11 de jul de 2012

Raciocinar para quê?


Pessoal,
Vejam a figura a seguir e o que ela diz sobre o que [teoricamente] aprendemos nos cursos de graduação em Ciências Contábeis.

Quando comentei o post haviam sido feitos 25 comentários, dos quais apenas três, que transcrevo abaixo, manifestaram uma opinião contrária à mensagem expressa na figura.

Lembro-me dos colegas nos corredores na Universidade na época da graduação, que em geral, não viam “utilidade” nas disciplinas da área de exatas, tais como Matemática e Estatística.
A alegação era que deviam aprender mais Contabilidade! Sempre discordei dessa opinião! Qualquer pessoa que aprende a pensar, racionar, interpretar bem, aprende Contabilidade facilmente, resolve situações que envolvem conceitos contábeis, adequadamente assimilados, sem grandes dificuldades.
Um dos questionamentos que faço aos defensores da ideia de que os concursos para a área de auditoria fiscal, por exemplo, deveriam ser exclusivos para contadores... Porém nas provas não se exige apenas Contabilidade, mas também Economia, Direito, Matemática e Estatística, Legislação e mais uma dúzia de conceitos em outras áreas. 
Não tenho dados empíricos que revelem o quanto dos aprovados desses concursos são contadores e de outras áreas, mas muitos comentários fazem referência a aprovação de profissionais de outras áreas. Essas áreas conseguem aprender Contabilidade o suficiente para passar nos concursos. Será que aprenderam a pensar mais?
O problema é que muitos estudantes e profissionais acham que só precisam aprender Contabilidade!
Opiniões diversas?

Comentários na figura na página do Facebook:

Jean Carlo Santos: Principalmente em apuração de custo industrial (Curva ABC de produtos e cliente, ponto de equilíbrio, custo marginal, etc...)... OK, há vários software que fazem isso hoje, mais saber de verdade como isso funciona lhe dá muito mais poder... Por isso um analista de controladoria e custos ganha R$ 15.000,00 por mês.

Janio Ferreira: Basta querer ser um contador de verdade (e não um guarda-livros) ou , com todo respeito, um mero preenchedor de formulários para a receita federal que você vai usar e muito!

Lucian Barbosa: Como aluno de Engenharia também tenho muito cálculo na minha grade, este é o tipo de coisa que desenvolve o raciocínio lógico e abstrato.

Claudia Cruz: Discordo! Isso não é necessariamente para usar, mas aprender a pensar, para raciocinar... A gente não precisa usar tudo o que aprender. Tem muitos contadores e estudantes que acham que só precisam aprender D/C e tributos, e agora SPED e escrituração digital... Enfim! Vamos abrir a cabeça, pensar longe, pensar mais!

5 comentários:

  1. Análises qualitativas de estoque em excesso e obsoleto, análises de crédito, constituição de provisões para devedores duvidosos, valuations e impairment, cálculo de contingências, calculos diversos para tomada de decisão...... existe uma série de atividades que se apoiam em outras disciplinas. Mas no dia a dia vejo que a maior dificuldade dos contadores está na parte humana. Domínio de idiomas além do portugues, competências de liderança e pró-atividade para citar alguns exemplos.

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  2. Sim, concordo com suas considerações! Obrigada pela participação.

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  3. Eu vi essa imagem no Face e não gostei por achar que simplifica demais e por ressaltar que contador "é bom em matemática". Acho que até no português nossa área e ruim. Em métodos quantitativos, mais ainda. Na auditoria do TCU ocorre o mesmo problema que você comentou. É aberto a todos. Mas se tivéssemos um órgão como a OAB é para os advogados (que fica em cima dos concursos!) começariamos a ter mais força. Aí sim da para cobrar um currículo mais amplo. Assim como fechar os concursos que deveriam ser apenas para a nossa classe. Mas infelizmente a nossa realidade é a de que ser contador não e grande coisa. Mas lutamos sempre para mudar isso!

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  4. Precisamos saber de tudo um pouco, sempre é bom saber de onde os resultados surgiram, fica fácil entender tudo!!
    Adorando seu Blog !!!

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“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)