12 de mai de 2011

Questões sobre Propriedade para Investimento

Pessoal, apresento a seguir algumas questõs dos temas discutidos essa semana na disciplina Contabilidade Societária. Contribuições e dúvidas podem ser postados como comentários para discutirmos.

As questões a seguir sobre Propriedade para Investimento (CPC 28) devem ser respondidas com base no CPC 28 - Propriedade para Investimento e no Manual de Contabilidade Societária (FIPECAFI), além da Lei nº 6.404/1976 e atualizações:

1) Quais as características que uma propriedade para investimento deve atender para ser reconhecida como Ativo?

2) Os terrenos mantidos para valorização de capital a longo prazo são considerados propriedades para investimento?

3) Caso uma propriedade para investimento seja adquirida a prazo, pode-se reconhecer esse valor como custo da propriedade ou deve-se reconhecer apenas o custo equivalente ao preço a vista?

4) Além do preço de compra, quais custos são atribuídos ao custo de uma propriedade para investimento?

5) Na ausência de preços correntes de mercado, quais informações podem ser consideradas para determinar o valor justo?

6) A propriedade para investimento deve ser inicialmente mensurada pelo custo. Os custos de transação devem ser incluídos nessa mensuração inicial?

7) O valor justo da propriedade para investimento compreende também os gastos que serão realizados (considerando que existam custos que serão incorridos na venda) no momento da venda?

8) Se a entidade optou por reconhecer suas propriedades para investimento por valor justo, e essa propriedade tem ganho ou perda no período, deve-se registrar o ganho ou perda no Patrimônio Líquido ou no Resultado?

9) Se uma propriedade rural (fazenda) aluga residências para seus empregados, esses ativos alugados podem ser considerados como propriedade para investimento?

10) Caso a empresa compre um imóvel (edifício) com seis andares no valor de $600.000,00, em três andares a empresa desenvolve sua atividade principal (prestação de serviço de ensino). Em relação aos outros três andares, dois deles estão alugados para terceiros e o outro está sem atividade e a empresa pretende mantê-lo desocupado, pois no próximo ano com a expansão dos cursos irá ocupá-lo com as novas turmas. Sendo assim, qual deve ser o tratamento contábil proposto para essa situação no registro do imóvel, considerando que os andares não podem ser vendidos separadamente?

22 comentários:

  1. Aonde estão as respostas?

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    1. As perguntas são propostas de discussão! Eu respondi algumas... As outras vamos discutindo à partir da manifestação dos leitores. Obrigada pela participação.

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    2. Respostas da questão são essas?
      1- as características é quando for provável que os benefícios econômicos futuros associados á propriedade para investimento fluirão para a entidade e o custo da propriedade para investimento possa ser mensurado confiavelmente.
      2- sim
      3- Equivalente ao preço a vista
      4- incluem as remuneração profissionais de serviços legais, impostos de transferência de propriedade e outros custos de transação.
      5-preços correntes, preços recentes e projeções de fluxos de caixa.
      6- sim
      7-
      8- Do resultado
      9- sim
      10- O tratamento proposto é de obter rendas pelo aluguel e a valorização do imóvel.

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    3. A maior parte sim. As demais estão justificadas nos comentários.

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    4. Quais as questão que estão certa?

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    5. As respostas das questões 02, 06 e 09 estão corretas, mas poderia justificar, explicar por que sim ou por que não. Mas como falei, são propostas de discussão e não perde ponto se não justificar! rsrsrs As demais estão discutidas nos comentários.

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  2. Como faço para saber se a questão 10 esta certa?

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    1. Olá!
      Esse tipo de propriedade nós podemos chamar de Propriedades “híbridas”: Uma parte é mantida para obter rendas ou valorização do capital ou ambas (propriedades para investimento) e outra parte é mantida para uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou finalidades administrativas (ativo imobilizado).

      O que fazer?
      Se essas partes podem ser vendidas separadamente (ou arrendadas separadamente sob arrendamento financeiro): CONTABILIZAÇÃO SEPARADA!
      Caso contrário: A propriedade é considerada propriedade para investimento somente se a parte com características de imobilizado for insignificante! Como a parte com características de Imobilizado não é insignificante, trata o conjunto como Imobilizado.

      Olha o que diz o CPC 28, 10: “Algumas propriedades compreendem uma parte que é mantida para obter rendimentos ou para valorização de capital e outra parte que é mantida para uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para finalidades administrativas. Se essas partes puderem ser vendidas separadamente (ou arrendadas separadamente sob arrendamento financeiro), a entidade contabiliza as partes separadamente. Se as partes não puderem ser vendidas separadamente, a propriedade só é propriedade para investimento se uma parte insignificante for mantida para uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para finalidades administrativas.”

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    2. Então a resposta do 10 é esse?
      O tratamento proposto é de obter rendas pelo aluguel e a valorização do imovel.

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    3. Q10) Qual deve ser o tratamento contábil proposto para essa situação no registro do imóvel, considerando que os andares não podem ser vendidos separadamente?
      Resposta: Como o imóvel é destinado para dois fins diferentes, as partes não podem ser vendidas separadamente e o uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para finalidades administrativas não é insignificante, classifica como imobilizado.

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  3. A resposta da 2 questão é essa?
    RESPOSTA: Sim, pois a propriedade de investimento são mantidos para obter rendas.

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  4. Não estou conseguindo entender a questão 7, tem como me ajudar?

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  5. Q7) 7) O valor justo da propriedade para investimento compreende também os gastos que serão realizados (considerando que existam custos que serão incorridos na venda) no momento da venda?
    Resposta: Sim. De acordo com o CPC 28, 20. "A propriedade para investimento deve ser inicialmente mensurada pelo seu custo. Os custos de transação devem ser incluídos na mensuração inicial.
    21. O custo de uma propriedade para investimento comprada compreende o seu preço de compra e qualquer dispêndio diretamente atribuível. Os dispêndios diretamente atribuíveis incluem, por exemplo, as remunerações profissionais de serviços legais, impostos de transferência de propriedade e outros custos de transação."

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  6. Como fica a resposta da questão 6?

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    1. Não é como fica, pois você esta querendo a resposta data!
      Eu sei que os custos de transação devem ser incluídos na mensuração inicial da propriedade de investimento agora eu não sei o porque que essa mensuração pode ser incluída. alguém tem como nos ajudar na resolução dessa questão?

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    2. porque os custos de transação devem ser incluidas na mensuração inicial?

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    3. O CPC 28 não é explícito nessa questão, mas se olharmos para o Conceito de Ativo na Estrutura Conceitual podemos construir uma explicação. Eu acredito que é porque são necessários para garantir o fluxo de benefícios futuros relacionados ao ativo em questão.

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  7. a questao 7 seria sim! pois o cpc 28 diz que a propriedade ocupada por empregados qe paguem ou não alugueis a taxa de mercado não são considerados propriedades para investimento.

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Sua participação é muito importante para as discussões de ideias contábeis e outras mais. Obrigada!

“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)