9 de jan. de 2009

Em tempos de crise, o caixa é rei

Em tempos de crise, o caixa é rei
Executivos redobram a vigilância sobre o entra-e-sai de dinheiro das empresas para evitar surpresas

Por Patrícia Cançado
Durante anos, nove entre dez empresas americanas cresceram guiadas pelo princípio de caixa curto e alto endividamento. Com o fim da hiperinflação no Brasil, a equação passou a fazer a cabeça de muitos financistas e empresários por aqui. Essa tal "alavancagem" era uma atitude não só estimulada pelos bancos como aplaudida pelos acionistas.
A quebra do Lehman Brothers inverteu a regra do jogo. Muitas acordaram nos dias seguintes - e não é apenas modo de dizer - sem dinheiro disponível para tocar suas operações com folga. "Com os bancos e a bolsa fechados, o caixa passa a ser o principal ativo das empresas em qualquer lugar do mundo", afirma o diretor da Boston Consulting Group, Fernando Machado. "No curtíssimo prazo, o caixa é rei. Quem tiver, vai passar melhor por essa situação."
Ninguém está a salvo, embora alguns tenham mais urgência em recompor ou preservar o capital que os outros. Desde que as perdas com derivativos de quase R$ 700 milhões vieram à tona, o presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, não encerra o expediente sem antes verificar o fluxo de caixa da companhia. Nos tempos de fartura, essa função era do gerente de tesouraria das empresas. O que Furlan tem feito é o que os especialistas em reestruturação de empresas chamam de "sentar no caixa". Ou seja, controlar o entra-e-sai de dinheiro tal como um dono de padaria, calculando cada centavo.
Outros executivos - com mais ou menos pressa - estão no mesmo barco. "Se você não fizer isso, o dinheiro vai embora rápido porque o horizonte é incerto. É preciso estar preparado para mais 12 meses sem crédito fácil", diz José Carlos Aguilera, especialista em reestruturação de empresas e atual presidente da Brasil Ecodiesel. "A Vale tem R$ 14 bilhões em caixa e, mesmo assim, está reduzindo produção e demitindo funcionários para se adequar à nova realidade de consumo de minério. O ideal seria fazer conta para ver se vale a pena demitir. Mas, em crise de caixa, as soluções são imediatistas."
O remédio não é igual para todos. Em primeiro lugar, as empresas tentam renegociar contratos e dívidas, alongar prazo de pagamento a fornecedores e encurtar o de clientes, cortar custos (inclui demissões), liberar estoques, cancelar investimentos e liquidar ativos não operacionais, como aviões e imóveis. Nos últimos meses, tanto aqui quanto lá fora, não houve um dia sequer sem que uma empresa - as montadoras, em particular - anunciasse medidas nesse sentido.Quando nada disso é suficiente, parte-se para doses mais radicais, como a venda de unidades que não fazem parte do negócio principal ou de participação minoritária.Foi o que fez, por exemplo, a InPar ainda no começo do semestre. Ela colocou à venda imóveis não residenciais com o objetivo de levantar R$ 400 milhões. Não foi o bastante para estancar a sangria. Estrangulada pelo furo bilionário, a Sadia estaria disposta a abrir mão de até 20% das ações para recompor seu caixa. Até aqui, 18 fundos se interessaram pelo negócio, segundo o próprio Furlan.A Brasil Ecodiesel, maior produtora de biodiesel do País, é outro caso dramático. A situação já era difícil antes da crise e só piorou depois dela.
Quando Aguilera foi convidado para assumir o comando do negócio, em maio deste ano, a dívida era de R$ 290 milhões. Em agosto, ele conseguiu esticar o prazo de 85% desse valor. "Tirei parte do problema da frente. Mas não resolvi o capital de giro. Os bancos estão nos financiando, mas o custo é alto e o dinheiro não é garantido", explica Aguilera.
A Ecodiesel tem poucas saídas. Alongar o prazo de pagamento dos fornecedores, como têm feito as usinas de açúcar e álcool, é impossível. Ela só pode pagar à vista. Por outro lado, encurtar o prazo para clientes também não resolve, porque o jogo de forças é desequilibrado. O cliente da Ecodiesel é ninguém menos que a Petrobrás. "No meu caso, sobram duas alternativas: adequar as vendas ao tamanho do caixa atual ou aumentar o capital, com novos e antigos acionistas", revela Aguilera. A meta é a segunda opção. "
Em setembro, não conseguia falar com ninguém. Em dezembro, vários investidores se interessaram por analisar." Hoje, o poder está do lado do comprador. Ele tem agora a oportunidade de pagar barato por um negócio que pode se valorizar mais adiante.
As ações das companhias brasileiras de capital aberto estão depreciadas, o que abre o apetite de fundos de participações, os chamados private equity. Quem tem cacife para comprar está de olho, aguardando o fundo do poço. "É um jogo de forças. Quem piscar primeiro, leva. A sensação é que esse tempo de espera passou", diz Aguilera.

