exemplo: Zap Móveis.

-- Digitador de dados: Atualmente há plataformas digitais que fazem leitura e digitalização de documentos. Além disso, cada vez mais a indústria está investindo no desenvolvimento e evolução de leitores de informação. Exemplos: captura ótica de dados do cartão de crédito.

Profissões em 2025 I

Um matéria divulgada pelo jornal O Globo fala de profissões em alta e em baixa nos próximos anos.
No sistema em que vivemos as pessoas não são seres humanos, são recursos. E a matéria  sinaliza isso, mas não de forma crítica. Os recursos que não colaborarem para o retorno das organizações serão eliminados.

Os avanços da tecnologia empurram o mercado de trabalho para mudanças cada vez mais drásticas e transformadoras. De acordo com uma análise feita pela consultoria Ernst & Young, com base em diversos estudos, até 2025 um em cada três postos de trabalho devem ser substituídos por tecnologia inteligente.
[...]
O mercado, nos próximos anos, aposta em profissionais que têm facilidade de se relacionar com várias culturas e perfis diferentes ao mesmo tempo. O grande ponto para que você tenha sucesso não está ligado necessariamente ao que você sabe e sim a como você consegue interpretar, analisar e interligar os dados disponíveis — afirma Antonio Gil, sócio da área de Gestão de Pessoas da Ernst & Young no Rio.
[...]
— Não acredito no fim da profissão de contador, por exemplo. A função será aperfeiçoada, e este profissional deverá estar capacitado para maior envolvimento com aspectos de auditoria, departamento financeiro e análise de gestão — afirma Celso Georgief, especialista em Recursos Humanos e sócio diretor da DSG Brasil. 

Especialista em consultoria contábil, o fundador do Grupo Insigne, Sérvulo Mendonça, também acredita na transformação da profissão, fruto de adaptações educacionais, currículos, formas e modelos de atuação e técnica mais vinculada aos mecanismos tecnológicos.

— Essa afirmação pode fazer com que jovens talentos não busquem as tais profissões — alerta ele.
[...]
Em contrapartida, professores, tão desvalorizados no aspecto financeiro, segundo o estudo, terão dias melhores. Antonio lembra que o ensino passará a ser pontual, atendendo às necessidades e demandas específicas de cada indivíduo, além de haver a consolidação do ensino à distância.

27 de mar. de 2016

Mudanças no Exame de Suficiência

Recentemente o Conselho Federal de Contabilidade anunciou mudanças na estrutura do Exame de Suficiência. 

O Exame de suficiência é elaborado pela Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC), composto por 50 questões e busca aferir o conhecimento mínimo para o pleno exercício da profissão. É dividido em duas partes, uma busca comprovar a habilidade conceitual, o conhecimento teórico, do candidato e a outra a habilidade procedimental, o saber fazer.

Segundo o CFC, a principal mudança foi o aumento do número de questões sobre contabilidade geral, que passou de 15 para 21 itens e a redução de seis para três itens de Contabilidade de Custos. 

De acordo com professor Oscar Lopes, integrante da Comissão do Exame de Suficiência da FCB, “a mudança foi solicitada pelos coordenadores nos últimos três Encontros de Coordenadores e Professores do Curso de Ciências Contábeis e a comissão acatou a demanda”.

A prova passa a ter duas questões de Português e de Ética. Antes eram três itens de cada. Outros temas abordados são contabilidade aplicada ao setor público, contabilidade gerencial, controladoria, noções de direto e legislação aplicada, matemática financeira e estatística, teoria da contabilidade, princípios da contabilidade e normas brasileiras de contabilidade, auditoria contábil e perícia contábil. “
Conforme o professor Oscar Lopes, as questões são cada vez mais interdisciplinares, conteúdos de direto e contabilidade geral podem ser cobrados numa mesma pergunta, por exemplo”.

