2 de out de 2009

Notas do cenário financeiro interacional

Notas do cenário financeiro interacional da Revista Capital Aberto
Por Silvio Muto
SEC e FSA preparam regras em comum para hedge funds
Os órgãos reguladores dos mercados de capitais dos Estados Unidos e do Reino Unido se uniram para disciplinar os hedge funds. A norte-americana Securities and Exchange Commision (SEC) e a britânica Financial Services Authority (FSA) anunciaram, no dia 16 de setembro, um acordo que prevê o desenvolvimento conjunto de regras para essa indústria. As autoridades vão determinar uma série de informações que passarão a ser exigidas dos fundos, com o intuito de melhorar a transparência e identificar riscos desse tipo de investimento.
Consultoria atesta estagnação da governança europeia
A evolução da governança corporativa na Europa anda a passos lentos. Muitos desafios permanecem pendentes para boa parte dos países. Sobreposição de cargos, baixa frequência nas reuniões dos conselhos de administração, além do pequeno número de comitês ainda são problemas que se repetem no Velho Continente. As conclusões pessimistas são de um relatório divulgado em setembro pela consultoria de recursos humanos Heidrick & Struggles. Para os pesquisadores, após uma melhora significativa entre 2005 e 2007, ano do último estudo, a evolução da governança se estagnou.
Iosco quer mais concorrência entre as auditorias
A International Organization of Securities Commissions (Iosco), entidade que congrega reguladores de mercados de valores mobiliários do mundo todo, está preocupada com a concentração dos serviços de auditoria das companhias abertas nas mãos de poucas empresas. Para estimular a entrada de mais concorrentes no setor, a organização abriu a discussão sobre a permissão para que não contadores sejam proprietários de auditorias.

Ativismo minoritário melhora os preços das ações, diz estudo
Não é novidade que grandes mudanças nos rumos das companhias — aquisições, por exemplo — são acompanhadas de variações nas ações das empresas envolvidas. Mas será que o ativismo de acionistas minoritários produz impacto suficiente para alterar as cotações? O estudo Shareholder Activism through the Proxy Process, de Luc Renneboog (Universidade de Tilburg) e Peter Szilagyi (Universidade Cambridge), descobriu que sim.

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“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)