Fonte: O Estadão - Economia & Negócios

Transparência para contratos

Por Graziella Valenti, de São Paulo


A relação é direta: quanto pior a governança de uma companhia, maior a chance de existirem mais e maiores transações com empresas do mesmo grupo ou ligadas ao controlador, ou ainda com seus administradores. A conclusão é de um estudo recente realizado por professores da Universidade de São Paulo (USP) e Fundação Getúlio Vargas (FGV), a primeira pesquisa acadêmica brasileira sobre a questão.
Essas operações, os chamados contratos com partes relacionadas, podem até ser mais eficientes do ponto de vista econômico - afinal, parece mais seguro fechar um negócio com quem se conhece. No entanto, elas embutem grandes tentações e podem representar uma fonte de desvio de riqueza da companhia para a outra parte envolvida nessas transações, seja o controlador, sócio relevante ou um administrador.
"Diversos escândalos [empresariais] desta década destacaram a importância dessas transações", diz o estudo do professor Alexandre Di Miceli, da Faculdade de Economia da USP e coordenador do Centro de Estudos em Governança (CEG), da Fipecafi. Esses contratos foram, pelo menos de alguma forma, responsáveis por casos como Enron, Worldcom, Parmalat e, no Brasil, Agrenco. Por isso, o assunto é polêmico no mundo inteiro.
"Não dá para dizer que é uma pesquisa conclusiva, mas os dados quantitativos apontam que as operações são mais comuns e maiores nas companhias com menos governança", afirmou Di Miceli. "Além disso, quem usa mais têm múltiplos [indicadores de preço de ação] menores", completou, explicando que isso pode indicar que o mercado atribui um desconto para as companhias que se utilizam demais desses contratos.
O assunto volta a atrair a atenção porque agora as companhias brasileiras terão que expor esse risco ao mercado. Uma nova instrução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) obrigará as empresas a detalhar essas operações num formulário.
Até o momento, mais dados sobre essas transações são exigidos apenas das companhias listadas nos segmentos diferenciados de governança da bolsa paulista- níveis 1, 2 e Novo Mercado. Agora, a CVM pedirá para todas as empresas com ações listadas em bolsa mais informações do que era solicitado à elite da governança. A obrigatoriedade de abertura desses dados está na instrução que ficou conhecida como "nova 202", que ficará em consulta pública até 30 de março.
Para as companhias com governança diferenciada, é preciso abrir as operações sempre que elas forem superiores a R$ 200 mil, individualmente ou cumulativamente, ou alcançarem o equivalente a 1% do patrimônio líquido da empresa. Na nova regra da CVM, a obrigação existe para operações consideradas "relevantes."
Mais do que simplesmente informar os contratos, pela nova regra da CVM as empresas terão de descrever suas regras internas, políticas e práticas sobre esse tipo de operação. O principal: para mostrar ao público precisarão ter tudo isso ou simplesmente assumir que não têm. As solicitações do regulador vão além: determinam que as companhias expliquem como lidarão com os potenciais conflitos nos contratos fechados.
E foi justamente essa a intenção. "A CVM quis sair do factual e pedir as políticas e práticas das empresas porque, antes de divulgar, as companhias terão que pensar sobre isso", afirmou Luciana Pires Dias, titular da superintendência de desenvolvimento de mercado da autarquia.
A pesquisa realizada por Di Miceli, junto com a professora Viviane Muller Prado, da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta ainda que as operações são freqüentes e relevantes. O levantamento começou em 2006 e considerou os dados de 49 companhias listadas nos níveis especiais da bolsa paulista.
As empresas avaliadas fecharam cerca de 6,4 transações por ano com alguma parte próxima. O valor absoluto das operações avaliada era da ordem de R$ 46,7 milhões. A conclusão é que o montante envolvido nas operações representava 4,5% da receita líquida das companhias e 3% do ativo total.
Na análise que separada as companhias por pontuação em governança, a pesquisa mostrou que o número médio de transações com partes relacionadas por ano é de 5,2 nas companhias com notas mais altas e de 6,9 nas de pior avaliação. A relação entre o valor das operações e o ativo total nessa comparação qualitativa sobe de 5% para 23%.
Os autores explicam na pesquisa que, "apesar da importância do tema, há poucos trabalhos empíricos realizados no mundo para confirmar ou rechaçar a hipótese de que as transações entre partes relacionadas constituem um sintoma de problemas de governança". Os resultado dessa avaliação corrobora a hipótese de que os contratos dentro de um mesmo grupo sinalizam conflito de interesse, em vez de operações comerciais eficientes.
Por fim, o montante das operações equivalia a 6,8% do valor de mercado nas empresas mais bem avaliadas e a 48,8% daquelas com nota menor. É daí que vem a análise de que o mercado atribui um desconto às companhias que se utilizam demais dessa ferramenta.
Agora, ficará mais fácil avaliar como as companhias lidam internamente com o assunto. Luciana, da CVM, explicou que é justamente isso que deve constar da política. "Empresas que fecham freqüentemente operações com subsidiárias integrais deixarão isso claro, para não ter que informar o mercado a cada contrato", exemplificou ela. O objetivo não é fazer com que as companhias abram todos os dados, só os mais importantes. A autarquia não estabeleceu parâmetros prévios para o conceito de relevante justamente para que cada companhia decida. A decisão segue a tendência da contabilidade internacional da subjetividade responsável.
Os dados que a CVM passará a exigir constarão do que a autarquia convencionou chamar de formulário de referência. Trata-se do documento que substituirá o atual Informativo Anual (IAN) em 2010. Até então, informações sobre contratos com partes relacionadas só poderiam ser encontradas - quando não se tratassem de empresas dos níveis da Bovespa - nas notas explicativas dos resultados, ainda que de forma muito menos detalhada e profunda. Mas nem todas as companhias davam a atenção necessária ao tema.
Assim, a instrução CVM sobre a transparência que as companhias devem dar aos contratos com partes relacionadas atende a uma das principais conclusões do estudo. Segundo Miceli, chamou muita atenção a dificuldade de se obter as informações das empresas.
A amostra do estudo era, inicialmente, composta por 94 companhias - total das listagens nos níveis da Bovespa ao fim de 2006. Porém, durante a coleta de dados se percebeu que 39 companhias não ofereciam quaisquer informações sobre as transações, a despeito de ser obrigatório pelas regras da bolsa. Outras seis apresentaram dados tão insuficientes a respeito do tema que era praticamente impossível avaliar seu teor. A conclusão disso é que ou essas empresas não tinham contratos substanciais ou descumpriam o regulamento dos segmentos de listagem.
Luciana, da CVM, explicou que haverá uma fiscalização das informações do formulário. Inicialmente, segundo ela, a tendência é que a atuação da autarquia seja educativa, chamando atenção das empresas para potenciais melhorias na divulgação dos dados.

