6 de fev de 2011

Um bom contador na empresa

(I) Por que o contador faz diferença no seu negócio

Fonte: Blog dos Empreendedores, texto de Erika Bismarchi (02/02/2011)

Você sabe para que serve um contador na sua empresa? É para emitir as guias de impostos e cuidar da burocracia com o governo, certo? Errado. Se você tem uma pequena empresa e acha um desperdício de dinheiro o que gasta com esse profissional, pode estar cometendo um grande erro. O seu papel é zelar pela gestão contábil, societária e tributária do negócio. Ou seja, ele estuda as variações e fenômenos dos aspectos quantitativos e/ou qualitativos, registrando todo o fluxo de caixa para melhorar nas decisões que mexeram na dinâmica financeira do negócio. Parece complicado? É mesmo, ainda mais para o empreendedor, que tem mil coisas a fazer todos os dias para fazer o negócio andar. O Blog Guia Contábil fez uma lista de requisitos que todo contador deve possuir.

Contador é investimento

O contador é o primeiro funcionário que uma empresa contrata – e vai ser o último a ser dispensado se você tiver de fechar as portas. Para abrir qualquer negócio, é preciso ter um profissional da área da contabilidade. Para fechá-la também. Muitos empresários contratam os serviços contábeis se baseando no custo – no menor possível. Mas não escolha o seu pelo preço, e sim pela qualidade. Pesquise em outras empresas, converse com amigos empreendedores e saiba quem são os profissionais que fazem esse tipo de serviço para elas. Procure indicação e escolha aquele que lhe pareça o melhor para ajudar o seu negócio, não para cuidar da burocracia.

Proatividade

Um bom contador deve se manter atualizado sobre as alterações na legislação tributária – que muda constantemente. O bom contador identifica soluções legais que permitam reduzir custos fiscais e gerenciais de uma empresa. Além disso, ele precisa saber sobre administração, marketing e informática, atuando também como consultor. O bom contador procura você para propor soluções.

De contador a consultor

Hoje em dia, todos os serviços de contabilidade precisam ser informatizados, pois assim o contador consegue interpretar a legislação e oferecer uma boa informação de forma clara e rápida para seu cliente. Estabeleça uma relação de confiança com o seu contador. É ele quem tem acesso às informações confidenciais e estratégicas do seu negócio. E não se esqueça de formalizar um contrato de prestação de serviços desse profissional.


(II) As Qualidades de um Bom Contador!

Fonte: Boletim Contábil (28/01/2011)

A Escolha do Contador

O proprietário de uma empresa certamente sabe o quanto a figura do contador é importante para que o seu negócio continue bem sucedido. De nada adianta fechar um grande número de contratos e alcançar excelentes resultados, se o contador da empresa não tem zelado pela eficiência na gestão contábil, societária e tributária do negócio.

Com o grande volume de negócios fechados até pode ter entrado uma excelente quantia no caixa da empresa, contudo, se o valor que a empresa paga em impostos for excessiva, certamente o empresário não ficará satisfeito com o lucro auferido. E é exatamente aí que entra o papel do contador.

Contador é investimento

Como em todas as profissões, nem todos os contadores estão adequadamente capacitados para entender, interpretar e orientar seus clientes no que diz respeito à legislação. A opinião é do ex-presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro e ex-secretário da Fazenda do Estado, Nelson Rocha.

Mas como identificar um bom profissional? Saber se ele realmente está preparado para atender as suas necessidades? São perguntas que até então você não saberia responder, mas poderá ter uma “luz” ao prestar atenção a algumas dicas simples que podem fazer a diferença. Primeiramente, o empresário deve “investir” em um contador, e não “gastar” com um.

Pró-atividade

Um bom contador é aquele que identifica soluções legais que permitam reduzir os custos fiscais e gerenciais da sua empresa. Ou seja, que ajuda no planejamento fiscal da empresa. Considerando a rapidez com que a legislação tributária muda no Brasil, esse profissional deve se reciclar constantemente.

Além de se manter atualizado sobre as mudanças na legislação, e responder pela gestão fiscal e tributária do negócio, o contador também deve conhecer administração, marketing e informática, atuando também como consultor. Muito para um contador? Não. O contador que apenas se preocupa em colocar os livros em dia está ultrapassado.

De contador a consultor

Atualmente é indispensável que todos os serviços de contabilidade sejam informatizados, pois só assim o contador tem condições de interpretar a legislação e oferecer uma boa orientação de forma rápida e clara. A lei é modificada com muita freqüência, e ficar de fora das mudanças que estão acontecendo certamente não será o melhor para qualquer negócio.

Formalize o contrato de prestação de serviços com o contador: os conselhos regionais de contabilidade exigem tal documento. No contrato devem constar os direitos e deveres de cada uma das partes e pelo menos uma cláusula que preveja a rescisão do mesmo por qualquer uma das partes envolvidas.

O mesmo vale para o profissional, que deve ter seu registro junto ao conselho regional de contabilidade local em ordem. Obrigatório esse registro é tão importante quanto o registro de médico no CRM, e a sua empresa pode ser multada por contratar profissionais sem registro.

Por último, mas de igual importância, está a relação comercial entre a empresa e o seu contador que deve ser de extrema confiança, ou todas as dicas mencionadas podem perder efeito. O contador é a pessoa que tem acesso a informações confidenciais e estratégicas do negócio e da família, o que significa que simplesmente não dá para abrir este tipo de informação para qualquer pessoa.

Um comentário:

  1. Infelizmente o empresário não está preparado para o Novo Contador. Vou me formar este ano e trabalho em escritório contábil, vejo como os empresários tem desprezo pela contabilidade correta e não valorizam o profissional, culpa em parte do próprio contador que para não perder o cliente se sujeita aos pedidos insanos; e quando o empresário contábil não aceita a conduta do cliente, este parte para outra empresa. O concorrente por sua vez não pensa duas vezes em aceitar o cliente do colega. O ciclo não para, porque o empresário sabe que sempre tem um contador disposto a aceitar o mesmo serviço por menos e por ai vai. Os conselhos regionais e secretarias deveriam ser mais rigoroso no sentido de orientar o contador a não praticar o que não quer sofrer, e ainda fazer uma campanha forte junto as entidades empresariais orientando e educando donos de empresas, sejam elas de qualquer setor e porte, para contribuir com o contador que é fornecedor, prestador e principalmente PARCEIRO no seu negócio, e trata-lo como tal valorizando pelo seus serviços e orientações.
    Na verdade, penso que ainda falta muito para o contador ser valorizado por todos os outros profissionais de diferentes setores, mas também acredito que a nova geração de contadores obrigados a se atualizarem por conta das IFRS podem renovar e criar boas expectativas para o mercado.

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“... nunca [...] plenamente maduro, nem nas idéias nem no estilo, mas sempre verde, incompleto, experimental.” (Gilberto Freire)