31 de ago de 2011

Princípios além da Contabilidade

Mundo corporativo assimila princípios da contabilidade

Texto de Adão de Matos Junior publicado no Portal Administradores.com (31/08/2011)

Os princípios contábeis criados pela Resolução nº 750/93 do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) [Uma curiosidade: a referida resolução foi aprovada em 29 de dezembro de 1993, como conseguiram quorum para isso? E publicada no Diário Oficial no apagar das luzes de 2003, dia 31] permitem fixar padrões de comparação e credibilidade em função do reconhecimento dos critérios adotados para a elaboração das demonstrações financeiras, aumentam a utilidade dos dados fornecidos e facilitam a adequada interpretação entre empresas.

Tais princípios utilizados anteriormente apenas pelos contadores se tornam cada dia mais importantes numa conjuntura de economia aquecida e com grande expansão dos mercados, como a atual.

É muito pertinente que as corporações se organizem adequadamente e com acesso fácil às suas informações contábeis. Por isso, os princípios fundamentais da contabilidade [A Resolução CFC nº 1.282/2010 retirou o termo “fundamentais”, ficando apenas Princípios de Contabilidade e revogou um dos sete princípios constantes na Res. nº 750/93, o da Atualização Monetária] vão sendo assimilados como valores intrínsecos do universo corporativo. Por exemplo, empresas de pequeno e médio portes, nas quais anteriormente se confundiam no controle do seu capital físico do jurídico, aprenderam a conhecer o Princípio da Entidade, no qual essa distinção é muito clara. Outro exemplo é o Princípio da Continuidade, que pressupõe a continuidade indefinida das atividades operacionais de uma entidade. Por consequência desta continuidade e como as demonstrações financeiras são estáticas, não podem e não devem ser desvinculadas de períodos anteriores e subsequentes.

[Os princípios previstos na Resolução nº 750/993 ainda vigentes são: ENTIDADE, CONTINUIDADE, OPORTUNIDADE, REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL, COMPETÊNCIA e PRUDÊNCIA.]

Em síntese, as empresas entenderam que o seus processos têm de ser bem estudados, sejam produtivos ou de back office. E que a desordem pode gerar passivos. Às vezes, os gestores sequer conhecem o problema em sua origem e, quando descobrem, pode não haver mais tempo para salvar o empreendimento.

Recomenda-se, portanto, que as organizações revejam seus conceitos passados e procurem empresas de outsourcing especialistas nesse tipo de serviço, que tenham experiência para revisar os trabalhos contábeis e fiscais, aplicar seus princípios, reformular o novo fluxo organizacional e mapear os processos com os novos desenhos de organizações fortes e preparadas para acompanhar o crescimento do país.

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“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)