Fonte: Jornal Valor Econômico (06/01/2009)

Quem faz MBA internacional ganha mais?

Quem faz MBA internacional ganha mais? Pesquisa revela que quase sempre sim!

Por Flávia Furlan Nunes - InfoMoney

Pesquisa divulgada na quarta-feira (7) analisou o impacto do MBA (Master Business Administration) internacional na carreira de um profissional. O resultado: 85% dos entrevistados receberam uma proposta de emprego após a conclusão do curso, com melhores salários e benefícios estendidos à família, como plano de saúde.
O levantamento foi realizado pela MBA Alumni Brasil, grupo que integra escolas de MBAs internacionais, e pela consultoria de gestão de negócios Hay Group. Os dados foram coletados de 337 participantes e mostram que 91% deles investiriam novamente em um MBA internacional.
EmpregoDepois da conclusão do curso, 97% dos profissionais ingressaram em organizações, sendo que as multinacionais de capital estrangeiro absorveram 71% dessas pessoas. Mais da metade dos que concluíram o curso estão em empresas com faturamento acima de R$ 1 bilhão e mais de cinco mil funcionários.
"Hoje, mais de 50% dos entrevistados atuam nos setores de bancos e serviços financeiros, serviços diversos e telecomunicações", afirmou a coordenadora do MBA Alumni Brasil, Patrícia Volpi Penteado.
Áreas relacionadas à marketing são as que mais interessam as mulheres. Antes do MBA, 59% delas ocupavam cargos de consultora ou analista, enquanto que, depois da formação, a proporção caiu para 7%. "Com a especialização, o nível hierárquico subiu: antes do curso apenas 2% delas eram gerentes sêniores e atualmente 44% das entrevistadas ocupam esse cargo e 12% atuam como diretoras das organizações", disse Patrícia.

Salários
De acordo com os dados, mais da metade das mulheres (59%) ganhavam menos de R$ 5 mil por mês, antes do curso, enquanto apenas 2% delas possuem o mesmo rendimento após a conclusão do MBA. Depois do curso, 49% delas passaram a ganhar entre R$ 9 mil e R$ 18 mil mensais. O índice de desemprego delas é de 7%, contra 2% dos homens.
Em relação a todos os entrevistados, é possível dizer que, antes do MBA, 90% deles ganhavam anualmente um valor máximo de R$ 160 mil. Depois do curso, 94% disseram receber a partir de R$ 120 mil, sendo que 17% destes recebem mais de R$ 466 mil ao ano.
"Esse aumento de remuneração é devido à especialização, que é um dos argumentos utilizados pelo candidato durante a negociação. Neste caso, as respostas positivas somam 40% na pesquisa", disse a consultora sênior do Hay Group, Thays da Nóbrega Cunha.

