16 de mai de 2011

Participação em Congresso

Oi Pessoal,
Estou participando pela segunda vez do Encontro de Administração da Informação (EnADI), promovido pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (ANPAD) e de responsabilidade da Divisão Acadêmica de Administração da Informação (ADI). O objetivo geral do evento é auxiliar no desenvolvimento da área de estudos em administração da informação no Brasil.
Nessa edição apresentarei o artigo Tendências Teóricas nos estudos com abordagem na Divulgação e Transparência de Informações sobre Gestão Pública, que é resultado das discussões da minha dissertação de Mestrado, defendida na Faculdade de Administração e Ciências Contábeis da Universidade Federal do Rio de Janeiro em Março de 2010.
Assinam o artigo comigo, a minha orientadora, Profª Aracéli Cristina S. Ferreira, FACC/UFRJ e meu co-orientador, Prof. Lino Martins da Silva, FAF/UERJ.
Segue o resumo do artigo.

Esse trabalho consiste em um estudo teórico que tem como objetivo apresentar algumas tendências teóricas que têm sido utilizadas nos estudos sobre a divulgação de informações acerca da gestão pública, enfatizando como os pressupostos teóricos ajudam a explicar o baixo nível de divulgação que tem sido verificado. As tendências teóricas abordadas foram: Teoria da Agência, Teoria da Escolha Pública, Teoria dos Ciclos Políticos e Teoria do Agir Comunicativo. Essas tendências foram levantadas na literatura sobre governança no setor público e também como plataformas teóricas de estudos empíricos com abordagem em divulgação e transparência de informações sobre a gestão pública, realizados no Brasil e no exterior. De acordo com os estudos citados, é baixa a divulgação e transparência de informações sobre a gestão pública por parte dos gestores municipais. Essas evidências se verificam nas esferas de governo federal, estadual e municipal. Os pressupostos das teorias apresentadas apontam que a baixa divulgação de informações tem origem no fato de que gestores públicos são agentes que, embora tenham sido escolhidos para representar e defender interesses coletivos, possuem interesses individuais que na maioria das vezes são conflitantes com os interesses coletivos. Dessa forma, suas ações, enquanto gestores, podem ser direcionadas ao atendimento dos seus interesses individuais, em detrimento dos interesses coletivos. Como consequência, as informações divulgadas por gestores públicos acerca de sua atuação na administração dos recursos coletivos, assim como resultados e indicadores de desempenho, tendem a ser incompletas, ou divulgadas estrategicamente, com vistas a assegurar que os cidadãos não tenham informações plenas sobre a atuação dos gestores. Na Teoria da Agência isso pode ser denominado de assimetria informacional; na Teoria da Escolha Pública e na Teoria dos Ciclos Políticos denomina-se comportamento oportunista; e na Teoria do Agir Comunicativo pode ser associado às ações dramáticas e estratégicas, que têm como objetivo comum usar a comunicação ou informação como um meio de criar representações que assegurem o alcance de determinadas finalidades. A ausência de assimetria informacional e a ação comunicativa transparente têm potencialidade para promover a accountability e inibir ações oportunistas dos gestores públicos. Considera-se que as teorias apresentadas podem contribuir, com alguns de seus pressupostos, para explicar os achados de pesquisas com abordagem em divulgação e transparência sobre gestão pública, que têm revelado divulgação incipiente e ausência de accountability na administração pública.

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“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)