12 de dez de 2012

Afrouxamento nas exigências de Qualidade


Meus comentários e inserções, um pouco revoltados, estão em vermelho!

MEC altera cálculo de nota de curso superior
Fonte: Folha de São Paulo, texto de Fábio Takahashi (29/11/2012)

O Ministério da Educação decidiu alterar o cálculo da nota dos cursos de ensino superior. O quesito professor com doutorado perdeu peso [Qual será a razão disso mesmo?], enquanto aumentou o valor para o docente com mestrado e com dedicação integral [Isso é bom, mas tem faculdade por aí “alugando” títulos de professores enquanto são avaliadas, depois tem aquela história do pé...].
Chamada de CPC (Conceito Preliminar de Cursos), a nota é usada para fiscalizar os cursos superiores. Os que ficam com nota 1 ou 2 (numa escala até 5) são inspecionados e podem até fechar.
A diminuição do peso para doutores era um pedido das instituições privadas [Agora sim, eis a razão!!], que afirmam ser difícil contratar [Ou melhor: pagar!!!] professores tão qualificados em algumas áreas do conhecimento ou regiões do país. [Em algumas coisas sou inflexível: Não tem professor qualificado para abrir um curso, não abre o curso].
Profissionais com doutorado tendem também a ganhar mais e serem mais qualificados por fazerem pesquisas [Afinal são muitos anos de estudo e dedicação, tem que valer para alguma coisa!!! #SentindoNaPele].
Para educadores, houve afrouxamento nas exigências de qualidade. O MEC diz que o momento é o de induzir melhorias em outros aspectos [Quais, Sr. MEC?].
Com a nova fórmula, a proporção de professores com doutorado cairá de 20% para 15% da nota. Os cinco pontos serão distribuídos entre os quesitos docentes mestres e com dedicação integral.
Também haverá aumento no peso para a existência de projeto pedagógico [Existência de projeto pedagógico é obrigação mínima, não precisa pontuar!!] e a qualidade da infraestrutura.

INGRESSANTES
Essa elevação virá do quesito nota dos ingressantes no Enade (exame de universitários), que deixará de ser contabilizada, pois os calouros não fazem mais a prova.
"Já estamos em um bom patamar em alguns pontos e precisamos induzir a melhoria de outros", disse o presidente do INEP (responsável pela avaliação), Luiz Cláudio Costa, sobre a redução do peso para doutores no CPC. "A redução não foi tão alta." [5% é pouco??? Ou melhor, redução de 25% no peso... Vamos aplicar na poupança e veremos que em um ano não chega a 5%. Isso é muito sim!!]
Nos últimos cinco anos, a proporção de doutores nas instituições subiu de 22% para 29%. Já a dedicação integral subiu de 36% para 47%.
"Uma alteração dessa faz com que as instituições segurem a contratação de doutores, o que traz prejuízos à qualidade", afirmou o pesquisador da área de educação José Rothen, da UFSCAR. [Olhem esse ponto de vista! E depois a opinião a seguir de um típico representante da mercantilização da educação superior no Brasil]
Diretor do SEMESP (Sindicato das Universidades Privadas), Rodrigo Capelato diz que a alteração corrige "em parte" distorções. "O peso para doutor era grande. Melhorou, mas segue alto." [O Governo sustenta muitas dessas faculdades, via PROUNI e o digno representante ainda diz que o peso do doutor é alto... Mas quando fazem propaganda da faculdade no outdoor, ostentam: “Nosso corpo docente é composto de mestres e doutores de elevada qualificação” Se brincar, pode-se encontrar algumas que funcionam no cinema depois da última sessão...]

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