Fonte: Portal Administradores

8 de jan. de 2009

Por que os professores de contabilidade não Blogam?

Esta pergunta foi feita por David Albrecht (Why Accounting Professors Don´t Blog) e a discussão pode ser extendida para o Brasil. Com efeito, existem pouquíssimos blogs de contabilidade no Brasil (do Alexandre Alcântara, do Marcos César, do Lino Martins, entre outros). Para uma profissão com mais de 500 mil profissionais registrados é muito pouco.
Enquanto nos Estados Unidos existem mais de 50 blogs em medicina, 100 em direito e uma grande quantidade em economia, o número em contabilidade é muito reduzido. Albrecht considera que os professores dos Estados Unidos não blogam pelas seguintes razões:

a) A atividade de blogar não conta na carreira acadêmica, ao contrário de publicar artigos em periódicos ou mesmo “dar aula”;
b) Ênfase, por parte da elite acadêmica, na “accountics”. Este modelo de pesquisa e publicação na contabilidade deixa de lado o juízo de valor e a opinião, valores que são enfatizados na atividade de ter um blog;
c) A natureza dos professores de contabilidade, que são conservadores e tradicionais, resistindo às mudanças.
Analisando os argumentos de Albrecht podemos dizer que são válidos também para o Brasil. Ter um blog não conta na Capes ou numa carreira acadêmica (sequer é considerado relevante. Veja, a título de exemplo, a página do meu departamento , da Universidade de Brasília, que não tem um vínculo para este blog.)
O segundo argumento também é válido. Hoje os professores pesquisadores estão mais preocupados em baixar dados da Economática, fazer testes estatísticos e, a partir daí, tentar propor uma teoria.
O terceiro aspecto também é válido. O conhecimento de internet é escasso e alguns sequer sabem que construir um blog é muito simples nos dias de hoje. Alguns sequer conhecem os instrumentos de agregação de notícias, como o Google Reader (se o leitor não conhece, vale a pena conhecer. Entre na página do Google, cadastre usando um e-mail e faça um link para seus endereços preferidos, incluindo este, obviamente. Toda vez que tiver uma alteração no seu endereço você pode ter acesso através do Reader. Para vocês terem uma idéia, no meu Reader eu recebo em torno de 800 a 1000 alterações por dia, alterações que me ajudam a fazer atualizações diárias no Contabilidade Financeira.).
Acrescento um quarto elemento à lista de Albrecht. Ter um blog requer muito trabalho e dedicação. Temos que ter uma rotina diária, que muitas vezes consome um bom tempo.
Fonte: Blog Contabilidade Financeira - Prof. César Augusto Tibúrcio (UnB)

5 de jan. de 2009

As gorjetas encolheram

Segundo cálculos da revista New York Magazine, existem cerca de 175 000 nova-iorquinos que dependem de gorjetas para complementar seus salários. Numa de suas edições recentes, a publicação fez uma pesquisa para checar o quanto a crise financeira afetou a generosidade dos clientes. O resultado mostra que a recessão deixou mais vazios os bolsos de garçons, taxistas e barmen, entre outras categorias. Em alguns casos, as gorjetas caíram quase pela metade, conforme mostra o quadro.

Caçando boas notícias em 2009

O primeiro dia de 2009 começou sossegado no mercado financeiro. Os contratos futuros de juros e de dólar oscilam pouco, devido á ausência de indicadores econômicos e de investidores (a sexta-feira encaixada entre um feriado e um fim de semana é um convite a permanecer na praia). Um pouco de sossego não faz mal a ninguém, mas que nenhum investidor nutra ilusões: começamos um ano que será muito difícil para os investidores.
A crise pode até poupar o Brasil de seus aspectos mais duros, devido às boas condições da economia e á tradicional cautela dos empresários brasileiros. Como quase todos têm na memória os solavancos passados e sabem que, no Brasil, a crise chega cedo ou tarde, sempre se guarda um dinheirinho no cofre para dias chuvosos. E foi isso que as empresas fizeram. Em vez de lançar na produção todos os recursos captados no mercado de capitais, muitos controladores guardaram parte do dinheiro para um dia ruim. O dia chegou, e o dinheiro foi reinvestido na empresa, o que compensou o estancamento do crédito.
Mesmo assim, 2009 será um ano de muitos solavancos. Tomemos, por exemplo, os preços internacionais do petróleo, que subiram 14% no fim de 2008 devido ao corte do fornecimento de gás russo à Ucrânia em pleno inverno siberiano, e caiu 8% no início de 2009 porque os profissionais se convenceram de que uma alta de 14% não fazia sentido em tempos que se prometem bicudos.
Guardadas as devidas proporções, o ano será muito parecido com esse começo: solavancos e muita turbulência, abrindo espaço para investidores que tenham dinheiro em caixa e disposição para riscos. Quem não se enquadrar nesse perfil pode aproveitar os juros, que ainda devem permanecer altos.