Eu acrescento duas sugestões para futuras mudanças  no formato do Exame de suficiencia: 
1) Duas fases, uma com provas objetivas e outra com questões discursivas... 
2) E exame periódico para averiguação de competências dos contadores em exercício, pois infelizmente tem muitos profissionais que teimam em não se atualizar.

Fonte das informações: CFC

18 de jan. de 2016

Contadores na África

A Federação de Contadores da África  (PAFA) está contratando profissionais da contabilidade para atuarem em consultoria no desenvolvimento  de planos estratégicos para as organizações contábeis de Moçambique, Guiné Bissau, Congo, Burkina Faso, Malawi e Serra Leoa.

Para  a função, são exigidos do candidato mestrado, sete anos de experiência de trabalho na área, conhecimento sobre a Federação Internacional de Contabilidade (IFAC), e fluência nas línguas português, francês e inglês.

Sobre a PAFA
Criada em março de 2011, a PAFA tem como objetivo acelerar o desenvolvimento da profissão contábil  na África, a fim de reforçar a “voz” da profissão a nível mundial. Atualmente composta por 43 organizações contábeis de 37 países, a PAFA é uma instituição sem fins lucrativos que desenvolve projetos voltados para a transparência, gestão financeira de qualidade e governança.

Maiores informações: e-mail: vicksonn@pafa.org.za e no site http://www.pafa.org.za/

Fonte: CFC

18 de dez. de 2015

Contador e criador de app

Apesar da perspectiva de mais demissões e poucas contratações, alguns profissionais continuam sendo requisitados.

As empresas especializadas em recrutamento e seleção Catho, Hays, Michael Page, Robert Half, Stato, Talenses e Wyser, a pedido do UOL, apontaram as profissões e áreas que devem estar em alta em 2016. E olhem as áreas mais recorrentes: Contabilidade e Criação de App.
Não se forma um bom profissional em uma ano, mas quem está na área, é interessante fica atento às oportunidades para conseguir boas colocações.

30 de nov. de 2015

Anuidade CRC 2016

A Resolução do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) nº 1.491, de 23 de outubro de 2015 dispôs sobre os valores das anuidades, taxas e multas devidas aos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRC) para o exercício de 2016.

Os valores das anuidades devidas aos CRCs, com vencimento em 31 de março de 2016, serão:
- de R$ 507,00 para Contadores e de R$ 455,00 para Técnicos em Contabilidade;
- de R$ 252,00 para empresário individual e empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI);

- Para as sociedades:
a) de R$ 507,00, com 2 (dois) sócios;
b) de R$ 762,00, com 3 (três) sócios;
c) de R$ 1.018,00, com 4 (quatro) sócios;
d) de R$ 1.272,00, acima de 4 (quatro) sócios.

As anuidades:
i) poderão ser pagas antecipadamente com desconto, conforme prazos e condições estabelecidos na norma em referência;
ii) poderão ser divididas em até 7 parcelas mensais:
a) se requerido o parcelamento e paga a 1ª parcela até 31.03.2016, as demais parcelas com vencimento após esta data serão atualizadas, mensalmente, pelo IPCA; e
b) as anuidades pagas e os parcelamentos requeridos após 31.03.2016 terão os valores atualizados, mensalmente, pelo IPCA, acrescidos de multa de 2% e de juros de 1% ao mês.

2 de nov. de 2015

Eleições 2015 CFC/CRC

Há alguns dias recebi uma correspondência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) com informações para as próximas eleições do sistema CFC/CRC's com o objetivo de 'renovar' 1/3 dos conselheiros dos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRC).

As eleições acontecerão em meio eletrônico e poderão votar profissionais com situação regular no respectivo CRC.

Em 2003 iniciei a graduação no curso de Ciências Contábeis. Lá se vão 12 anos e desde então as pessoas que vejo à frente do CRC e do CFC são as mesmas, com alguma alternância, mas sempre com pessoas do mesmo grupo!

