6 de out de 2011

O novo zelador dos números

Na Revista Capital Aberto de Outubro/2011 tem uma matéria falando do novo perfil dos profissionais de Contabilidade nas empresas.
A iniciativa da matéria é legal e me trouxe uma oportunidade de discussão: O contador realmente é o "zelador" dos números?
Significado de Zelador: adj. que zela; pessoa responsável pelo zelo, cuidado de algo ou alguma coisa; cuidador. S.m. Bras. Porteiro de edifício de apartamentos ou de escritórios.
É mais ou menos por aí o papel dos profissionais de Contabilidade nas empresas?
Segundo a atual Estrturua Conceitual para preparação e apresentação das demonstrações contábeis, a contabilidade tem como principal objetivo gerar informações úteis para a tomada de decisão por diversos usuários.
Gerar essas inormações úteis é o papel dos profissionais de Contabilidade nas empresas e não apenas cuidar dos números. A informação contábil deve ser relevante, compreensível, comparável, confiável, fazer a diferença em uma decisão... Não deve apenas ser bonita. O fato de uma empresa ter apresentado resultado negativo (prejuízo) ou fluxo de caixa baixo em um período não quer dizer que o contador não foi zeloso! Os números de uma empresa dependem de muitos outros fatores.
E uma outra coisa que não acho "bonito" na matéria é quando diz que "Chego à empresa e faço reuniões. Mexo com contabilidade apenas depois das 18 horas." Embora isso reflita uma realidade, às 18 horas acaba o expediente e a vida não é só Contabilidade!!

O novo zelador dos números 

Os IFRS mudaram a rotina do profissional de contabilidade: agora ele faz reuniões o dia todo e só se debruça sobre os balanços quando acaba o expediente 

Derick Almeida 

"O contador era aquele sujeito estranho", brinca Rodrigo Vilella Ruiz, chefe de contabilidade da Eletrobras. "Sempre falava de uns negócios que ninguém entendia." Pois acredite: no mundo dos padrões internacionais de contabilidade (IFRS, na sigla em inglês), essa fama de ermitão começa a desaparecer. Impostas pela Lei 11.638, de 2007, essas regras chegaram ao País, nos últimos anos, na forma de princípios emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Mas foi ao longo de 2010, primeiro ano de adoção obrigatória dos IFRS, que os operários das demonstrações financeiras tiveram, literalmente, de se mexer. O perfil sóbrio e solitário do contador deu lugar, por força das novas exigências do ofício, a um estilo muito mais entrosado com os demais departamentos da companhia. "Chego à empresa e faço reuniões. Mexo com contabilidade apenas depois das 18 horas", conta Ruiz.

Um comentário:

  1. Querida Claudia, como vai?

    Fico contente com a questão levantada por você. Não foi fácil traduzir em palavras parte da revolução pela qual a contabilidade - e, por consequência, o contador - passa.

    Assim que eu comecei a apurar a matéria, tive a certeza de que as opiniões sobre a mudança na vida do contador seriam as mais diversas. E foram. O que pude perceber é que, dependendo da empresa em que trabalha, o contador teve maior ou menor dificuldade na fase de adaptação às novas normas.

    O caso do Rodrigo Ruiz é interessante, pois, talvez, tenha enfrentado um dos piores cenários:o ajuste da contabilidade ao IFRIC 12. No caso dele, acredito que, por um bom tempo, inspirou e expirou contabilidade.

    Aprendi muito sobre a rotina dos contadores com os quais conversei. Foi uma ótima experiência! Poderíamos escrever um livro, caso quiséssemos. E acredito que outras visões, como a sua - de que o contador não apenas zela pelos números - são de uma riqueza extrema. Com certeza, é um tema que ainda dará muito o que falar.

    Grande abraço,

    Derick

    PS: Deixo meu e-mail para contato - dalmeida@capitalaberto.com.br

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“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)