Por Cláudio Gradilone
Fonte: Portal Exame

Cinco Tecnologias para 2009

Cinco Tecnologias para 2009


Todo ano os especialistas calculam mais ou menos quais serão as tecnologias que vingarão pra valer no ano seguinte.
Para isso usam o senso de observação sobre o que está em franca fabricação e queda de preço, além das que têm caído no gosto e só falta se popularizar, obviamente um bom conhecimento do mercado ajuda.
Eu também tenho alguns chutes calculados que podem parecer claros por já serem incipientes mas são minhas impressões sobre o que vai pegar pra valer.
1. Tchau CD!A mais comum das previsões é a de que o CD acabou. Tudo bem, ele não funciona mais como meio de venda de música. Mas não exageremos. mesmo que há muito ele só sirva como presente de inimigo secreto, dizer que acabou, com todo o parque de leitores que existem nas casas e carros? Lembre-se de o surgimento dos CDs não impediu que os equipamentos com fita cassete fossem fabricados ainda por muito temp e assim prosseguirá o CD também, como mídia alternativa, mas realmente não faz mais sentido algum acumular uma prateleira de CDs cujo conteúdo - mesmo em alta qualidade - cabe numa única mídia. A chance são os áudio livros, esses nos dão um alento no trânsito paulistano.
Você pode ser um colecionador né? Mas colecionador não é mercado, mercado é o povão que ouve, e esse não se importa de onde está vindo o som.
Esse blá blá blá serve pra dizer que, qualquer equipamento novo que não tiver uma porta USB ou um leitor de memória flash, será rejeitado. Aposte, verás a memória flash por todo canto, à preço de banana.Aliás, elas já estão, só que aparecem em um ou outro equipamento. Ainda veremos até forno microondas com porta USB.

2. Celular com TV e internet. Até quando nos contentaremos com celulares pífios e com recursos inutilizáveis? A resposta está aí, bastou o iPhone aparecer com usabilidade melhorada e o mundo voltou suas atenções pra ele. O iPhone ainda está longe dos recursos desejáveis e mesmo assim está à frente do resto? Parabéns Mr. Jobs, mais uma vez.

3.YouTube na tela da TV. Mesmo sendo salvos pela tv à cabo, ainda penamos com os endo-comerciais dos canais pagos, pior, eles são repetitivos, muito repetitivos, mais repetitivos que propagandas de produtos, tão repetitivos quanto esse parágrafo. A solução está nas TVs com conectadas à internet e suas maravilhosas telas PIP que permitem um rápido zap pelo YouTube, por exemplo. Aí só vai faltar um filtro no próprio YouTube, porque para cada momento legal que encontramos, vêm um monte de cracas. É a poluição digital dos tempos de liberdade.

4.QR Code. Ninguém gosta de ficar digitando extensas URLs no celular. O QR Code(de Quick Response) pode dar um jeito nisso. É um quadradinho com um desenho ininteligível e pixelizado. Funciona como um código de barras, você fotografa com sua câmera de celular e este, munido de um programinha gratuito reconhece e rapidamente te leva até a URL associada ao QR.Simples, prático, resolve.Fusão de mídias: móvel, impresso e rede.

5.Touch Screen. Chegou, sentou-se, abriu uma cerveja e não dá pinta de que vai embora tão cedo.Os poucos equipamentos com tela sensível ao toque que apareceram no mercado esse ano - sim, poucos - são uma mera sombra do que está por vir. As telas sensíveis já tem longa estrada nos totens e caixas automáticos, era de se estranhar mesmo que ainda não tinham invadido todos os equipamentos de uso pessoal. É simples, o mercado esgota até a última gota do lucro que podem tirar das tecnologias legadas.Agora não há mais o que fazer, as telas matriciais estão barateadas e podem muito bem equipar a maioria dos dispositivos pessoais.

Em breve falaremos sobre as tecnologias do futuro. Essas citadas são apenas as que não se popularizam extensamente e ninguém sabe bem o porquê.

Por Osmar Lazarini

Fonte: Portal Exame

16 de dez. de 2008

David contra os Golias


Após tumultuados nove meses de preparação, David Neeleman finalmente colocará para funcionar sua companhia aérea brasileira, a Azul - e a parte mais difícil começa agora.