Quando vamos a eventos promovidos pelo sistema CFC/CRC's os palestrantes são sempre os mesmos conselheiros. Ou quando não, são os tradicionais mediadores de palestras.

Outro fato recorrentemente comentado é que, muitas vezes, as eleições se dão com chapa única.

Eu imagino que a baixa participação dos profissionais de contabilidade nos conselhos de classe possa ser um reflexo da baixa politização que se observa nos cursos de graduação em Ciências Contábeis.

Eu participei do centro acadêmico do meu curso durante quase toda a graduação e as eleições eram quase sempre com chapa única.

Temos um número considerável de profissionais de Contabilidade no país. Não está na hora do sistema abrir-se para o realmente novo? Renovar de fato os nossos representantes neste sistema?

23 de set. de 2015

Mercado Contábil

Sobre o mercado de firmas e escritórios de Contabilidade, para reflexão junto às comemorações pelo Dia do Contador

Economia brasileira atrai escritórios estrangeiros

A contabilidade brasileira vem passando por uma transformação. A implementação do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e do e-Social (unificação do envio de informações trabalhistas e previdenciárias), além das 30 normas tributárias que são editadas diariamente no País, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), contribuem para o cenário de expansão do setor contábil.

“Está ocorrendo uma transformação na metodologia de trabalho dos contadores, principalmente para os escritórios que atendem às pequenas e médias empresas, porque as grandes companhias, que também são afetadas com os novos controles governamentais, estão mais preparadas para as novidades”, de acordo com Zulmir Breda, vice-presidente de desenvolvimento profissional e institucional do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Esse mercado em ebulição está despertando o interesse de escritórios estrangeiros de contabilidade. “As empresas estrangeiras estão com grande apetite em relação aos escritórios de contabilidade nacionais”, considera Carlos Meni, CEO da WoLters Kluwer Prosoft.

Em maio de 2013, o grupo holandês adquiriu a Prosoft. “No Brasil, o trabalho do contador sempre foi marginalizado, como se tivesse apenas a função de entregar informações ao Fisco. Com isso, os honorários eram baixos e a especialização dos profissionais também”, comenta Meni, ao lembrar que aos poucos isso foi mudando, muito influenciado pelo Sped, que iniciou com o projeto-piloto em 2008 e que levou a toda a transformação do mercado.

Mas essa não foi a única parceria multinacional que ocorreu no mercado contábil nacional nos últimos anos. No início de 2011, a RCS Consultores, fundada por Raul Corrêa da Silva, se juntou à BDO formando a BDO RCS Consultores Independentes, comandada no Brasil por Raul Corrêa e que conta com cerca de mil profissionais nas 21 filiais.

Raul Corrêa considera que para acompanhar todas as mudanças demanda muito investimento e treinamento de equipe. “De uma forma ou de outra, a tendência será para escritórios butiques e para médios e grandes escritórios. Os pequenos não terão condições de competir, assim como em todos os outros mercados. É uma tendência mundial.”

Não são apenas os grandes escritórios que estão na mira dos estrangeiros. Firmas de menor porte também sentem o assédio. A Direto Contabilidade, Gestão e Consultoria, já foi sondada por grupos estrangeiros. “Tem havido bastante movimentação nesse sentido, pois a Contabilidade é um serviço essencial, ou seja, ao abrir uma empresa é preciso contratar um contador para fazer a contabilidade e cuidar das obrigações tributárias e trabalhistas” [Considero que esta visão permanece a ‘darfista’ de sempre!], destaca Silvinei Toffanin, diretor da Direto.

Outra firma que está sentindo o assédio estrangeiro é a JJA Assessoria Fisco Contábil. “Já recebemos pelo menos duas propostas de estrangeiros”, destaca Aédi Cordeiro, diretor da JJA.

