27 de jan de 2009

Tem banco rindo à toa

Barclays tem US$ 11 bi em baixas contábeis em 2008

Londres, 27 de Janeiro de 2009 - O Barclays, o banco britânico que se recusou a receber dinheiro do governo,
realizou um total de cerca de 8 bilhões de libras esterlinas (US$ 11 bilhões) em baixas contábeis sobre ativos vinculados a crédito em 2008 e disse que a sua receita está em alta, o que exclui a necessidade de captar mais recursos. O Barclays informou que o seu banco de investimentos e os ativos do Lehman Brothers North American na América do Norte adquiridos no ano passado estão puxando os lucros e que a "receita recorde" cobrirá as baixas contábeis. O banco dispõe de 17 bilhões de libras esterlinas a mais do que a capitalização exigida pelas autoridades, disse o banco em um comunicado.
"Esses dados demonstram que, apesar de termos sofrido um forte impacto da crise do crédito, a nossa geração de receita foi de um nível recorde em 2008 e nos permitiu suportar este impacto e ainda gerar fortes lucros", diz uma carta aberta assinada pelo presidente, Marcus Agius, e pelo principal executivo, John Varley.
Essa afirmação é a mais recente tentativa do Barclays de tranquilizar os investidores, depois da queda de 66% nas suas ações ocorrida este mês em Londres. O Barclays pretende antecipar para 9 de fevereiro a divulgação de resultados, que estava marcada para 17 de fevereiro, e reiterou que o lucro antes dos impostos de 2008 vai superar os 5,3 bilhões de libras. Na semana passada, o Royal Bank of Scotland, sediado em Edimburgo, disse que pode ter tido um prejuízo de 28 bilhões de libras esterlinas em 2008.
O Barclays disse que tem 36 bilhões de libras em ações e reservas e que gerou lucro "sólido" com o Barclays Capital, banco de varejo e comercial, gestão de fundos e private banking. O lucro aumentou com a compra de ativos da operação do Lehman Brothers nos EUA e com a receita da venda de uma unidade de seguros de
vida, disse o Barclays. A família real de Abu Dhabi e dois investidores do Catar compraram 32% no Barclays em outubro do ano passado.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 2)(Bloomberg News)

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