Por Melina Costa
Revista EXAME - 11.12.2008


Aos 49 anos, o empresário brasileiro David Neeleman vê metáforas bíblicas para onde quer que olhe. Ao definir o funcionário ideal, Neeleman pensa em Jó, personagem do Antigo Testamento que perdeu fortuna, filhos e saúde, mas manteve inabaladas a fé e a atitude positiva na vida. Ele usou essa imagem para pautar as milhares de contratações que fez na JetBlue, a principal das companhias aéreas que criou. Mórmon convicto, Neeleman não bebe, não fuma e tem nove filhos com a mesma mulher. Aos domingos, desliga o telefone e dedica o dia inteiro à Igreja e à família. Em 2008, decidiu que ele mesmo protagonizaria uma metáfora bíblica. Em 15 de dezembro, começa a operar no Brasil a companhia aérea Azul, fundada por ele no início do ano. A história de Davi e Golias, porém, não chega a ser perfeita para ilustrar o tamanho do desafio que Neeleman enfrentará a partir de agora. O Davi bíblico, jovem e franzino, enfrentou um gigante e o matou com uma pedrada na testa. David Neeleman terá de bater dois ao mesmo tempo - as líderes TAM e Gol, que dominam quase 90% do mercado aéreo nacional. A Azul começará a funcionar com apenas três aviões. TAM e Gol têm, juntas, mais de 220 aeronaves. Esse desproporcional choque de forças representa a empreitada mais difícil da carreira de Neeleman.


Sua atitude diante desse desafio combina com sua história de vida. Ainda adolescente e morando nos Estados Unidos, Neeleman voltou para o Brasil para trabalhar como missionário mórmon nas favelas do Rio de Janeiro. Era proibido de ligar para os pais e vivia sob absoluta privação - mas diz que a sensação de que cumpria um dever amenizava os rigores do dia-a-dia. Neeleman conseguiu batizar mais de 200 pessoas. Trinta anos depois, ele enfrenta a dificuldade de sobreviver ao duopólio formado por TAM e Gol de maneira semelhante.


Com trânsito invejável entre grandes fundos de investimento, Neeleman poderia começar sua trajetória no cenário empresarial brasileiro com pompa, circunstância e, sobretudo, uma estrutura de primeira - mas optou por começar de forma um tanto mambembe. Inicialmente, as reuniões de trabalho da equipe da Azul eram realizadas na casa do diretor de marketing. Neeleman cochilava no sofá e acabou contratando a cozinheira da casa como encarregada de serviços gerais da Azul.




Após a mudança para a sede, Neeleman passou a comer no bandejão freqüentemente. Ele mora em hotéis e mal consegue tempo para ver a família, que ficou nos Estados Unidos. Como em sua época de missionário, ameniza o desconforto atribuindo a si mesmo uma missão. "O Brasil precisa de concorrência", disse ele a EXAME. Desde março, Neeleman já fez dezenas de palestras para convencer os brasileiros de que ele é a pessoa certa para aumentar a competição no mercado aéreo nacional. De acordo com seus planos, até o final de 2011 a empresa deve alcançar uma frota de 42 aeronaves, todas produzidas pela Embraer. Segundo projeções apresentadas pela Azul a investidores, a companhia deverá atingir um faturamento de 2 bilhões de dólares em 2013. Até agora, a empresa já anunciou quatro de seus destinos: Curitiba, Porto Alegre, Vitória e Salvador. Todas essas rotas terão origem no aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. A empresa não revela seu plano de expansão de rotas, mas afirma que mais de 50 cidades médias e grandes poderão ser atendidas. Ainda segundo as projeções de Neeleman, a Azul começará a dar lucro já em 2011.


Como se sabe, planos de negócios têm por hábito parecer perfeitos no papel, para logo depois se provarem irreais. No caso da companhia aérea de David Neeleman, porém, os problemas começaram muito antes da execução do plano. O primeiro deles foi a barafunda burocrática brasileira. Mesmo depois de receber o contrato de concessão que permite o funcionamento da companhia, a Azul ainda teve de esperar uma semana por mais um documento, o horário de transporte (Hotran). Para liberar a autorização, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) dependeu de dois outros órgãos: a Infraero, que administra os aeroportos, e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, ligado ao Ministério da Defesa. Nos Estados Unidos, não existe burocracia semelhante. Além disso, Neeleman vem penando para entender a legislação trabalhista brasileira. Na JetBlue, ele ficou conhecido por cultivar relações criativas com os funcionários. As telefonistas trabalhavam de casa e estudantes podiam ser comissários de bordo por um ano. Na Azul, ele espera adotar soluções semelhantes para economizar na mão-de-obra, mas será mais difícil. Inicialmente, sua intenção era organizar um esquema em que os pilotos trabalhassem 15 horas por dia e folgassem até 14 dias por mês, como acontece nos Estados Unidos. Segundo Neeleman, pilotos com jornadas maiores e, em compensação, mais dias em casa trabalham mais descansados. A lei que regulamenta a profissão de aeronauta, porém, determina que os pilotos brasileiros só podem trabalhar até 11 horas por dia. E não se muda essa regra. Ponto final. Para piorar as coisas, o sindicato ainda estuda fazer uma manifestação em que acusará a Azul de adotar práticas trabalhistas que colocam em risco a segurança dos passageiros.