Vale ressaltar que há restrições legais para o exercício da profissão por estrangeiros no Brasil, com a necessidade de revalidação de diploma e registro no órgão de classe.
Apesar das aquisições que ocorreram nos últimos anos e do assédio a alguns escritórios, o vice-presidente do CFC considera que não haverá consolidação deste movimento. De acordo com Zulmir Breda, “Temos profissionais suficientes para atender ao mercado nacional. Com a adoção das normas contábeis internacionais pelo Brasil, houve uma grande reciclagem dos profissionais”. [Essa informação não condiz com pesquisas que apontam dificuldades de contratar profissionais contábeis com formação de alto nível...]

Fonte: DCI - Gilmara Santos

13 de jun. de 2015

Filmes para quem trabalha com Contabilidade

Embora muita gente não tenha se dado conta, os contadores têm aparecido como personagens cruciais na trama de grandes clássicos do cinema. A professora Marta Pelúcio da FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) propôs uma lista de sete filmes em que contadores e o papel da contabilidade são destaque. Eis a lista, com os comentários da Profª. Marta, começando pelos mais antigos.

  1. Os Intocáveis (1987)
O longa mostra os esforços de um agente federal para prender o gângster Al Capone, durante a Lei Seca nos Estados Unidos.
“O filme revela o poder informativo da contabilidade, pois o Al Capone foi pego por causa dos registros contábeis que existiam. A polícia conseguiu pegá-lo por intermédio do contador.

  1. Wall Street: Poder e Cobiça (1987)
É um título importante para qualquer pessoa da área de negócios, por mostrar a ambição desmedida que pode contaminar ambientes profissionais.
De acordo com a Profª. Marta Pelúcio, “o filme demonstra o equilíbrio que os estudantes e futuros profissionais devem ter entre a ganância e os valores morais”.

  1. Fuga à meia noite (1988)
Neste filme um contador engana toda a máfia. “A ideia é a mesma de um sonho de liberdade, pois demonstra o poder do contador para coisas ruins” (Profª. Mata Pelúcio).
Filmes como este, de acordo com a professora, são importantes para que os estudantes e profissionais de contabilidade tenham a consciência de fazer as escolhas certas no decorrer da vida profissional.

  1. Um Sonho de Liberdade (1994)
De acordo com a Profª. Marta Pelúcio, “o filme mostra o poder da contabilidade e do contador tanto para coisas boas quanto ruins. Um detento (contador) consegue conquistar a confiança das autoridades do presídio fazendo declaração de IR e controlando as contas pessoais deles”.
Segundo a professora, a importância da profissão é destacada no filme que mostra a necessidade de controle das contas que empresas e indivíduos têm.
“No entanto, demonstra que a gestão tem que ter medidas de controle interno para certificar-se que não estará sendo enganada, pois, no filme o detento (contador) com seu poder de controle das contas pessoais das autoridades consegue roubar a todos, ou seja, falta de controle da gestão” (Profª. Mata Pelúcio).

  1. Trabalho interno (2010)
Na opinião da Profª. Mata Pelúcio, trata-se de “um documentário importante para qualquer estudante na área de negócios, não somente de contabilidade, mas também de administração e economia”. Conhecer o funcionamento das instituições financeiras é primordial para estes profissionais. “No mundo atual, tudo gira em torno do sistema bancário”.

  1. Margin Call - O Dia Antes do Fim (2011)
O longa, que também já foi indicado em lista de filmes para estudantes de economia, é interessante para quem quer entender um pouco mais da crise financeira de 2008 e o papel dos responsáveis em todo o processo. A trama se passa durante as 24 horas que antecederam o início da crise e tem como palco central uma corretora imobiliária.
Para a Profª. Marta Pelúcio, “esse filme demonstra a responsabilidade que devem ter gestores e contadores no processo de geração de informações financeiras”. A professora acrescenta ainda que o filme é bom para entender a crise e o papel dos responsáveis em todo esse processo.

