9 de mar de 2010

Um balanço dos CPC’s

Desde a aprovação da deliberação CVM nº 527/2007, editada em novembro daquele ano que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 01 (até hoje não entendo porque o pronunciamento sobre Impairment de Ativos foi o abre-alas dos trabalhos do CPC), já foram editados e aprovados 42 pronunciamentos, 03 orientações, 12 Interpretações, diversas revisões dos pronunciamentos e uma revogação! Isso mesmo, uma revogação!

Diversos temas foram apresentados, mas uma reflexão importante a ser feita tem sido esquecida ou, pelo menos, não tem recebido a atenção necessária à sua gravidade: a atualização dos profissionais de Contabilidade.

Os cursos de graduação em Ciências Contábeis, em sua maioria, são legalistas, com ênfase em Contabilidade Tributária, não oferecendo uma capacitação para que os profissionais interpretem os conceitos subjetivos que permeiam os pronunciamentos do CPC que, em grande parte, são a versão brasileira para as normas do IASB.

Os cursos de Ciências Contábeis têm em seus projetos voltados para capacitar profissionais para “como fazer contabilidade” a partir dos manuais disponibilizados por órgãos diversos, principalmente fiscais e reguladores. A partir das normas do IASB, convertidas para nós em pronunciamentos técnicos do CPC, os profissionais têm que interpretar os pronunciamentos, pensar e decidir que prática adotar para gerar melhores informações aos usuários!

É uma nova postura, mais reflexiva, menos automática!

É um grande desafio para instituições de ensino e órgãos relacionados à profissão como o sistema CFC/CRC’s, o IBRACON, os sindicatos e outros!

Tem uma frase que ouvi um dia que diz o seguinte: “Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas.” Acrescento, dizendo que são as questões, os desafios, os problemas que nos movem e que certamente vão fomentar o debate e o avanço da Contabilidade com o objetivo de tornar essa área cada vez mais relevante para as empresas e para as atividades econômicas como um todo.

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“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)