Nos últimos meses, Neeleman também foi apresentado ao vaivém dos interesses de políticos brasileiros. Em discussão, as restrições ao uso dos aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Pampulha, em Belo Horizonte. Hoje, apenas aviões pequenos podem operar nesses aeroportos (salvo uma exceção no Santos Dumont para a ponte aérea Rio de Janeiro-São Paulo). O objetivo da regra é forçar o aumento do tráfego nos aeroportos mais distantes do centro de ambas as cidades - Galeão e Tancredo Neves, respectivamente. Em meados deste ano, porém, a Anac acenou com a possibilidade de liberar a operação de aeronaves maiores nos dois aeroportos. A Azul viu aí uma oportunidade única e começou a negociar o direito de usar o Santos Dumont como base de operações. Segundo executivos próximos à Azul, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, mostrou-se favorável à abertura do aeroporto para a companhia. Logo depois, porém, voltou atrás. "Essa foi a maior decepção de Neeleman", diz um amigo. Cabral alega que a liberação do Santos Dumont vai esvaziar o Galeão - o que atrapalharia um possível processo de privatização do aeroporto. Já o governador mineiro, Aécio Neves, que acabou de concluir a obra de acesso rodoviário ao Tancredo Neves, afirma que todo projeto de desenvolvimento para a região do aeroporto ficaria comprometido. Diante disso, a Azul foi forçada a basear suas operações no aeroporto de Viracopos, em Campinas - um enorme baque. A Anac afirma que ainda vai rever as limitações.


Neeleman e sua equipe vêem justamente nas maquinações das rivais as razões por trás dos obstáculos criados pelo governo do Rio. "Não podemos subestimar o poder do lobby de TAM e Gol nessa questão", diz Pedro Janot, presidente da Azul. A lógica é que as duas empresas teriam muito a perder com as mudanças, já que a Azul poderia entrar em dois aeroportos estratégicos. Oficialmente, a TAM informou que a abertura dos aeroportos é uma decisão que cabe apenas às autoridades aeronáuticas, e a Gol negou o lobby. Em outras frentes, porém, as concorrentes começaram seu ataque à iniciante Azul de forma bastante clara. A Gol anunciou no início de dezembro que dará grandes descontos nas rotas em que a Azul começará a operar. No dia do fechamento desta edição, a passagem Campinas-Curitiba custava 51 reais. A Gol nega que a promoção seja uma resposta à Azul. Em outras épocas, quando surgiu uma novata que ameaçou o duopólio, as duas líderes não hesitaram em baixar os preços. Foi assim, por exemplo, com a BRA, maior ameaça recente (e que acabou implodindo sozinha). Diante da reação das concorrentes, a Azul já admite que não conseguirá, de imediato, oferecer tarifas mais baixas - o plano inicial era ter passagens 35% mais baratas.


Engana-se, porém, quem pensa que os problemas de Neeleman se resumem a burocracia, ira sindical e guerra de tarifas. Isso porque há enormes dúvidas quanto à viabilidade do modelo de negócios proposto por ele. "Se a estratégia de Neeleman vingar, rasgo meu diploma de aeronauta", diz um alto executivo do setor que não quis ser identificado. O motivo para tanta descrença é o fato de que a Azul oferecerá vôos sem escala entre cidades médias e grandes - um nicho de mercado pouco explorado pelas duas maiores companhias brasileiras. TAM e Gol estruturaram um intrincado modelo de conexões em que seus aviões param em aeroportos intermediários antes de chegar ao destino final. Essa foi a maneira encontrada para encher os aviões e, portanto, tornar os vôos rentáveis. Executivos de ambas as companhias ouvidos por EXAME afirmaram que não há demanda para vôos sem escalas no Brasil, especialmente aqueles que ligam cidades médias.


Neeleman, claro, discorda. Segundo o empresário, a Azul tem o modelo de avião certo para vôos sem escala: os jatos da Embraer com capacidade para pouco mais de 100 passageiros. Os menores aviões das rivais levam até 144 pessoas. O que se verá, a partir de agora, é um choque entre duas visões opostas. Investidores como Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio do fundo Gávea, acreditam nos planos de Neeleman. "Ele entende do assunto e tem um histórico vencedor", diz Fraga, um dos investidores da Azul. O cenário que se aproxima, porém, não é exatamente o que Neeleman esperava. Quando anunciou a criação de sua companhia, no início do ano, o número de passageiros crescia a uma taxa anual de 13% no Brasil. Esse ritmo diminuiu para 10% no decorrer de 2008, devido à crise global. E as estimativas apontam para 5% no ano que vem.