  1. O Legado de Lutzenberger (2012)
O documentário conta a história (pouco divulgada) do ambientalista e cientista. “Gosto de ressaltar aos meus alunos a decisão dele de deixar uma grande multinacional em que atuava por não concordar com o que a empresa fazia e suas consequências para a natureza e para o nosso futuro”, relata a Profª. Marta.
Ela também destaca outro ponto da trajetória de Lutzenberger: ministro do Meio Ambiente no governo Collor, ele foi demitido após denunciar a corrupção no Ibama.


As informações deste post foram obtidas na Revista Exame.

11 de jun. de 2015

Escassez de contadores e profissionais de finanças nos países

O ManpowerGroup divulgou recentemente os dados são 10º edição da pesquisa anual sobre escassez de talentos. De acordo com a publicação, ao todo, foram ouvidos 41,7 mil profissionais de recursos humanos de 42 países.
No Japão, está difícil contratar engenheiros. No Brasil, profissionais da área técnica são os mais raros. No Canadá, trabalhadores de ofício são os mais buscados no mercado.
Em relação aos engenheiros em falta em vários países do mundo, a pesquisa revela que são os profissionais especializados na área mecânica, elétrica e civil, os mais difíceis de encontrar, segundos os profissionais de RH entrevistados.
Profissionais de TI também estão sendo demandados em vários países desta lista. Desenvolvedores, programadores, administradores de bancos de dados e gestores são os mais raros no mundo, de acordo com o levantamento.
Entre os motivos mais citados para a dificuldade de contratar estão a pouca quantidade de profissionais interessados, a falta de competências técnicas, a ausência de experiência, a falta de habilidades comportamentais e, por fim, pretensões salariais mais altas.
Eu verifiquei a lista dos dez profissionais mais em falta em cada um dos países incluídos na pesquisa, a partir da matéria publicada pela Revista Exame acerca desta pesquisa. Entre os profissionais em falta, identifiquei a categoria de CONTADORES E PROFISSIONAIS DE FINANÇAS e montei a tabela a seguir.
O meu objetivo foi verificar em quais países essa categoria constava como área com dificuldade de contratação pelos profissionais de recursos humanos.

n
País
% dificuldade
posição
n
País
% dificuldade
posição
1
Índia
58
1
22
Israel
39
7
2
Singapura
40
1
23
Eslováquia
28
7
3
República Tcheca
18
3
24
Grécia
59
8
4
Japão
83
4
25
Espanha
14
8
5
Turquia
52
4
26
Brasil
61
9
6
Hungria
47
4
27
Costa Rica
46
9
7
Suíça
41
4
28
Áustria
39
9
8
África do Sul
31
4
29
Canadá
32
9
9
Noruega
30
4
30
Estados Unidos
32
9
10
Bélgica
24
4
31
Peru
68
10
11
Hong Kong
65
5
32
Colômbia
47
10
12
Panamá
46
5
33
Taiwan
57
-
13
Guatemala
44
5
34
Bulgária
50
-
14
Itália
28
5
35
Suécia
39
-
15
Reino Unido
14
5
36
Argentina
37
-
16
Nova Zelândia
51
6
37
França
39
-
17
Alemanha
46
6
38
Eslovênia
27
-
18
Romênia
61
7
39
China
24
-
19
México
54
7
40
Finlândia
22
-
20
Austrália
42
7
41
Holanda
14
-
21
Polônia
41
7

De acordo com os dados da tabela, em 78% dos países pesquisados, a categoria de CONTADORES E PROFISSIONAIS DE FINANÇAS foi apontada como área com dificuldade de contratação.  Na Índia e em Singapura essa categoria está em primeiro lugar em dificuldade de contratação. No Brasil, a categoria ficou em nono lugar em dificuldade de contratação por 61% dos profissionais de recursos humanos.

Para nove dos países pesquisados (22%), a categoria de CONTADORES E PROFISSIONAIS DE FINANÇAS não foi citada entre as dez com maior dificuldade de contratação pelos profissionais de RH. Entre esses países, estão os vizinhos Argentina e Chile.
“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)