21 de nov de 2012

Impairment bilionário


Um impairment de ágio e ativos intangíveis no segmento de software de cerca de 8,8 bilhões de dólares!
Essa perda deixou o impairment bilionário da Vale em 2008 lá pra trás! Como diz o professor José Augusto Marques: "Vamos aprendendo com a
 miséria dos outros!"
A Vale foi a primeira empresa brasileira a fazer impairment de intangível, baixou mais de R$ 2 bi do ágio pago pela aquisição da subsidiária canadense Inco. Mas a divulgação que ela faz da perda foi fraca... Passou bem longe de atender as exigências de divulgação do CPC 01.
  
A matéria da Exame:
Empresa abriu investigação para apurar se realmente pagou mais pela Autonomy do que ela realmente valia

Se não bastasse os desafios operacionais que vem sofrendo a HP nos últimos meses, hoje pela manhã a companhia tornou público outra questão que pode abalar ainda mais a estrutura de seu negócio. Trata-se de uma despesa de imparidade de ágio e ativos intangíveis no segmento de software de cerca de 8,8 bilhões de dólares, atribuída à aquisição da unidade Autonomy
A companhia apurou um prejuízo de 6,85 bilhões de dólares em seu quarto trimestre fiscal, encerrado em 31 de outubro. Em igual período há um ano, a empresa apresentava um lucro líquido de 239 milhões de dólares.
Segundo o comunicado, a empresa de software britânica comprada pela HP  em 2011 teria um valor bem menor do que o pago pela gigante de tecnologia. A compra foi feita sob o comando do então CEO Leo Apotheker, deposto depois de uma curta e tumultuosa liderança na empresa.
A presidente executiva da HP, Meg Whitman, disse que uma investigação interna revelou “sérias irregularidades contábeis” com a Autonomy, que poderia ter “adulterou dados de vendas e contabilizado negócios com parceiros como receitas, mesmo quando nenhum cliente havia comprado produto algum”.
Distorção de valores
A HP já alertou o regulador da bolsa norte-americana, a Securities and Exchange Commission (SEC) e as autoridades britânicas competentes (o Serious Fraud Office), requerendo a abertura de uma investigação. Ainda assim, Meg admite que a resolução do caso pode levar anos.
A possível irregularidade contábil e os gastos com a reestruturação da companhia fizeram com que a empresa registrasse uma perda líquida de 12,650 bilhões de dólares em seu exercício terminado ao final de outubro, contra um lucro de 7,070 bilhões obtidos um ano antes. Entre julho e outubro, a HP registrou receita líquida de 29,95 bilhões de dólares, queda de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A HP disse que começou uma investigação interna sobre possível fraude depois que um membro sênior da equipe da empresa adquirida ter comentado sobre práticas questionáveis de contabilidade do negócio”.






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