Para Neeleman, porém, esse obstáculo é contornável. Em 2007, o conselho da JetBlue forçou sua saída da presidência da companhia, naquela que é a maior derrota de sua carreira. Depois disso, fracassar de novo não é uma opção. "Minha saída não foi nada boa", diz ele. "Mas Deus fecha uma porta e abre outra."


11 de dez. de 2008

Turma Mestrado em Ciências Contábeis - FACC/UFRJ


Último dia de aula: Turma Mestrado em Ciências Contábeis - FACC/UFRJ

Sped: uma revolução no país do "jeitinho"!

Sped: uma revolução no país do "jeitinho"!
Sou um entusiasta do projeto Sped. Acredito que hoje todos os que lêem este artigo sabem que Sped significa Sistema Público de Escrituração Digital, que engloba três projetos: Nota Fiscal Eletrônica, Escrituração Fiscal Digital e Escrituração Contábil Digital, também conhecidos como NF-e, Sped Fiscal e Sped Contábil.
São projetos bastante complexos e, conseqüentemente, muito onerosos, tanto para a União e para os estados quanto, principalmente, para as centenas de milhares de empresas que têm de se adaptar. O custo total está na casa de bilhões de reais. Algo em torno de R$ 100 bilhões nos próximos dois anos.
O custo é alto, mas e os benefícios? No meu entender, são muitos no médio prazo e muitíssimos no longo. O principal objetivo do projeto Sped é, sem disfarces, forçar os agentes econômicos a cumprir seus deveres estipulados em lei, induzir agentes informais ou semiformais (ou seja, sonegadores) a "andar na linha" e, em última análise, aumentar a arrecadação.
Leis existem para serem cumpridas. Não faltam leis para melhorar o Brasil, o que falta é o seu cumprimento e punição para os infratores. O Brasil é conhecido internacionalmente e, infelizmente, se orgulha disso, como o "país do jeitinho". Aqui tudo se contorna, se ajeita, é dando que se recebe, seu guarda eu não sabia, alivia pra mim, toma aqui sua cervejinha, deixa por isso mesmo, também quero essa boquinha, para vender para governo tem que pagar propina, corromper não é imoral, imoral é ser corrompido, e por aí vai.
A Justiça deveria fazer valer as leis, mas é morosa, burocrática e humana também, ou seja, corruptível. Mas isso é outro capítulo, sobre o qual eu não saberia discorrer, a não ser como espectador incapaz, frágil e impotente como qualquer brasileiro.
Pois bem, e onde entra o Sped? O Sped entra porque é o agente que obriga as empresas a se abrirem, a serem transparentes em sua operação. Com o Sped as empresas terão que informar, em "real time", seu faturamento, sua geração de impostos, sua contabilidade. É como se você estivesse em permanente fiscalização on-line. Isso dificulta, em muito, a sonegação, as operações "não contabilizadas" (termo consagrado atualmente), enfim, a venda sem nota, a maracutaia, o "caixa 2" e outras baixarias tão comuns nos países atrasados.
Posso parecer ingênuo. Não é uma aposta, é uma esperança. Mas é uma esperança bem fundamentada na tecnologia, na disponibilização on-line de informações que possibilitam o cruzamento de dados, a auditoria imediata pelos computadores da Receita Federal e das secretarias de Fazenda. É como se milhares de fiscais estivessem escrutinando seus dados à velocidade da luz e, se algo parecer estranho, não usual, fora dos padrões, então manda um fiscal humano investigar de perto. Meu entusiasmo, mais do que uma aposta, é um desejo. Desejo de ver o Brasil melhorar, tornar-se mais seguidor das regras de negócio, mais desenvolvido, mais competitivo. Mais honesto.
Com mais gente pagando impostos, com aumento de arrecadação (nunca vi nenhum número oficial, mas estimo que possa ser da ordem de brutais 20%), nós, empresários, esperamos e exigiremos também uma diminuição da carga tributária que, de tão alta, é o maior estímulo à sonegação. Creio e espero que isso forme um círculo virtuoso de maior base de contribuintes - menos sonegação - mais arrecadação - que possibilita menor carga tributária -; mais contribuintes - menos sonegação -; maior arrecadação.
Como brasileiro, como cidadão e como contribuinte, quero acreditar que o maior ganho que teremos com o projeto Sped será didático. Assim como aprendemos a usar e confiar no cinto de segurança porque ele nos foi imposto, o Sped poderá ensinar os agentes econômicos a serem mais corretos, mais cumpridores, menos subdesenvolvidos. Pode moralizar nosso estilo de negócios, nos tornar mais parecidos com os vencedores, nos fazer mais competitivos no mercado global. Pode, e isto é apenas um sonho meu, promover uma mudança cultural no sentido da lisura e da ética. Espero que o Sped seja mesmo uma revolução.
Abaixo o jeitinho!
Fonte: Gazeta Mercantil - 11/12/2008 - Caderno A - Pág. 3 -WERNER DIETSCHI
“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)