13 de mai de 2010

Governança Corporativa (V)

Governança Corporativa: evolução natural para o IPO
Texto de Adriele Marchesini Financial Report em 11/05/2010

A qualidade das informações é diretamente proporcional ao valor que o mercado atribui à companhia, dizem especialistas

O caminho natural após todo esse processo é buscar o mercado para fomentar o crescimento. E é nesta situação que o diretor financeiro é mais exigido em termos de melhores práticas de governança corporativa. A qualidade das informações é diretamente proporcional ao valor que o mercado atribui à companhia. "As empresas descobrem ao longo do tempo que a prática se reflete no valor da companhia porque a percepção de risco do negócio fica melhor. Isso aumenta a confiança do investidor, que é o credor", esclarece o presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais de São Paulo (Apimec – SP), Reginaldo Alexandre.
Tomemos como exemplo o boom de IPOs (sigla em inglês para abertura de capital) verificado em 2007: cerca de 60 empresas, de todos os tipos e tamanho, foram ao mercado vender suas ações. Pouco tempo depois, mais da metade das companhias viu a cotação dos papéis ser menor do que o valor inicial. Passada a euforia, a realidade veio à tona: pouco mais de cem das cerca de 400 empresas listadas em bolsa está inserida no Novo Mercado, o segmento de mais alta qualidade no quesito governança entre os três existentes atualmente (Níveis 1, 2 e Novo Mercado).
"A mensuração é um pouco difícil, mas é sabido que as práticas têm efeito por meio de observações feitas ao longo do tempo", continua . Quando um investidor avalia a participação como acionista, avalia ganhos em potencial da atividade, traz a valor presente e pondera os riscos embutidos. Por isso, o financeiro precisa ter em mente que deverá cobrar seus subordinados e si a mesmo no quesito transparência. Mais ainda se o cargo de diretor de Relações com Investidores ficar sob sua responsabilidade.

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